sábado, 20 de novembro de 2010

Protagonismo na comunicação - Dia Nacional da Consciência Negra

Como é sabido pela maioria da população, neste sábado (dia 20 de novembro) comemora-se o Dia Nacional da Consciência Negra, instituido como feriado em mais de 350 cidades brasileiras, incluindo capitais como Maceió (AL), Manaus (AM), Goiânia (GO), Cuiabá (MT), João Pessoa (PB), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

A data foi escolhida por marcar a morte de Zumbi - líder do Quilombo dos Palmares em 20 de novembro de 1695 e a sanção da lei, além de instituir um dia de homenagens e de reflexão sobre o tema, também traz algumas obrigações, segundo o site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE):

"A lei N.º 10.639, de 9 de janeiro de 2003 (...) também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Com isso, professores devem inserir em seus programas aulas sobre os seguintes temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional."

Neste dia de reflexões, é necessário também se perguntar como o negro é visto do âmbito comunicacional e a sua participação nestes meios midiáticos. Um artigo interessante que tenta observar a partir desta ótica se chama Representatividade da Imagem do Negro nos Meios de Comunicação: Revista Raça Brasil e a Imprensa Brasileira, em que a autora Hellen de Paula Pacheco analisa a imagem do negro nos meios de comunicação em vários ambientes comunicacionais, como no teatro, na imprensa, na literatura, no rádio e na televisão. Utilizando-se do último meio citado, Pacheco afirma a disparidade de tratamento entre brancos e negros ainda existente, por exemplo, nas propagandas:

"Os negros mal aparecem em comerciais de TV, mas quando isso acontece são mostrados em papeis secundários, alguns ainda relacionados à “boa empregada”, ou ao “ serviçal obediente”, ou “mulher objeto, mulher sensual, mulher fogosa”, ou “homem fetiche”. 
As propagandas com personagens negros que mostram produtos que não são destinados à raça negra, como Vasenal para pele morena e negra, seus papeis são sempre secundários e dissociados do produto, quando perto assumem papeis estereotipado e, tendem a ficar diluídas e amenizadas pela presença conjunta de representantes do grupo racialmente dominante." (2001, p. 6)
 
Com esses dados, pode-se concluir que é necessário ter uma igualdade nos papéis propostos a brancos e negros, pois ser competente naquilo que se faz independe de quaisquer fatores que não sejam ligados à própria disposição do indivíduo a aprender e a fazer sua parte com eficiência e responsabilidade. Para encerrar essa reflexão, um comercial veiculado pela Caixa Econômica Federal no ano de 2009 em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra e ao idealizador da data, o professor, poeta e pesquisador gaúcho Oliveira Ferreira da Silveira.
 

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