terça-feira, 8 de abril de 2014

RPrestigiando - Aberje promove curso sobre como analisar e mensurar os resultados nas mídias sociais

Por Maíra Masiero

Atendendo ao pedido de Kelly Feltrin, da Retoque Comunicação, divulgamos o release deste evento, e todos os dados disponibilizados são de responsabilidade de seus autores. Lembramos que este blog não possui nenhum vínculo de organização com o evento apresentado.

Marcelo Coutinho, professor da FGV e diretor de Inteligência de Mercado para América Latina e EUA do portal Terra, vai apresentar estratégias e cases de sucesso

De acordo com o The Wall Street Journal, o Brasil é a “capital universal da Mídia Social”. Por esse motivo, empresas de todos os tamanhos e segmentos estão em busca de desenvolver um capital social que facilite a interação com os formadores de opinião e avalie os impactos das ações desenvolvidas.
Essa é a temática do curso “Análise e Mensuração de Redes Sociais Digitais: de espectadores a formadores de opinião”, que a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) vai realizar no próximo dia 9 de abril, em São Paulo.

O curso será ministrado por Marcelo Coutinho, diretor de Inteligência de Mercado para América Latina e EUA do portal Terra e professor de Estratégia e Comunicação na Fundação Getúlio Vargas (FGV). O especialista vai oferecer aos participantes ferramentas para avaliar as interações, principais métricas utilizadas e cases de sucesso.

Serviço:

Curso “Análise e Mensuração de Redes Sociais Digitais: de espectadores a formadores de opinião”
Data: 09/04/2014
Hora: 9h às 18h
Local: Rua Amália de Noronha 151 – 6° andar – São Paulo/SP - Próximo à Estação Sumaré do Metrô
Mais informações em: http://ow.ly/vvReV

Sobre a Aberje

Criada em 1967, a Aberje é uma organização profissional e científica, sem fins lucrativos, que tem como principal propósito a discussão e promoção da comunicação organizacional. Seu âmbito de atuação está centrado na informação, na comunicação e no relacionamento. Os principais campos de trabalho são oadvocacy, a educação, a economia criativa, a gestão do conhecimento, a inteligência da comunicação, o networking e o reconhecimento.

Para mais informações, favor contatar:

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Divulgação da campanha OCI de mobilização de recursos

Por Manoel Marcondes Neto

O RPitacos aprova esta iniciativa e deseja contribuir para que a comunicação institucional possa ser continuamente aperfeiçoada e para que os profissionais de Relações Públicas tenham subsídios para implantá-la e melhorá-la nos seus mais diversos campos de atuação.

Observatório da Comunicação Institucional - OCI

O que é o OCI?


O Observatório da Comunicação Institucional é uma iniciativa de quatro profissionais e estudiosos de Relações Públicas do Rio de Janeiro interessados em refletir, debater e difundir melhores práticas sobre postura, comportamentos e ações de comunicação institucional - de empresas, entes governamentais e da sociedade civil.

O OCI é uma sociedade educativa sem fins econômicos e seu meio de atuação principal é um Portal na internet (www.observatoriodacomunicacao.com.br) alimentado permanentemente com Agenda, Análises, Clipping, Colunas e Notas Críticas – com vistas a, principalmente, ser ferramenta auxiliar de professores em sala de aula e um instrumento de educação continuada para executivos de comunicação.

Objetivos

O objetivo do OCI é gerar mais consciência acerca do papel social exercido pelas organizações a partir de suas ações comunicativas, alertando para as armadilhas, observáveis ou implícitas, contidas nessa comunicação, sejam elas administrativas, institucionais, internas ou mercadológicas. Um outro objetivo é criar novos paradigmas de relacionamento para organizações a partir de uma visão de “plena” de Relações Públicas sobre como construir e manter relações institucionais, uma reputação, e dirimir conflitos.

Fundação e primeiro ano de atividades

Criado no Rio de Janeiro em 01/02/2013, o OCI, após um período inicial de consolidação, passa a buscar associados, apoiadores e patrocinadores, de modo que a iniciativa torne-se autossustentável. Além da manutenção do Portal e de sua equipe de pesquisadores, o OCI marcará 2014 com o lançamento de um livro comemorativo dos 100 anos de Relações Públicas no Brasil – completados este ano. O livro foi aprovado como projeto incentivado pelo Ministério da Cultura (artigo 18) e encontra-se também em fase de mobilização de recursos. Será lançado em 2 de dezembro próximo, no Dia Nacional de Relações Públicas.

Quem são os fundadores do OCI?

Marcelo Ficher, Marcondes Neto, Lúcia Duarte e Pollyana Escalante. O dia-a-dia do OCI está a cargo de Marcelo Ficher, 98864-1883 (marceloficher30@gmail.com) e Marcondes Neto, 99221-9258 (marcondesneto@yahoo.com). observatoriodacomunicacao@gmail.com

terça-feira, 1 de abril de 2014

O cinquentenário dos anos de chumbo - Comunicação e ditadura militar no Brasil

Por Maíra Masiero

Há 50 anos, a população brasileira se via às voltas de um momento que iria mudar a história do país para sempre: o início do regime militar institucionalizado no Brasil que, por mais de duas décadas, trouxe o "milagre econômico", ocasionou a morte e o desaparecimento de muitos opositores, além de promover a censura e o cerceamento da liberdade de expressão nas mais diversas plataformas existentes na época.

Com isso, pode-se pensar que o exercício da comunicação neste período histórico foi completamente abolido, o que não é verdade. Tanto pelo lado opressor quanto pelo oprimido, as estratégias de comunicação foram usadas, na medida do possível, para propagar seus interesses e defender seus pontos de vista acerca do regime militar.

Do lado governamental, uma das principais medidas tomadas (e que ainda acarretam num posicionamento negativo acerca das Relações Públicas) foi a criação da Assessoria Especial de Relações Públicas (AERP) em 1968, pelo então presidente Costa e Silva, que se utilizava de propagandas efusivas e persuasivas para convencer a população dos "benefícios" da ditadura, conforme mostram Alana Sdroievski Gonçalves, Barbara Terra Parra de Almeida e Jéssica Danielle Lazzarom de Oliveira, no artigo A Comunicação Institucional do Governo Militar: A Assessoria Especial de Relações Públicas e a Revista Manchete (2011, p. 4):

"A criação da AERP propunha estabelecer um canal de comunicação entre o governo e a sociedade, pois acreditava-se que a população que a população estava mal informada a respeito das ações do regime militar. Além disso, esse canal de comunicação foi criado para desconstruir a imagem negativa que a opinião pública detinha do governo e expor o trabalho dos militares pós-golpe de 64. Conforme Margarida Kunsch, “(...) ela [AERP] funcionou como uma verdadeira agência de propaganda política, para ‘vender’ o regime autoritário de forma massiva, disfarçando a censura mais violenta que este país já teve” (KUNSCH, 1997, p. 26). 
Durante o governo de Médici a AERP foi chefiada por Octávio Costa e difundiu uma série de propagandas institucionais a respeito do resultado das ações do governo militar no Brasil, como o milagre econômico."

Foram várias as propagandas utilizadas pelo Governo para tentar mostrar uma imagem positiva do Brasil neste período tumultuado, como a famosa frase "Brasil, ame-o ou deixe-o", mais utilizada nos tempos mais ásperos do regime e mais "promissores" da economia. Outra propaganda televisiva da época tem, como slogan, "O Brasil é feito por nós", em comemoração ao Dia da Pátria.



Da outra esfera política, a oposição ao regime mostrou sua força, mesmo em meio à censura e aos riscos de prisão e de exílio. Músicas, peças teatrais, filmes, jornais alternativos e outros instrumentos tentaram expressar suas opiniões e seus descontentamentos, enquanto outros gêneros musicais e televisivos ficavam afastados do olhar da censura, ao menos prioritariamente, como o movimento da Jovem Guarda, grupos nacionais de rock, música sertaneja e alguns programas humorísticos e novelas da época. O vídeo a seguir mostra algumas músicas que, nas entrelinhas, retrataram as dificuldades da sociedade e daqueles que lutavam diretamente contra a censura.



Vale ressaltar que, no período da ditadura, houve vários fatos relevantes para a atividade de Relações Públicas, como a instituição do primeiro curso da área, em 1967, na Escola de Comunicação e Artes da USP (Universidade de São Paulo), e vários decretos que auxiliaram esse campo profissional a ser reconhecido e oficializado.

Porém, há quem relacione negativamente, até hoje, o profissional de Relações Públicas com a execução do regime ditatorial, por causa, provavelmente, de ser o único elo oficial de informações entre o Governo e a população nos anos em que a censura foi mais agressiva, e de auxiliar na manutenção da imagem dos governantes e das estratégias políticas e econômicas junto ao povo.

E é por essa razão que os relações-públicas precisam esclarecer a sociedade de que o seu papel vai muito além do que os "anos de chumbo" expressaram à opinião pública, e que os comunicólogos também lutam pela liberdade e por uma política democrática, com liberdade de expressão e livre de todas as torturas e exílios.

segunda-feira, 24 de março de 2014

RPrestigiando - Escritores ensinam grandes empresas a contar suas histórias no ambiente corporativo

Por Maíra Masiero

Atendendo ao pedido de Kelly Feltrin, da Retoque Comunicação, divulgamos o release deste evento, e todos os dados disponibilizados são de responsabilidade de seus autores. Lembramos que este blog não possui nenhum vínculo de organização com o evento apresentado.

A filósofa Marcia Tiburi e o autor José Roberto Torero vão mostrar as oportunidades de estimular o engajamento da equipe por meio das sensações.

Líderes das companhias Vale, Itaú-Unibanco, Unilever, Brasil Kirin, OAS e Pfizer também vão mostrar como a afetividade e a gestão das sensações são fundamentais no ambiente corporativo.

As grandes empresas estão preocupadas em aprender a contar as suas histórias no ambiente corporativo de modo a estimular e reforçar o engajamento dos colaboradores. Não à toa, o 14° MIX Aberje de Comunicação Interna e Integrada vai contar com as participações da filósofa Marcia Tiburi e do escritor José Roberto Torero.

Os especialistas vão mostrar aos líderes de companhias Vale, Itaú-Unibanco, Unilever, Brasil Kirin, OAS e Pfizer, como a afetividade e a gestão das sensações são fundamentais no ambiente corporativo. O evento será realizado no dia 28 de março, em São Paulo. As palestras estarão distribuídas em painéis e os participantes podem escolher quais debates que participar.

Veja mais informações abaixo:

• Cristiane Santos, gerente sênior de Comunicação Corporativa da Pfizer;
• Denise Hills, superintendente de Sustentabilidade do banco Itaú;
• Bruno Carramenha, gerente de Comunicação da Unilever;
• Paulo Henrique Soares, gerente de Comunicação da Vale e diretor do Capítulo Aberje Rio;
• Viviane Genonádio, gerente de Comunicação Corporativa da Brasil Kirin;
• Patricia D´Ávila, coordenadora de Comunicação e Responsabilidade Social da obra de construção do Emissário do Comperj - OAS;
• José Roberto Torero, escritor premiado e roteirista de cinema e televisão; e
• Gil Giardelli, estudioso da Cultura Digital, conferencista e CEO da Gaia Creative;

Saiba mais informações sobre o evento e como se inscrever em:
http://www.aberje.com.br/eventos/2014/14mix/index.html#fwslider

Serviço:
14° MIX Aberje
Data: 28 de março de 2014, das 8h30 às 18h
Local: Pullman São Paulo Ibirapuera - Rua Joinville, 515 - São Paulo – SP.
Contato: Emiliana, por e-mail emiliana@aberje.com.br, ou pelo telefone: 3662-3990 no ramal 837.

Sobre a Aberje
Criada em 1967, a Aberje é uma organização profissional e científica, sem fins lucrativos, que tem como principal propósito a discussão e promoção da comunicação organizacional. Seu âmbito de atuação está
centrado na informação, na comunicação e no relacionamento. Os principais campos de trabalho são o advocacy, a educação, a economia criativa, a gestão do conhecimento, a inteligência da comunicação, o networking e o reconhecimento.

Para mais informações, contatar:

terça-feira, 18 de março de 2014

RPrestigiando - Curso da Aberje apresenta a Memória Empresarial como ferramenta de gestão

Por Maíra Masiero

Atendendo ao pedido de Kelly Feltrin, da Retoque Comunicação, divulgamos o release deste evento, e todos os dados disponibilizados são de responsabilidade de seus autores. Lembramos que este blog não possui nenhum vínculo de organização com o evento apresentado.

Compreenda os benefícios e aprenda como definir e elaborar projetos nessa área

No dia 21 de março, a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) promove o curso “Memória Empresarial como Ferramenta de Gestão: planejamento e implantação de projetos”, ministrado por Beth Totini e Élida Gagete, em São Paulo.

Além de apresentar o conceito de memória empresarial, o objetivo está em fomentar a discussão sobre os seus usos, apresentando os benefícios e seu potencial como ferramenta de gestão. Ainda, espera-se que o participante, ao término do curso, seja capaz de definir e estruturar projetos deste tipo.

Saiba mais informações sobre o curso em: http://ow.ly/um8uY

Sobre a Aberje
Criada em 1967, a Aberje é uma organização profissional e científica, sem fins lucrativos, que tem como principal propósito a discussão e promoção da comunicação organizacional. Seu âmbito de atuação está
centrado na informação, na comunicação e no relacionamento. Os principais campos de trabalho são o advocacy, a educação, a economia criativa, a gestão do conhecimento, a inteligência da comunicação, o networking e o reconhecimento.

Para maiores informações, contatar:


quarta-feira, 12 de março de 2014

RPrestigiando - Executivos de grandes empresas como Itaú, Pfizer, Vale e Unilever apresentam estratégias de comunicação no 14° MIX Aberje

Por Maíra Masiero

Atendendo ao pedido de Kelly Feltrin, da Retoque Comunicação, divulgamos o release deste evento, e todos os dados disponibilizados são de responsabilidade de seus autores. Lembramos que este blog não possui nenhum vínculo de organização com o evento apresentado.

- Evento reúne especialistas para debater os desafios e as oportunidades na gestão dos negócios e no processo de engajamento de colaboradores

- Márcia Tiburi, filósofa e professora, irá ministrar palestra magna sobre os afetos no mundo do trabalho e na vida cotidiana

A Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), maior entidade do setor na América Latina, vai realizar no dia 28 de março, em São Paulo, o 14° MIX Aberje de Comunicação Interna e Integrada. O objetivo é debater os desafios e as oportunidades na gestão dos negócios e no processo de engajamento. O evento deve reunir executivos de grandes companhias e especialistas na área de comunicação.

As palestras que vão acontecer, estarão distribuídas em painéis e, além delas, na parte da tarde, os inscritos vão participar de uma palestra magna com Marcia Tiburi, filósofa e professora do programa de pós-graduação em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Mackenzie. Confira abaixo os executivos que estarão presentes:

· Cristiane Santos, gerente sênior de Comunicação Corporativa da Pfizer;
· Denise Hills, superintendente de Sustentabilidade do banco Itaú;
· Bruno Carramenha, gerente de Comunicação da Unilever;
· Paulo Henrique Soares, gerente de Comunicação da Vale e diretor do Capítulo Aberje Rio;
· Viviane Genonádio, gerente de Comunicação Corporativa da Brasil Kirin;
· Patricia D´Ávila, coordenadora de Comunicação e Responsabilidade Social da obra de construção do Emissário do Comperj - OAS;
· José Roberto Torero, escritor premiado e roteirista de cinema e televisão; e
· Gil Giardelli, estudioso da Cultura Digital, conferencista e CEO da Gaia Creative;

Saiba mais informações sobre o evento e como se inscrever em: http://www.aberje.com.br/eventos/2014/14mix/index.html#fwslider

Serviço:
14° MIX Aberje
Data: 28 de março de 2014, das 8h30 às 18h
Local: Pullman São Paulo Ibirapuera - Rua Joinville, 515 - São Paulo – SP.
Contato: Emiliana, por e-mail emiliana@aberje.com.br, ou pelo telefone 3662-3990 no ramal 837.

Sobre a Aberje
Criada em 1967, a Aberje é uma organização profissional e científica, sem fins lucrativos, que tem como principal propósito a discussão e promoção da comunicação organizacional. Seu âmbito de atuação está centrado na informação, na comunicação e no relacionamento. Os principais campos de trabalho são oadvocacy, a educação, a economia criativa, a gestão do conhecimento, a inteligência da comunicação, o networking e o reconhecimento.

Para mais informações, contatar:


sexta-feira, 7 de março de 2014

Curtir o Carnaval dá samba e negócios! - Marketing e patrocínios no maior espetáculo da Terra

Por Maíra Masiero

Muitas pessoas afirmam que, para grande parte do povo brasileiro, o ano só começa depois do Carnaval. Entretanto, para várias empresas e para muitos profissionais de Comunicação e Marketing, os trabalhos realizados antes e durante a festa do Rei Momo, integrados à grande festa popular brasileira, são planejados até mesmo antes do ano começar, e podem causar boas ou más repercussões. Neste post, o blog quer mostrar alguns exemplos positivos e negativos relacionados à junção empresa-Carnaval.

A primeira polêmica surgiu antes dos festejos carnavalescos, graças à marca Adidas: o lançamento, nos Estados Unidos, de camisetas do Brasil contendo frases e ilustrações de cunho sexual, causou um repúdio quase que imediato nas mídias sociais, inclusive com notificação da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) e declarações da presidenta Dilma Rousseff. Após declarada a crise, a marca retirou os produtos de circulação. Pois bem, toda esta confusão aconteceu às vésperas do Carnaval, em que há uma valorização do corpo feminino mais frequente do que em outros períodos do ano.

Fonte: Revista BMais
Focando mais nos festejos carnavalescos em si, nos principais polos de referência para o Carnaval (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, dentre outros), é nítida a presença de muitas marcas realizando o chamado live marketing (o antigo marketing de entretenimento), em que as pessoas podem se envolver com a marca de uma forma mais direta, com ações ao vivo, sem margem para erros. São brindes, abadás, painéis, distribuição de batecos, dentre outas atividades, com o intuito de entreter os foliões e de trazer mais consumidores ao consumo das marcas. O exemplo a seguir é do ano passado, mas ilustra o conceito de live marketing no Carnaval.



Outro fenômeno relacionado à inserção do marketing no Carnaval é a captação de patrocínio para os desfiles das escolas de samba de São Paulo e do Rio de Janeiro, não só para o evento em si, mas para as escolas participantes. Mesmo sendo razoável a verba disponibilizada pelo Governo, as escolas não se contentam mais com esse valor, e é nesse ponto que as marcas aparecem com o investimento, sem ter o seu nome citado, ainda que indiretamente, na letra do samba que vai para o Sambródomo.

Segundo o antropólogo Ricardo Delezcluze, do Instituto de Artes da Uerj, em entrevista ao Portal PUC-Rio Digital, há um elemento-chave para explicar o investimento das empresas no Carnaval: a profissionalização dos desfiles.

"O carnaval sofreu algumas mudanças a partir da década de 1980. A criação do sambódromo [em 1984] e a transmissão de TV deixaram o desfile mais organizado. Junto com isso, a partir da década de 1990, começou um processo de espetacularização desse evento que foi adotado pelas escolas e pela Liesa. Esses fatores estimularam as empresas a investir."
Quando foi encerrada a apuração das notas da elite do Carnaval carioca, na última Quarta-Feira de Cinzas, a Unidos da Tijuca se sagrou campeã pela quarta vez, homenageando o mundo da velocidade e tendo, como seu principal protagonista, o piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna, morto em 1994. Fora da passarela do samba, outra vitória também foi constatada: pelo segundo ano seguido, uma agremiação patrocinada fatura a competição (em 2013, a Vila Isabel foi patrocinada pela Basf; já nesse ano, a Unidos da Tijuca teve o apoio de marcas como Honda, Audi, Gilette, Shell e Credicard).

E qual a importância de uma marca se associar a uma agremiação específica e/ou utilizar o Carnaval num contexto estratégico de comunicação? Em entrevista ao site Meio & Mensagem, a diretora de marketing da Unidos da Tijuca, Fabiana Amorim, explica essa união: “Muitos ainda veem o carnaval de forma clichê, mas essas empresas entenderam que, além de passar uma mensagem ao longo de um comercial de 30 segundos, existe a oportunidade de se destacar durante 82 minutos de desfile, tendo quatro mil componentes apaixonados como embaixadores.”.

Com isso, pode-se dizer que a inserção do Marketing nos festejos carnavalescos tornou-se inerente em muitos de seus níveis. Porém, é necessário tomar cuidado para não deixar que o uso exacerbado dos intuitos capitalistas culmine com a anulação do sentido cultural do Carnaval.