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terça-feira, 22 de julho de 2014

Meu posicionamento público sobre a chamada "abertura" da profissão de Relações Públicas

Por Manoel Marcondes Neto

Em 17 de julho último, pus o ponto final em um capítulo preparado especialmente para um livro de colegas relações-públicas, a quem muito agradeço pelo convívio e convite. Coube-me contar a pesquisa - ainda inédita - entre 100 executivos NÃO relações-públicas (por formação ou exercício), em SP, RJ e MG, a qual encerrei em 2012 e que gerou o "composto dos 4 Rs das Relações Públicas Plenas", publicado ainda naquele ano (vide este link), sem os resultados do levantamento, pois ainda estavam sendo tabulados (serão incluídos na próxima edição, completa), para comemorar meus 30 anos de formado. 

Revendo tudo aquilo, relembrando os riquíssimos debates que tínhamos no Conrerp1 (2010-2012) sobre a profissão, a formação, o passado obscuro e o futuro luminoso das Relações Públicas no Brasil, a ausculta pública sobre "flexibilização" que nos extenuou (vide este link), e os rumos dados (ou não dados) pelo Conferp até aqui sobre a questão; apesar da fama de "quadrado" - uma chefe querida me dizia que a cabeça é redonda para podermos mudar de opinião -, mudei minha convicção e sou: 

(1) pela manutenção da Lei 5.377/1967; 
(2) pela devida fiscalização do exercício profissional pelo Sistema Conferp-Conrerp - missão indesviável de toda e qualquer profissão regulamentada -;
(3) por sua efetiva defesa como marco regulador para a comunicação de caráter institucional no Brasil, ainda mais diante das novas diretrizes curriculares nacionais para o bacharelado, as quais reconheceram, finalmente, a especialidade e a especificidade de nossa formação/profissão - em linha com o resto do mundo (que, simplesmente, chama relações públicas de... relações públicas). 

#RP_NELES!

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Flexibilizar ou fiscalizar? Eis a questão!

Por Manoel Marcondes Neto









Ontem, foi aprovada pelo Congresso Nacional – e encaminhada a sanção presidencial – lei que obriga farmácias e drogarias a terem um farmacêutico de plantão.

A lei baseia-se em um só ponto central: a questão da Responsabilidade Técnica (RT).

Responsabilidade Técnica é direito-dever das profissões regulamentadas. Como a nossa.

E o reconhecimento disto por todo o arco da sociedade é algo desejável embora difícil e complexo num país com as dimensões e diferenças regionais do Brasil, sobretudo nos quesitos “cidadania” e “direitos civis”.
Porém, a dificuldade não deve ser um entrave num ambiente que se quer civilizado, e fazer jus ao posto de oitava economia da mundo.

Esperemos a sanção presidencial desta lei. Acompanhemos o assunto.

Por analogia, muito interessa neste momento – espero que – final – das discussões sobre “flexibilização” da concessão do registro profissional de relações-públicas a não bacharéis em RP, momento em que se pode cogitar, ao invés de uma decisão interna ao Sistema Conferp-Conrerp (por Resolução Normativa), partir para a revisão da nossa Lei 5.377 no Congresso Nacional.

Lembremos, ancorados na realidade, que o dispositivo acima mencionado – ao largo de toda a discussão sobre real necessidade (hoje toda farmácia e toda drogaria têm que ter um Responsável Técnico) – levou 21 anos para tramitar!

Ora, sabemos que toda comunicação de caráter técnico tem que ter um relações-públicas como Responsável Técnico, o que tem potencial de empregar todos os perfis de RP que as IES puderem formar, ontem, hoje e sempre! E, cá entre nós, melhoraria em muito a comunicação de nossas empresas, entes públicos e organizações da sociedade civil.

Por que não direcionamos nossa energia, no Sistema Conferp-Conrerp, então, para fiscalizar e fazer valer o nosso direito legítimo, assegurado por lei (o que muitas categorias demandam no mesmo Congresso Nacional, há anos), ao invés de “abrir” nosso registro?

Essa é “a” questão.

E todos aqueles que estudam, ensinam, praticam, regulamentam e fiscalizam RP precisam se posicionar quanto a ela.

OBS.: A imagem acima é uma criação de Guilherme Alf e remete ao movimento #TODO_MUNDO_PRECISA_DE_UM_RP. Informe-se sobre. Participe. Colabore.


Em 2014, ao completar 100 anos, nunca mais as Relações Públicas serão as mesmas no Brasil.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Reescrevendo histórias com comunicação [2014] - Cases vencedores de Relações Públicas em Cannes

Por Maíra Masiero

Pelo terceiro ano consecutivo (veja aqui as coberturas de 2012 e de 2013), o blog RPitacos mostra os vencedores e os principais trabalhos da categoria PR Lions do mais tradicional Festival de Criatividade do mundo, a Cannes Lions, que ocorre de 15 a 21 de junho, na França. Essa categoria é uma das mais novas da premiação (estreou em 2009), mas já traz alguns trabalhos interessantes, e não foi diferente neste ano, mesmo coincidindo com  o início da Copa do Mundo de futebol, que está ocorrendo no Brasil.

Por falar no país-sede do Mundial, o Brasil conquistou oito ouros nesta categoria, sendo um ouro, duas pratas e cinco bronzes. Foi um número maior do que no ano passado (seis Leões), porém com uma quantidade diminuída de ouros (1 contra 3, em 2013) e aumento de bronzes (5 contra 3).

O destaque positivo (e dourado) foi para a campanha "Carequinhas", da agência Ogilvy para o Grupo de Apoio ao Adolescente e a Criança com Câncer (Graacc), que deixou mais de 40 personagens (nacionais, no princípio, e internacionais em 2014) de desenhos animados sem cabelos para aumentar a autoestima dos pacientes, principalmente das crianças, que enfrentam esta alarmante doença, e mostrar que elas podem se divertir como qualquer outra criança, como mostra este vídeo feito com a Turma da Mônica.



Entre as pratas conquistadas pelo Brasil, uma chama a atenção por se relacionar com uma polêmica, de certo modo, recente: no último mês de abril, durante o jogo entre Villarreal e Barcelona, foi jogada uma banana no campo, denotando uma suposta atitude racista. O lateral-direito brasileiro do time catalão, Daniel Alves, caminhou até lá, pegou a fruta e a comeu, gerando repercussão imediata nas redes sociais, inclusive do companheiro de time Neymar, que lançou, em conjunto com a Loducca, o movimento #somostodosmacacos, com a fotografia de pessoas com bananas nas mãos. Isso gerou polêmica e dividiu opiniões favoráveis ou não, como esta do ex-jogador Cafu, em entrevista, dada no mês de maio, ao canal ESPN.


Entre os cinco bronzes conquistados pelo Brasil em Cannes, um deles mostra a despedida de um dos carros mais tradicionais e usados do país: a Kombi. Utilizando-se de eficientes técnicas de storytelling, de valorização de memória e de humanização do objeto, a agência AlmapBBDO mostrou, durante o ano passado, os últimos desejos da Kombi antes de sua última fabricação, ocorrida em 20 de dezembro. Os usuários desse meio de transporte puderam mandar fotos, vídeos e textos sobre suas relações de amor com o carro para um hotsite específico, e as histórias mais incríveis foram relatadas num vídeo e homenageadas com a "herança" relacionada às situações vividas por cada uma dessas pessoas.


Já o Grand Prix, prêmio máximo da categoria, foi para a campanha da Creative Artists Agency para o jogo The ScareCrow, produzido pelo empresa americana de alimentos Chipotle Mexican Grill. Este vídeo alerta para a crueldade feita contra os animais, de modo, muitas vezes, velado e inconsciente, e é com essa campanha premiada que este post se encerra, com a certeza de que o Brasil foi bem sucedido em Cannes nesta categoria, mas com a certeza de que poderia ter ido bem melhor.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Link para a entrevista de Manoel Marcondes Neto

Por Manoel Marcondes Neto

A entrevista concedida por Marcondes Neto, do RPitacos, a Marcia Peltier, no último dia 3 de junho, foi rica em informações sobre a nossa carreira.


Nela, o autor pôde detalhar seu mais recente livro, no qual apresenta os 4 Rs das Relações Públicas Plenas, um composto didático-compreensivo voltado, principalmente, a pequenos e médios empreendimentos, além de indivíduos que precisam de divulgação e gestão de imagem.


Confira: http://www.youtube.com/watch?v=jHHheQAcpIA.

terça-feira, 3 de junho de 2014

O que as Relações Públicas podem fazer por você? Uma vida em 7 estações (ou 30 minutos, hoje, no Marcia Peltier Entrevista -CNT/Gazeta - 23 horas).

Por Manoel Marcondes Neto

Margarida Kunsch disse certa vez, em sala de aula, que o saber é "artesania intelectual". Pois bem, esta artesania é trabalho de carreira, de vida inteira. É como a construção de uma reputação. É reconhecimento fruto de perseverança. Algo que vai muito além da imagem, ou da relevância que se atinge em determinado momento-flash da vida, ou mesmo dos relacionamentos - que vêm e vão. O conhecimento é um edifício de tijolos pequenos. Mais a argamassa dos encontros, nas organizações. Cada pessoa pode contribuir um pouco. Na academia, cada tese doutoral é um tijolo da construção. Departamentos, faculdades e universidades constituem a argamassa.

Em minha carreira, que agora chega a 29 anos na UERJ, os primeiros vôos foram curtos. Comecei como professor auxiliar, ainda no saudoso Instituto de Psicologia e Comunicação Social da UERJ, com 10 horas semanais (era preciso acomodar a nova atividade com a carreira no mercado) e, depois, com o mestrado (da ECO/UFRJ), cheguei a professor assistente. No ano 2000, conclui o doutorado (na ECA/USP) e tornei-me professor adjunto, com minha tese em marketing cultural. E o doutorado é - dizem muitos - só o começo. 

Nos primeiros anos, as incursões foram tímidas. Cursos de extensão na UERJ e palestras em Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Petrópolis. Veio o primeiro livro, sobre a tese. Depois, alargou-se o circuito: Macaé, Juiz de Fora e São Paulo. Em 2006, a primeira entrevista para uma TV por assinatura. Em 2008, o segundo livro "Relações e Marketing: convergências entre Comunicação e Administração". E, de lá para cá, diversas oportunidades para falar à mídia, sempre em rádios e em emissoras fechadas de TV. 

Os convites se multiplicaram; Bauru, Salto, Campinas, Uberlândia, Porto Alegre. Em Passo Fundo, a segunda edição do livro "Marketing Cultural: das práticas à teoria" rendeu-me um prêmio, o Vasco Prado, na 12a. Jornada Nacional de Literatura. E em 2009 comecei nova etapa na carreira, agora na Faculdade de Administração e Finanças da UERJ. 

Em 2011, com o terceiro livro, em coautoria, sobre Economia da Cultura, veio a chance de falar à CBN, em rede nacional de rádio. Aí o leque se abriu mais: Belo Horizonte, Curitiba, Londrina e Goiânia. Em 2012, com o quarto "filhote", o site "RRPP.com.br" e seus 4 Rs das Relações Públicas Plenas, veio a promoção a professor associado e, consequentemente, viagens mais longas; a Salvador, Aracajú, Maceió, São Luís e Santa Cruz do Sul. 


E o livro "A transparência é a alma do negócio" - onde explico o mix dos "4 Rs" será objeto da entrevista de hoje a uma emissora aberta de TV, a Rede CNT-Gazeta, no programa "Marcia Peltier Entrevista". A jornalista foi a primeira colunista de cultura da Globo - fato que lembrei a ela durante a gravação havida na Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, sob a direção de Marco de Cardoso. 

E a próxima parada está fora do país. É preciso explicar as Relações Públicas Plenas por lá, porque RP no exterior, é sinônimo de assessoria de imprensa, "media relations". No Brasil, o estatuto acadêmico abrangente da área, que completa 60 anos (em 1954 foi fundada a nossa ABRP - base-mestra do Sistema Conferp-Conrerp), é muito mais complexo. Para se ter uma ideia da amplitude da visão de RP "no modo brasileiro", assessoria de imprensa é apenas um tática no universo de oito estratégias e dezesseis táticas que se desdobram a partir dos 4 Rs originais de minha nova tese. E lá vou eu, "vender o nosso peixe".

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Divulgação da campanha OCI de mobilização de recursos

Por Manoel Marcondes Neto

O RPitacos aprova esta iniciativa e deseja contribuir para que a comunicação institucional possa ser continuamente aperfeiçoada e para que os profissionais de Relações Públicas tenham subsídios para implantá-la e melhorá-la nos seus mais diversos campos de atuação.

Observatório da Comunicação Institucional - OCI

O que é o OCI?


O Observatório da Comunicação Institucional é uma iniciativa de quatro profissionais e estudiosos de Relações Públicas do Rio de Janeiro interessados em refletir, debater e difundir melhores práticas sobre postura, comportamentos e ações de comunicação institucional - de empresas, entes governamentais e da sociedade civil.

O OCI é uma sociedade educativa sem fins econômicos e seu meio de atuação principal é um Portal na internet (www.observatoriodacomunicacao.com.br) alimentado permanentemente com Agenda, Análises, Clipping, Colunas e Notas Críticas – com vistas a, principalmente, ser ferramenta auxiliar de professores em sala de aula e um instrumento de educação continuada para executivos de comunicação.

Objetivos

O objetivo do OCI é gerar mais consciência acerca do papel social exercido pelas organizações a partir de suas ações comunicativas, alertando para as armadilhas, observáveis ou implícitas, contidas nessa comunicação, sejam elas administrativas, institucionais, internas ou mercadológicas. Um outro objetivo é criar novos paradigmas de relacionamento para organizações a partir de uma visão de “plena” de Relações Públicas sobre como construir e manter relações institucionais, uma reputação, e dirimir conflitos.

Fundação e primeiro ano de atividades

Criado no Rio de Janeiro em 01/02/2013, o OCI, após um período inicial de consolidação, passa a buscar associados, apoiadores e patrocinadores, de modo que a iniciativa torne-se autossustentável. Além da manutenção do Portal e de sua equipe de pesquisadores, o OCI marcará 2014 com o lançamento de um livro comemorativo dos 100 anos de Relações Públicas no Brasil – completados este ano. O livro foi aprovado como projeto incentivado pelo Ministério da Cultura (artigo 18) e encontra-se também em fase de mobilização de recursos. Será lançado em 2 de dezembro próximo, no Dia Nacional de Relações Públicas.

Quem são os fundadores do OCI?

Marcelo Ficher, Marcondes Neto, Lúcia Duarte e Pollyana Escalante. O dia-a-dia do OCI está a cargo de Marcelo Ficher, 98864-1883 (marceloficher30@gmail.com) e Marcondes Neto, 99221-9258 (marcondesneto@yahoo.com). observatoriodacomunicacao@gmail.com

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Relações Públicas e normas de vestimenta - Visual do jornalismo da Rede Globo

Por Maíra Masiero

Muito se diz que os gestos podem valer mais do que muitas palavras. Em alguns casos, na comunicação, isso se mostra evidente, pois a comunicação não-verbal contribui para se deixar bem claras as intenções e o conteúdo a ser passado depois pela forma verbal da comunicação, como mostra Adriana Maria Canto Piron Donadon no artigo A Comunicação Não-Verbal no complexo da Comunicação Organizacional (2012, p. 3):

"A forma de comunicação não-verbal é a menos estudada, no âmbito das organizações. Não só são raras as citações desta nos estudos de comunicação organizacional, como as citações existentes são bastante superficiais. Esta comunicação se dá por um conjunto de linguagens paralelas à linguagem verbal, que acrescentam significados ao que se declara, de forma sutil e implícita, sem ser, no entanto, menos presentes ou evidentes (...). 
A comunicação não-verbal pode estar ligada diretamente ao corpo, dando-se através dos olhares, dos gestos, da entonação da voz, da posição e qualidade corporais. É sensível aos humores, aos estados de espírito, às intenções não declaradas e, mesmo que de forma inconsciente, agregam sentido ao que se comunica (...)"

Na última semana, a Rede Globo editou uma nova norma, padronizando o visual dos seus jornalistas em todas as afiliadas e limitando as inovações que, desde o final dos anos 2000, acontecem na vestimenta dos âncoras e repórteres da emissora. Por exemplo, alguém imaginaria, neste século XXI, um jornalista apresentar o Globo Esporte de um jeito formal, sentado e de terno? Em 1978, isso acontecia na voz de Léo Batista, que apresenta, até hoje, o noticiário, aos sábados, para as emissoras da rede (não contando as edições regionais do noticiário).



Atualmente, as roupas mais utilizadas em alguns telejornais, principalmente os dedicados à cobertura esportiva, são mais maleáveis, com homens podendo utilizar camisas sociais ou polo e mulheres podendo utilizar vestidos e combinações blusa-saia, desde que sejam adequados ao contexto. Telejornais mais tradicionais, como o Jornal Nacional, Jornal Hoje e Jornal da Globo, ainda exigem maior formalidade nas roupas.

Como foi falado no decorrer do post, a Globo lançou uma nova norma de vestimenta, que vai ajudar a comunicação não-verbal a ser mais eficiente, não abrindo brechas para mal-entendidos e para um(a) apresentador(a) se destacar mais do que a notícia em si. Segundo matéria publicada no site Notícias da TV, algumas das exigências desta nova norma são:

"Cabelos: devem ser curtos ou médios, no máximo na altura dos ombros. Cabelos compridos chamam muita atenção. Franjas estão proibidas. Deixam a jornalista com cara de adolescente.
Acessórios: brincos, colares, pulseiras e relógios devem ser pequenos, discretos, sem pedras. Proibido usar mais de um anel na mesma mão.
Unhas: Até cinco anos atrás, esmaltes coloridos eram proibidos. Tons beges e vinhos agora são permitidos, mas unhas pretas, azuis, verdes e roxas estão vetadas.
Mangas: estão proibidas as mangas muito curtas, tipo baby look, as bufantes e as muito volumosas. As primeiras não ficam bem para mulheres com braços gordos. As bufantes infantilizam.
Estampas: roupas xadrezes, estampadas e de listras fortemente contrastadas continuam proibidas porque chamam muita atenção e porque podem causar "batimento" no vídeo, gerando uma distorção na imagem.
Brilho: roupas com brilho ou decotadas não podem ser usadas no vídeo. Babados e tecidos que amassam muito, como o linho, também não. Transparências são permitidas, desde que com uma outra roupa por baixo.
Calças: nem pensar em ir para a rua com calças capri (aquelas que batem na canela), muito justas (skinnies), sarouels e leggings. São casuais demais e, no caso das sarouels, no vídeo parecem fraldões. Recomenda-se calças de alfaiataria para os homens. Jeans pode, desde que de corte reto e tradicional. Nada de calças rasgadas ou com lavagens que descolorem o brim.
Tamanho: é proibido usar roupa justa. Jornalistas devem preferir peças mais soltas no corpo, porque marcam menos. Mulheres devem tomar cuidado com malhas e tecidos de elastano, evitando mostrar sutiãs e "pneus"."

Se essas normas irão ser úteis e funcionarão, só o tempo dirá. Mas essas mudanças demonstram que o trabalho de Relações Públicas, dentre outras vertentes, preza pela excelência e pelo cuidado não só com a comunicação verbal, mas também com o que se vê, principalmente nas telas da televisão.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

CONRERP 3ª Região lança – ontem – campanha em comemoração aos 100 anos da profissão de Relações Públicas: RP Legal

Por Manoel Marcondes Neto


Neste ano em que a nossa atividade completa cem anos, o Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas 3ª Região, com jurisdição em Minas Gerais e Espírito Santo, lançou, ontem, 12 de fevereiro de 2014, a campanha RP Legal.

A nova campanha tem como objetivo dar visibilidade aos registrados do Conrerp 3ª Região, pessoas físicas e jurídicas, que exerçam as atividades de Relações Públicas em conformidade com a lei e zelar pela profissão.

“Queremos com a campanha fazer com que os registrados entendam a importância de se posicionar como relações-públicas, e enxergar que, mais que um diferencial, o registro se torna indispensável para atestar a seriedade do profissional. O registro é um instrumento que traz segurança tanto para o profissional de RP quanto para as empresas e empresários que contratam seu serviço. Da mesma forma que um médico para exercer sua profissão, precisa, como pré-requisito, ter seu registro CRM, ou um advogado seu registro OAB, um profissional de Relações Públicas registrado no Conselho, tem os requisitos legais para o exercício da profissão”, afirma Angelina Pereira, presidente do Conselho.

Parabéns 3a. Região! Bela campanha! Que seja permanente - uma espécie de filosofia. Só assim, pregando sempre as boas práticas é que se conseguirá adesão à causa da profissão regulamentada.

Alguns não se identificam com isso, apesar de terem sido nossos colegas nos bancos de escola. Tudo bem. Outros esperam de uma Autarquia Federal "benefícios" que não são a missão do Sistema, mas, sim, formas de ação de que sindicatos e associações lançam mão para angariarem filiados, posto que são entidades de livre associação ou filiação.

Profissão regulamentada não é questão de convencimento. E registro no Conselho Profissional de profissão regulamentada é obrigatório, não opcional - uma vez que Conselhos Profissionais não existem para "proteger" os próprios profissionais, mas para proteger a cidadania e a sociedade de maus profissionais e das más práticas comunicacionais de governos, empresas e ONGs.

Por isso encontramos aquele médico que queremos questionar, no rol do CRM, ou aquele engenheiro que queremos denunciar, no rol do CREA. Atribuo o desconhecimento dessas questões e a má vontade em compreender o óbvio às péssimas condições em que são ministradas as disciplinas de Ética e de Legislação em nossos cursos de bacharelado; com professores despreparados, maus exemplos de conduta ética e técnica.

Para combater este problema, ainda quando secretário-geral do Conrerp1, criei o site Doutrina RP. E, agora, junto a outros cinco errepês (só 5 por enquanto...), estamos empreendendo a Sociedade Educativa Observatórioda Comunicação Institucional, levando à última consequência o que está expresso na lei que criou a profissão de relações-públicas, trazendo para nós a responsabilidade e a expertise sobre o que "dizem" as organizações.    

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

RPrestigiando - CONRERP 3ª Região lança campanha em comemoração aos 100 anos da profissão de Relações Públicas

Por Maíra Masiero

Atendendo ao pedido de Taciana Paixão, da Pessoa Comunicação e Relacionamento, divulgamos o release deste evento, e todos os dados disponibilizados são de responsabilidade de seus autores. Lembramos que este blog não possui nenhum vínculo de organização com o evento apresentado.

A Campanha RP Legal será lançada no dia 12 de fevereiro com o objetivo de dar visibilidade aos registrados e zelar pela profissão

Relacionamento. Essa é a palavra do momento. Nunca se falou tanto na importância desse ato, algo que parece simples, mas exige cuidado quando se trata de empresas que almejam o sucesso. A verdade é que, aqueles que não se relacionam, acabam se perdendo no meio do caminho. E como nenhuma empresa consegue caminhar sozinha, um profissional se torna essencial para esse novo cenário da comunicação empresarial, o relações públicas, que de forma estratégica, cria valor para a organização e para sociedade, a partir do relacionamento estratégico entre seus públicos. Em 2014, a profissão completa cem anos, e para comemorar essa data especial, o Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas 3ª Região, com jurisdição em Minas Gerais e Espírito Santo, lança, no dia 12 de fevereiro de 2014, quarta-feira, a campanha RP Legal.

A nova campanha tem como objetivo dar visibilidade aos registrados do Conrerp 3ª REGIÃO, pessoas físicas e jurídicas, que exerçam as atividades de Relações Públicas em conformidade com a lei e zelar pela profissão. “Queremos com a campanha fazer com que os registrados entendam a importância de se posicionar como relações públicas, e enxergar que, mais que um diferencial, o registro se torna indispensável para atestar a seriedade do profissional. O registro é um instrumento que traz segurança tanto para o profissional de RP quanto para as empresas e empresários que contratam seu serviço. Da mesma forma que um médico para exercer sua profissão, precisa, como pré-requisito, ter seu registro CRM, ou um advogado seu registro OAB, um profissional de relações públicas registrado no Conselho, tem os requisitos legais para o exercício da profissão”, afirma Angelina Pereira, presidente do Conselho.

As ações da campanha RP Legal envolvem pessoas jurídicas, registrados, novos registrados e mercado. No caso das pessoas jurídicas, elas terão sua visibilidade ampliada através da página principal do conselho, que terá a marca da Campanha, onde o visitante ao clicar na imagem terá acesso a todas as empresas registradas e que estão em dia com suas obrigações junto a conselho, além de serem direcionadas automaticamente para o Facebook da empresa selecionada. “Serão muitas ações, as empresas registradas e em dia com o Conselho ainda receberão um certificado da Campanha RP Legal atestando a regularidade da instituição junto ao Conrerp 3ª Região, por exemplo”, afirma Angelina.

Já os registrados, terão a oportunidade de serem conhecidos e reconhecidos. A cada semana, a partir da data de lançamento e até o término da campanha, serão inseridos posts no Facebook do Conselho com informações de todos os profissionais de Relações Públicas devidamente registrados no Conselho e que exercem suas atividades em conformidade com a Lei.

Para os novos registrados, a partir do lançamento da Campanha, a entrega das carteiras profissionais, será feita em solenidade oficial. “Para cada solenidade será convidado um profissional de Relações Públicas atuante na área, para ser o patrono dos novos profissionais. A primeira já está prevista para o dia 27 de fevereiro. Queremos com isso, mostrar a importância desse momento aos novos registrados”, explica Angelina.

O Registro Profissional é uma certificação obrigatória determinada por lei para o exercício das profissões que são regulamentadas. “A Campanha RP Legal é mais uma forma de orientar os profissionais de Relações Públicas de que o registro é fundamental para cumprirmos com a nossa missão de fiscalizar e disciplinar o exercício da profissão, zelar pelo cumprimento da lei e do código de ética do relações públicas”, comenta a presidente do Conselho.

Um Diferencial para as empresas

Para as empresas, o registro se torna ainda mais importante. Segundo Erika Pessoa, diretora da Agência de Relações Públicas Pessoa Comunicação e Relacionamento e conselheira do Conrerp, se posicionar como uma Agência de Relações Públicas gerou um diferencial competitivo para sua empresa. “Nos posicionamos como uma empresa de RP no mercado, estrategista da comunicação e isso foi um grande diferencial. O mercado está ávido por esse profissional que entende a essência e propósito de um negócio e consegue comunicá-la de forma eficiente e clara para seus stakeholders”, afirma.

Para Erika, entender a importância do papel da profissão dentro da organização é o primeiro passo para enxergar o diferencial de se posicionar como uma Agência de Relações Públicas, de forma que se tenha mais visibilidade e respeito no mercado. “Acredito que essa mudança de mentalidade deva começar na faculdade. O aluno do curso de Relações Públicas precisa, logo no primeiro período, estar inserido ao universo que a área abrange e se sentir parte dela. E acima de tudo, entender qual será o seu papel nas organizações e a importância do trabalho desenvolvido”.

O conselho se torna um grande aliado às organizações, de forma que clientes e parceiros, por meio dele, confirmam a seriedade da empresa e dos profissionais de relações públicas atuantes dentro dela. “O conselho possui um banco de dados de todos os registrados, e através dele, empresários podem comprovar a real formação como relações públicas de algum profissional, assegurando se o mesmo está ou não em conformidade com a lei. Com a campanha, queremos mostrar que o conselho está aí para unir a classe, com o objetivo de zelar pela nossa profissão, além de atestar a capacidade que um relações públicas tem de desenvolver com qualidade o seu trabalho, ao ajudar pessoas e empresas a se relacionarem, zelando pela boa imagem de uma organização, trabalhando de forma estratégica e mensurando resultados.”, afirma Erika.

Serviço

CONRERP 3° REGIÃO LANÇA CAMPANHA EM COMEMORAÇÃO AOS 100 ANOS DA PROFISSÃO DE RELAÇÕES PÚBLICAS

CONRERP 3° Região
Rua Goitacazes, 43 - Conjunto 1201 - Centro
Belo Horizonte - Minas Gerais - CEP: 30190-050
Tel.: (31)3225-3880

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Uma história de profissionalismo e paixão - 100 anos de Relações Públicas no Brasil

Por Maíra Masiero

Era o ano de 1914. Tantos acontecimentos marcaram essa época, como o começo da Primeira Guerra Mundial, a primeira aparição no cinema do famoso personagem Carlitos, - interpretado por Charlie Chaplin - além da fundação oficial da Seleção Brasileira de Futebol e pelo início das atividades da Sociedade Esportiva Palmeiras, dentre tantos outros fatos importantes, nascimentos e falecimentos. Um desses fatos completa 100 anos exatamente no dia de hoje.

Fonte: CONRERP
Um engenheiro alagoano, chamado Eduardo Pinheiro Lobo (1876-1933), se estabeleceu na capital paulista para trabalhar na The Light and Power Co. Ltda., uma concessionária canadense de iluminação pública e do transporte coletivo, que abriu uma filial no Brasil no século XIX. A industrialização começava, aos poucos, a chegar aos grandes centros (assim como os órgãos de imprensa) e já se fazia necessário uma maior integração entre os públicos e as empresas, contribuindo com o esclarecimento junto à opinião pública.

Foi nesse intuito que, aos 30 de janeiro de 1914, a direção da Light criou o primeiro departamento de Relações Públicas no Brasil, e Eduardo Pinheiro Lobo tornou-se seu diretor, cargo exercido por dezenove anos, em que trabalhou praticamente até poucos meses antes de seu falecimento, a 15 de fevereiro de 1933. Pelos serviços prestados à profissão de Relações Públicas (mesmo envolvido com o contexto da Engenharia), Lobo se tornou o patrono da profissão no Brasil em 1973 e o dia de seu nascimento - 2 de dezembro -, o Dia Nacional das Relações Públicas, segundo a Lei nº 7.197, de 14 de junho de 1984.

O mais interessante é saber algumas peculiaridades sobre como esse Departamento foi formado e como foram as suas primeiras atividades em meio a uma Guerra Mundial e às mudanças que, inevitavelmente, aconteceriam com o passar do tempo. Em 1976, durante o IV Congresso Brasileiro de Relações Públicas, realizado em Alagoas, o profissional José Grandjean dos Santos Pinto, que conviveu profissionalmente com Lobo por quatro anos, apontou algumas características do trabalho do Departamento na época e fez uma homenagem ao companheiro de trabalho.

"No início de 1914, a direção da Light, sentindo a necessidade de um setor especializado para cuidar do seu relacionamento com os órgãos da imprensa e com os poderes concedentes, criou, por meio de um "Aviso Interno", baixado em 30 de janeiro daquele ano, o Departamento de Relações Públicas, com aquelas funções específicas, e outras que mais tarde viessem a lhe ser atribuídas.
[...]
Circunstância curiosa é a de que, no aviso em questão, embora redigido em inglês, como era usual, na época, por se tratar de uma companhia canadense, as palavras 'Relações Públicas' apareciam em português, entre aspas, admitindo-se que tenha sido essa a primeira vez que tal expressão foi escrita, num documento, em outro idioma que não o inglês.
Existem razões para supor que a nomeação do Dr. Eduardo Pinheiro Lobo para este posto, e mesmo a criação do Departamento de Relações Públicas, tenha sido uma surpresa.
Essa suposição encontra justificativa em uma notícia publicada no jornal A Gazeta, de São Paulo, em 2 de fevereiro de 1914, que dizia: 'Ouvimos que se darão proximamente várias modificações na direção da Light em São Paulo. Ao que nos disseram, o Dr. Eduardo Pinheiro Lobo, atual superintendente da Luz e Força, será nomeado vice-presidente da companhia, sendo substituído naquele cargo pelo Sr. Raink, chefe da Light em Sorocaba'.
Tal nota, observe-se, foi divulgada no dia seguinte àquele em que o Departamento de Relações Públicas da Light iniciara suas atividades."

Dentre outras declarações, Grandjean afirmou que a instalação deste Departamento foi necessária devido ao período difícil que a empresa atravessava, por conta de fatores climáticos e pelo esgotamento dos recursos hidráulicos. Mesmo com essa situação adversa, segundo Grandjean, os jornais da época apontavam a estiagem como culpada pela crise energética, e não a Light; isso provou que o trabalho do Departamento de Relações Públicas foi bem sucedido.

Por isso é que, nesta 400ª postagem do RPitacos, é necessário comemorar este centenário com alegria e com muito trabalho para que a profissão seja cada vez mais reconhecida, não acima das outras, mas de uma forma equivalente, seguindo os exemplos do patrono Lobo, como Grandjean mencionou para encerrar sua fala no Congresso de 1976:

"Sigamos, pois, na nossa atuação como profissionais de Relações Públicas, o caminho traçado por Eduardo Pinheiro Lobo, assim como seus magníficos exemplos, legados que dele recebemos e que devemos fortalecer e valorizar para que as gerações futuras possam também aproveitá-los.
Penedo pode, portanto, orgulhar-se de ter sido o berço desse brasileiro insigne, cuja vida é lembrada, cuja obra é enaltecida, numa feliz iniciativa da Associação Brasileira de Relações Públicas."

Feliz Centenário de RP no Brasil a todos!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Dez dias na vida de um RP internauta...

Por Manoel Marcondes Neto

Dia 1: "Rolezinho" é só uma denominação do fenômeno da hora. O Brasil carece – demais – de uma discussão séria sobre direitos civis. A "civilização" brasileira, parece, parou no direito do consumidor, e inverteu uma ordem básica. Fez isto sem consolidar a cidadania. Adaptando Canclini: jovens brasileiros, dos “rolezinhos”, são considerados consumidores, inteiramente. Resta saber se também são considerados cidadãos.

Dia 2: "Pelos critérios da Secretaria de Assuntos Estratégicos, fazem parte da ‘nova’ classe média as famílias com renda per capita de R$ 291 a R$ 1.019". O nivelamento por baixo - aqui, agora - vem de todos os lados: da política "profissional", da mídia e, até, da própria escola. Estamos condenados a ser "nova classe média" e tudo bem! Afinal, há "crédito para negativados", "imóveis financiados sem comprovação de renda" e "tudo a prazo – inclusive sua consciência". E o prazo é bem longo, tipo 180 meses, a perder de vista. Os irresponsáveis que querem alterar a percepção do que seja classe média para engabelar o povo – que continua desprovido de saneamento e de saúde –, deviam ser enquadrados em algum crime de lesa-informação. E há, junto, uma 'ideologia' de que ''está consumindo, viajando, indo ao shopping - então 'tá bom'', reduzindo a experiência da cidadania (próxima de zero %) à do consumo (perto de cem %), e esquecendo que, um dia, o conceito de classe média foi construído considerando TAMBÉM acesso e fruição de bens culturais e educacionais.

Dia 3: O PMDB não sai do poder central desde 1985, e no estado do Rio de Janeiro - com o interregno de Brizola, do PDT - desde 1975! Os cariocas verdadeiramente AMAM o Rio de Janeiro. Senão, vejamos: fazem "gatos" de esgoto na rede de águas pluviais, a companhia de água e esgoto joga o esgoto doméstico nas praias oceânicas. O lixo industrial? Na Baía da Guanabara. Não fazem rodízio no trânsito porque "não vai pegar" e ocupam as encostas de suas ex-belas colinas com "aglomerações urbanas sub-normais".

Dia 4: Pressão! O Conselho é dos profissionais!
Na Administração, a sede do C.R.A. não tem essa sigla na fachada, mas "Casa do Administrador". Se não está bom, pressionem. Se não continuar bom, candidatem-se! E mudem o rumo da autarquia na Região. Assim foi feito na 2ª Região. Fizemos o mesmo no Rio de Janeiro, 1ª Região. Sugestão de campanha: focar na formação, mais que na profissão. O que a sociedade precisa conhecer é a nossa formação, a qual nos habilita a ocupar "n" funções em empresas, governos e ONGs. A profissão, alguns até conhecem... errado, achando que somos porteiros de 'boite', organizadores de festinhas e distribuidores de brindes. Só não somos mais conhecidos – e badalados – porque o grosso da imprensa foi formado sob o pensamento "velho" de querer ocupar todo e qualquer espaço onde esteja escrito na porta a palavra "comunicação". O Brasil globaliza-se cada vez mais, inexoravelmente, e alinhar-nos-emos com o mundo, onde quem faz Jornalismo atua em veículo, e quem atua em empresa é P. R. E ponto final! E não pode exercer as duas coisas, pois além de ser imoral, é ilegal (nos Estados Unidos e em Portugal temos exemplos bem demarcados). E isso não tem nada a ver só com lei e reserva de mercado (o que existe e a que, até, temos direito), mas com formação para fazer o trabalho que precisa ser feito – o de gestão, boa gestão, da comunicação institucional, FORA da imprensa! Passou o tempo das contemporizações. O Sistema Conferp-Conrerp está já em uma segunda gestão de renovação das lideranças. Nesse contexto positivo, em nossas mãos - e só nelas - está o futuro da área.

Está ocupando meu lugar? Sai! Até o MEC - em outubro último - já nos libertou do grilhão "comunicação social". Somos, agora, independentes e autônomos. Estamos, no Observatório da Comunicação Institucional, junto com o Conrerp1 - planejando "n" atividades comemorativas do centenário este ano, mas todas estão programadas entre 26 de setembro (dia interamericano de RP) e 02 de dezembro (dia nacional de RP). O departamento pioneiro de RP do Brasil foi criado na Light em 30 de janeiro de 1914. Ocorre que o líder deste departamento – Eduardo Pinheiro Lobo – teve sua data de nascimento estabelecida por lei como o nosso dia e por isso ficamos fixados no 02 de dezembro.

Antes de mais nada, quem escolheu estudar RP – seja na graduação ou na especialização – deve propagar a sua opção de formação, pois é isto que o diferencia como profissional. O Brasil, pouco desenvolvido institucionalmente, não entende bem sobre o quê tratamos. Nossas atividades – ligadas a reputação, reconhecimento e transparência - se aplicam, infelizmente, à menor parte das organizações. Avançamos muito, mas temos que caminhar bastante ainda.

A área de Relações Públicas ultrapassou a multidisciplinaridade há muito. Somos, nós que a escolhemos, transdisciplinares. Isto porque não existe ainda, nas Instituições de Ensino Superior brasileiras, cursos verdadeiramente transdisciplinares. "Trans" são pessoas (e não departamentos, por definição). "Trans" são pessoas. E as que – bem – escolhem RP para formação, por vocação, e nelas "se encontram", profissionalmente, o são - transdisciplinares -, inteiramente. Não se propõe qualquer "troca" de "área-mãe", uma vez que Relações Públicas tornaram-se, elas próprias, área-mãe, independente e autônoma depois das novas diretrizes curriculares nacionais. O que se propõe é uma maior aproximação. Ou seja, nossa tese é que os novos cursos de RP surgirão em Escolas de Negócios ("Business" é um conceito genérico e não apenas Gestão, Administração), e não mais em Escolas de Comunicação – onde sempre fomos patinhos-feios e a primeira habilitação a descontinuar em períodos de crise – econômica, nas particulares; ou de identidade, nas públicas.

Colegas errepês: fiscalizar não é como uma moda, é lei. Precisamos estar do lado das pessoas que acreditam que o Brasil pode ser um país onde, além das modas, leis "pegam" e são cumpridas. Precisamos deixar para trás o "país do me-engana-que-eu-gosto", "só p'ra inglês ver" e sempre "em construção. Uma nação é feita de pessoas e pessoas precisam de causas para beneficiarem-se de seus efeitos. Se nossa causa é a - boa - comunicação institucional, precisamos ser partícipes da construção de melhores instituições. E se temos uma profissão com todo o aparato legal da regulamentação, a "moda" tem que ser fiscalizar e cumpri-la, e não duvidar de sua razão de ser e pertinência. Fora dessa "filosofia", caríssimos, a escolha pela formação em RP terá sido um equívoco. E quando vier a sanha desregulamentadora estaremos com um diploma meio "fake" nas mãos, algo parecido com a sensação de quem optou por Jornalismo e viu o Brasil dizer não à necessidade de curso superior para o seu exercício profissional.

Dia 5: A estatística de vez em quando ajuda o lado de cá: o protesto contra 1% mais rico é mais que justificado: OCCUPY SHOPPING CENTER! Pelo menos um sociólogo de peso (minha memória me trai), afirmou (sobre as manifestações de junho e a reação do Estado a elas), em entrevista ao jornal O Globo, que o atual ambiente no Brasil apontava para uma revolução popular.

Dia 6: Se o Conselho de Comunicação Social criado pela Constituição de 1988 não fosse "fake", teríamos um número para ligar.

Acho, particularmente, que a PUC-Rio bem podia sediar uma iniciativa (grupo de estudo, núcleo ativista, movimento pela causa, campanha cívica, grito da cidadania) no sentido de discutir o nosso marco regulatório da comunicação - que vai para 52 anos! As universidades federais e estaduais não o farão, pois são dominadas por partidos viciados em poder e com membros proprietários (embora ilegalmente) de veículos de comunicação. E as particulares estão mal das pernas e necessitadas de todo tipo de crédito e favores intermediados pelos mesmos políticos.

Uma universidade confessional, com a credibilidade e a reputação da PUC-Rio, somadas a um papado que quer colocar o dedo nas feridas do status quo, é "o" privilegiado “locus” para isso. Quem sabe? Tenho colegas que topariam participar, com certeza. E disponho-me a trabalhar de graça se houver amparo institucional à ideia.

Sobre o escândalo da Escola BASE - Este é um "case" digno de estudo, porque é exemplar de como a mídia pode ter efeitos nefastos e definitivos. Sob o ponto de vista de três vidas profissionais - e pessoais, potencialmente, também - destruídas há 18 anos, a indenização chega a ser risível. Lembremos que o direito de reposta não existe mais. O STF eliminou-o junto com a Lei de Imprensa, num caso (também típico, digno de estudo) de "jogar a criança fora junto com a água suja do banho". Conclusão: é barato, no Brasil – e com ótimo prazo para “pagamento” – destruir alguém de quem os barões da mídia não gostem.

Se o público para o "jornalismo" de William Bonner é constituído de Simpsons, a "cultura" da TV aberta é feita para Palhaço e Palhaça. E a Globo teve a coragem de transmitir em rede nacional um "show da virada" com "playback" do princípio ao fim!

Sobre merchandising de picolé numa cena de drama pessoal da mulher que não pode engravidar - Pagou-se bem caro por essa verdadeira ofensa a qualquer inteligência ao menos mediana. Pior é que ensinam por aí que "merchandising" é isso que a Globo faz. Tosco. Isso é, sim, "merdanchising". Padrão "global" de "patrocínico".

Dia 7: Sobre as novas “fontes” da imprensa - Claro que o Facebook é "lido" nas redações atuais. O problema é que é a única leitura "de profundidade". Já a leitura “generalista” é feita em Google News e Yahoo News. E a "rápida", no Twitter. Gilmar Mendes ‘et caterva’ devem ter acertado: para ''isso'' não é necessário o diploma de nível superior.

Dia 8: Sobre a “morte” do Marketing - O marketing “morreu” devido ao sucesso de sua formulação. Hoje, as subdisciplinas do marketing tornaram-se disciplinas autônomas e ganham cada vez mais espaço próprio. Mas eu não dispensaria os conhecimentos acumulados por aqueles que se dedicaram a formulá-lo.

Dia 9: "Caso Hollande" - Servidores públicos concursados – por definição – perdem parte de sua privacidade. Quando eleitos, então - por força da escolha popular - perdem-na totalmente. E devem administrar a vida privada com a ajuda de especialistas. Foi justamente o que NÃO aconteceu neste caso. O governo francês "perdeu a mão". Das relações públicas e da segurança (mantendo UM SÓ guarda-costas nos passeios à rue Cirque), falhas gravíssimas em se tratando de uma pessoa-em-cargo que é do interesse de TODOS os cidadãos franceses (e não só daqueles que gostam ou votam nele). Dessa vez, foram os "paparazzi" a apontar suas ferramentas de trabalho para Hollande em sua "escapade"... mas... e se fossem terroristas? A impressão é de que o Eliseu até quer muito que o presidente caia da lambreta e, num repente, deixe o mundo dos vivos...

Dia 10: Sobre um ‘post’ – que bombou na web – de alguém que mudou-se da Austrália para o Brasil - Donna Panda tem um poder de síntese invejável. Em curto espaço conseguiu resumir uma tese, ou pelo a questão em torno da qual às vezes nos pegamos circulando. O fato é que todo o caldo cultural formado por índios estuprados, negros estuprados e portugueses/europeus estuprados/estupradores + império e república que investiram/investem na manutenção de uma educação de massa de péssimo nível + estupro de políticos ladrões + estupro diuturno de uma mídia irresponsável conivente com anunciantes e agências comprometidas com elites residentes no milésimo andar dá no que converto em hipótese, aqui: há um discurso "no ar", tanto na academia, quanto no senso comum, de que existe "um outro modo", "um outro jeito", "um outro caminho" para o desenvolvimento econômico e humano que não aquele trilhado pelos países desenvolvidos.

Se quando eu estava na educação básica (em escola pública de boa qualidade), as nossas aspirações num país subdesenvolvido (depois, "em desenvolvimento" e agora "emergente" - ou seja, em processo eterno, sempre em construção, nunca pronto) eram estudar, trabalhar, ascender culturalmente e prosperar; hoje, o discurso subliminar da propaganda comercial (e também a eleitoral), e dos governos - em todas as esferas - é de "compre seu carro popular", "candidate-se ao minha casa, minha vida", "adquira seu smartphone com internet e uma TV de tela plana de 'centas' polegadas" e "tome uma Skol bem redonda" que está tudo bem. Formou! Parou por aí! Desenrolou! Desenvolveu! 

O nivelamento por baixo, com um discurso publicitário - e jornalístico - cada vez mais afeito às "novas classes médias", D, E, F, G, H, parece, dominou todo o porvir do Brasil. Nossos velhos querem morrer, nossos adultos ficam velhos cada vez mais cedo e nossos jovens querem ir embora do país. O desencanto instalou-se na política desde sempre. Nasci sob JK e depois só... plano inclinado - ladeira abaixo. Parafraseando Decio Pignatari, "Podbre Brasil".

Para uma conclusão, acesse: Sobre BBB, MMA e cidadania classe CCC

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Você estuda Relações Públicas e tem dúvidas sobre registrar-se ou não em seu Conselho Profissional?

Por Manoel Marcondes Neto

Uma boa maneira de começar o ano novo é esclarecendo algumas questões relacionadas ao nosso registro profissional no Conrerp de nossa região – um direito-dever de todo profissional relações-públicas.

O meu testemunho é positivo – e como anuncia o Itaú, isso muda o mundo! Afinal, é o boca-a-boca a melhor maneira de se divulgar algo - sobretudo uma causa, como a nossa.

Causa? Que causa, se a profissão já tem mais de 45 anos de criada?

A causa de um país mais civilizado! Quem escolheu formar-se em RP tem compromisso com isto! Porque só em um país realmente civilizado é que temos instituições. E só com instituições é que se demanda a nossa principal contribuição profissional: trabalhar para uma - boa - comunicação institucional.

Se não reforçarmos as instituições (que tal começar com a nossa própria?), esqueçamos as relações públicas. Elas são desnecessárias em ambientes que não prezam a transparência.

Nossa luta - para quem escolheu estudar RP - é muito maior que o "mundinho" da comunicação. Por isso temos crescido em importância no universo dos negócios - os gestores estão cada vez mais cientes das necessidades de relacionamento e reputação das organizações (ou seja, demandando nossas habilidades e competências específicas).

Nossa "briga" é com patrões que descuidam das boas relações internas, com gestores públicos que não estão nem aí para seu compromisso público para com o cidadão, com gestores privados que "se lixam" para o consumidor/usuário/cliente. E somos nós, no Brasil, relações-públicas, o último bastião antes da barbárie no setor das comunicações.

Gente sem escrúpulos - maus patrões e políticos "profissionais" - derrubou TODOS os regulamentos da área. Da necessidade do diploma de Jornalismo para exercício profissional até a lei de imprensa, que, mesmo com seus defeitos, previa o direito de resposta... um direito que já não existe mais! E derrubado pelo STF! E temos, ainda, um marco regulatório podre de velho, pois que de 1962 - intocado, defasado, do tempo em que não existia TV a cores, telefonia celular, internet, sms, redes sociais digitais...

Os "adversários" são muitos e muito poderosos? Melhor ainda! Para quem escolheu RP, isto deve ser estímulo, e não sinal de derrota. Ou então a pessoa realmente equivocou-se na escolha da carreira.

Nossa batalha é pela cidadania - e como eu sempre disse (quando dei a minha contribuição voluntária de 3 anos trabalhando no Sistema Conferp-Conrerp): "conselho profissional não existe para fazer qualquer outra coisa (que não a regulação da atividade) pelo profissional - isso é atribuição de sindicatos e associações - conselhos profissionais existem, sim, para proteger a cidadania do mau exercício profissional, e, no nosso caso, da má comunicação institucional - a comunicação pela metade, incompleta, que induz a erro de julgamento, da comunicação mentirosa, enganosa". E disso o Brasil está repleto, esperando que os errepês façam a sua parte. Profissional e ética.

Por sinal, ter um código de conduta ética é privativo das profissões regulamentadas. São só 61 em um universo de 2.511 ocupações listadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Um privilégio, pois. E o que vamos fazer com isso, com essa conquista? Deixar minguar por falta de compromisso com a profissão que escolhemos? Não acredito nisso.

Acredito, sim, que haja péssimos professores fazendo um péssimo trabalho na disciplina de "Legislação e Ética" nas faculdades. Por isso, um das razões mais fortes para mim na criação do Observatório da Comunicação Institucional, foi prover um instrumento a serviço desta disciplina e daqueles que têm que ministrá-la, colocando nossos estudantes a par do que é importante em termos legais.

A profissão de relações-públicas completará, em dezembro de 2014, 46 anos de regulamentação e 100 anos de existência no país. Que tal darmos a necessária "virada" agora, trazendo todo mundo para o Sistema?

Esse é o desafio, tanto de quem está dentro, acreditando, quanto de quem está fora - ainda com dúvidas sobre engajar-se nessa luta ou não. Para mim - registrado desde estudante (Registro P-256 - Conrerp1), a luta continua!


Feliz 2014 – Ano do Centenário de RP no Brasil – a todos!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Nota sobre o "site" Doutrina RP

Por Manoel Marcondes Neto



Toda profissão regulamentada fundamenta-se em uma Doutrina, cujo primeiro ato formal é a própria Lei de criação da profissão, e o segundo, a criação do Sistema de Conselhos Profissionais organizado em Regiões, pelo país todo. As relações públicas foram estabelecidas no Brasil em 1914, na Light. A primeira empresa brasileira a criar um serviço foi a CSN, em 1951. O primeiro curso, de especialização, deu-se na Fundação Getulio Vargas, em 1953. Em 1954 foi criada a Associação Brasileira de Relações Públicas - germe do futuro Sistema Conferp-Conrerp, de 1969. A profissão foi criada pela Lei 5.377, de 1967, mesmo ano da criação do primeiro curso de bacharelado, na USP.

Para mais informações, acesse:

http://wwwrrpp.wix.com/doutrina-rp

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A Metamorfose das Relações Públicas

Por Ewerton Luis Faverzani Figueiredo*

Percebe-se que a área de Relações Públicas, atualmente, vem sofrendo significativas transformações no desempenho de suas atividades no mundo do trabalho. Isto se justifica pela crescente demanda que as empresas creditam aos profissionais, dotando-os de maior autonomia junto a cargos diretivos para a tomada de decisões com o grupo que dirige a organização.

Este fator torna-se importante para, de certa forma, distanciar a profissão de Relações Públicas da área que a originou - o jornalismo - o qual a adaptou a uma série de disciplinas acadêmicas que hoje não condizem com a exigência que o mercado procura no profissional de relações-públicas, para trabalhar as estratégias de comunicação organizacional integrada em uma instituição de nome internacional.

Assim, as Relações Públicas, denominada no passado como uma das habilitações da Comunicação Social nos cursos de formação superior, em universidades públicas e privadas brasileiras (e até estrangeiras), deixa a desejar quanto a matérias que, antes, pareciam fundamentais para sua base de estudos e práticas de aplicações no campo profissional, de pesquisa e extensão.

A Procura de Respostas para Uma Nova Forma de Atuação Acadêmica e Profissional

O que se procura aqui é encontrar um meio termo para o significado do que a demanda de hoje procura, exatamente, que o relações-públicas faça como diferencial competitivo para somar pontos comerciais de produtividade para uma empresa, e não o fato de apenas criar imagem positiva e boa vontade perante a opinião pública.

Nesse sentido, sai o profissional da comunicação e entra o profissional administrativo, corporativo, preocupado em criar estratégias viáveis para a geração de renda e a partir dela, a melhor forma de aplicá-la para ampliar os negócios e criar network permanente entre empresa X cliente.

Nesse jogo, está envolvido não só o processo de comunicação, que aqui fica com aspecto de coadjuvante, mas, processos ainda maiores e mais importantes para a profissão de Relações Públicas, como as várias modalidades de marketing. Entre eles, estão: o digital e o marketing mix, a memória institucional através de estratégias de comunicação de marketing, o uso das redes sociais de comunicação, a realidade virtual aumentada a partir de estratégias de ações de marketing para palmtops, iphones e smartphones e etc.

Trabalhar a comunicação administrativa, utilizar conteúdos corporativos, infográficos e dados econômicos e estatísticos para projetar planos de Relações Públicas e diagnosticar problemas a serem resolvidos na organização são uma das tarefas do profissional de hoje, antenado ao que acontece a todo o momento. 

Ter amplo conhecimento de idiomas, Geografia, Estatística, Administração e suas teorias, assim como Relações Humanas e Direito do Consumidor, são uma das exigências que a profissão está pedindo. As práticas de Relações Públicas Internacionais torna-se outro fator imprescindível à profissão, que é tão pouco comentado entre os profissionais e que exige maior atenção.

No que se percebe, a profissão está cada vez ficando mais distante da área de Comunicação Social e tende a se aproximar de áreas como Administração, Marketing, Economia, Estatística, e conteúdos transdisciplinares como Geografia, Memória, Informática, línguas estrangeiras e etc.

A grande interrogação que se deixa aqui é saber: como a área se adaptará a este novo rumo que está se direcionando, já que mudanças internas, externas e exigências mercadológicas permitem que a profissão modifique e se adapte ao novo momento que sofre esta transformação - ou diria metamorfose?

*Ewerton Luis Faverzani Figueiredo é formado em Relações Públicas pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e atua como profissional da área na Universidade Federal do Acre (UFAC). Conrerp RS/SC Nº 3270. E-mail: ewerton.rp@gmail.com

E você, quer escrever também um post para o RPitacos? Faça como o Ewerton: se você tem um texto interessante, uma reflexão, provocação ou análise de algo pertinente à comunicação, é só mandar para o e-mail do blog
É importante ressaltar que os textos passarão por uma avaliação dos membros do blog, antes de serem ou não aprovados, e serão publicados de acordo com a periodicidade do RPitacos.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

RPrestigiando - Alunos da FAAT realizam maior evento de Relações Públicas da região

Por Maíra Masiero

Atendendo ao pedido da Comissão Organizadora do 8º Encontro de Conhecimento de Relações Públicas (FAAT Faculdades), divulgamos mais um release deste evento, e todos os dados disponibilizados são de responsabilidade de seus autores. Lembramos que este blog não possui nenhum vínculo de organização com o evento apresentado.

Nos dias 29 e 30 de novembro, a Agência Experimental de Relações Públicas da FAAT Faculdades – InovaRP – recebeu no Campus D. Pedro, estudantes e profissionais renomados da área da Comunicação para tratar do potencial estratégico da profissão de Relações Públicas.

O Encontro, realizado anualmente pelos alunos do curso de Relações Públicas da FAAT, contou, em sua 8ª edição, com a presença da Relações Públicas Maura Padula para a abertura do evento, em 29 de novembro. As Oficinas foram ministradas no sábado, 30 de novembro, pelos profissionais: Carolina Terra; Maria Aparecida Ferrari; Marcos Tonin; Kalil Blanco e Elaine Lina de Oliveira.

O Encorp – Encontro de Conhecimento de Relações Públicas – é um evento realizado desde 2006, com objetivo de promover a profissão entre acadêmicos e empresários da região, ampliar a visão e aproximar os estudantes de profissionais de destaque, além de contribuir para a discussão de temas atuais e fundamentais sobre o mercado da comunicação.

Para a Coordenadora do curso, Leni Pontinha: “O Encorp traz para os alunos o que existe de novo na área para que ele vá ampliando e agregando o seu conhecimento sobre a atuação do profissional, além de oportunizar o relacionamento deles com ícones da nossa área profissional e acadêmica.” Ainda segundo a Coordenadora, o evento é de grande importância também para os empresários, já que é a oportunidade de conhecerem uma área imprescindível para a comunicação de uma empresa com seus públicos de interesse.

Segundo a Orientadora da 8ª edição, Juliana Araújo: “A oportunidade de realizar na prática o que se aprende em sala de aula com certeza representa um grande diferencial no desenvolvimento profissional dos universitários”. A Professora conta que os alunos passaram por todas as etapas de mercado para o desenvolvimento de um evento, desde a escolha do tema, convite dos palestrantes, criação e divulgação da identidade visual, até a busca por patrocínios e realização do Encontro.

Para Fábio Pereira, um dos integrantes do grupo organizador do evento: “O Encorp é um evento muito tradicional na região, a responsabilidade de organizá-lo é tão grande quanto a dimensão do evento em si.” O aluno relata ainda a experiência de atuar como mestre de cerimônia na abertura do Encontro: “É a segunda vez que tenho a oportunidade de compor a equipe organizadora e também pela segunda vez tenho a honra ser o mestre de cerimônia. Sinto-me realizado e privilegiado por ter trabalhar ao lado dos mais promissores profissionais de comunicação de nossa região. É uma experiência muito valorosa.”

As fotos e destaques do evento podem ser vistas na fan page do Encorp.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Um novo tempo...

Por Manoel Marcondes Neto

As novas diretrizes curriculares nacionais para a graduação em Relações Públicas, expedidas pelo MEC em setembro último, encerraram o ciclo da "Comunicação Social" iniciado na ditadura.

Para controlar as mentes, Radialismo, Jornalismo, Cinema, Propaganda, Editoração, Biblioteconomia e Relações Públicas foram aprisionadas como "habilitações" sob um mesmo "guarda-chuva".

Ao invés de "irmãs", as áreas - sempre separadas, divorciadas desde os bancos escolares - enfraqueceram um setor estratégico e inibiram o pensamento crítico, a livre iniciativa e o próprio exercício da democracia e do direito à informação e livre expressão.

A partir de agora, cada área é dona de seu próprio destino e acredito que os futuros cursos de Relações Públicas nascerão no âmbito das escolas de Negócios - de onde nunca deveriam ter sido extraídos.

No início, antes da violência, nossos títulos de autores fundamentais - como Bertrand Canfield e Whitacker Penteado, pai - foram publicados pela "Biblioteca Pioneira de Administração e Negócios" e o parecer fundador da área acadêmica recomendava a criação do bacharelado nas faculdades de Administração.

Estamos livres, agora, para voltar às origens, e deixar o segmento da comunicação, onde Relações Públicas nunca tiveram o destaque merecido, sendo sempre vampirizadas pela tosca simplificação do ensino de Jornalismo e de Propaganda no país [a colocação do termo “Publicidade e” junto a “Propaganda” foi uma desesperada tentativa de aniquilar o que originalmente era (e ainda é, no CNPQ, uma área híbrida; “Relações Públicas e Propaganda”)] - cursos técnicos formando consumidores perfeitos, e operadores adestrados para atuar na periferia das decisões que realmente interessam à economia, à sociedade e à cidadania, tanto individual como empresarial.

Os cursos atuais - aparentemente - não têm alternativa se as anacrônicas escolas de comunicação "social" mantiverem-se estáticas. E, com as novas DCNs - em 2 anos - os cursos das IES particulares tendem a desaparecer (em virtude das infindáveis 3.200 horas "cheias" que se estabeleceu no escurinho de Brasília). Sobrarão os cursos das IES públicas e confessionais, essas últimas talvez, por não terem muita saída a não ser adaptarem-se, sempre, "ao que o 'seu' MEC mandar".

Quem viver verá.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

RPrestigando - 8º ENCORP reúne profissionais renomados de Relações Públicas

Por Maíra Masiero

Atendendo ao pedido da Comissão Organizadora do 8º Encontro de Conhecimento de Relações Públicas (FAAT Faculdades), divulgamos o release deste evento, e todos os dados disponibilizados são de responsabilidade de seus autores. Lembramos que este blog não possui nenhum vínculo de organização com o evento apresentado.

Nos próximos dias 29 e 30, a Agência Experimental de Relações Públicas da FAAT Faculdades – InovaRP – recebe no Campus D. Pedro, estudantes e profissionais renomados da área da Comunicação para tratar do potencial estratégico da profissão de Relações Públicas.

Em sua 8ª edição, o Encontro conta com a presença da Relações Públicas Maura Padula para a abertura do evento, em 29 de novembro. As oficinas serão ministradas no sábado, 30 de novembro, pelos profissionais: Carolina Terra; Maria Aparecida Ferreira; Marcos Tonin; Kalil Blanco e Elaine Lina de Oliveira.

O Encorp – Encontro de Conhecimento de Relações Públicas – é um evento realizado anualmente pelos alunos do curso de Relações Públicas da FAAT Faculdades, com objetivo de promover a profissão entre acadêmicos e empresários da região, ampliar a visão e aproximar os estudantes de profissionais de destaque, além de contribuir para a discussão de temas atuais e fundamentais sobre o mercado da comunicação.

Para participar é necessário preencher o formulário de inscrição on-line, disponibilizado no link: http://goo.gl/dvqakZ.

Segue a programação completa do Encontro:

29/11/2013 (sexta-feira)

19h30min - Abertura do evento. [Auditório FAAT - Campus D. Pedro]
20h00min - Palestra Maura Padula | "O potencial estratégico das atividades de Relações Públicas."
21h30min - Comentários gerais e esclarecimento de dúvidas.
22h00min - Encerramento.

30/11/2013 (sábado)

08h00min - Credenciamento
08h30min - Oficinas [Bloco 01]
- "Gestão de relacionamento através dos canais digitais", por Carolina Terra.
- "Oficina: "As ferramentas adequadas para a excelência da comunicação interna", por Maria Aparecida Ferrari.
10h00min - Intervalo
10h30min - Oficinas [Bloco 02]
- "Segurança da informação e a reputação na internet", por Kalil Blanco e Elaine Lina.
- "Comunicação assertiva: como fidelizar e encantar os clientes", por Marcos Tonin.
12h00min - Encerramento

Para ficar por dentro dos destaques do Encontro e para entrar em contato com a equipe organizadora, acesse: http://facebook.com/encorp8 e/ou envie e-mail para: ecorp8@gmail.com.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Comunicação e gestão de crises - O rato roeu a roupa do rei dos refrigerantes

Por Maíra Masiero

Toda empresa poderá, mais dia menos dia, ter sua imagem abalada por um fato ou boato relacionado a um de seus mais tradicionais produtos, e talvez nenhuma delas é imune de sofrer algum revés deste modo. Por isso, realizar uma eficiente gestão de crises, aplicando estratégias de Comunicação e Relações Públicas, é uma saída para evitar maiores danos na imagem e reputação de uma empresa, mesmo que passe um determinado período de tempo do incidente (ou problema).

Em meados do ano 2000, um consumidor encontrou um rato dentro de uma garrafa lacrada de Coca-Cola e processou a marca por conta disso, alegando ter a sua saúde debilitada de maneira irreversível após tomar o líquido. Neste mês de setembro, o caso tornou-se nacionalmente conhecido graças a uma matéria do Jornal da Record.



O que foi visto nas últimas semanas após a veiculação desta matéria talvez seja uma das grandes crises de imagem que a Coca-Cola passou no Brasil, mesmo que não se entenda muito como uma cabeça de rato conseguiu entrar na garrafa. Muitas pessoas compartilharam o vídeo nas redes sociais e prometiam nunca mais tomar este refrigerante, e ainda lembravam outros atributos, como a suposta composição cancerígena da Coca-Cola; outros, entretanto, defendiam a marca e não conseguiam entender o que aconteceu. Houve ainda pessoas que ironizaram da situação da marca, fazendo piadas e brincando que os ratos foram colocados pela concorrente direta da marca, a Pepsi.

Com todas essas situações, é evidente que a empresa precisava dar uma resposta a seus clientes sobre a situação, a fim de controlar os possíveis danos acarretados por essa denúncia. Primeiramente, houve um comunicado oficial na fanpage da marca no Facebook (e em versão ampliada no seu site), mas isso não seria o suficiente para engajar novamente os consumidores do refrigerante. Um segundo passo dado foi a realização de um vídeo-convite para a visitação das fábricas da Coca-Cola, tentando provar a qualidade do produto e mostrar seu padrão de qualidade.



Pode-se dizer que a empresa está evidenciando parte de uma ação comum para os profissionais de Relações Públicas, a chamada "política de portas abertas", como explicam Elisangela Lasta e Eugenia Mariano da Rocha Barichello no artigo Estratégias de Relações Públicas em nível discursivo utilizadas pela Petrobras no blog corporativo Fatos & Dados (2011, p. 4), citando Roberto Porto Simões, um dos grandes especialistas brasileiros em Relações Públicas:

"Relações Públicas é uma política de portas abertas: nessa estratégia os públicos seriam partícipes nas decisões propiciadas por normas e procedimentos que de acordo com Simões (1987, p. 121): '1) Facilitem a entrada de mensagens que venham de seus públicos. 2) Permitam que seus públicos conheçam tudo o que se passa dentro da organização. 3) Distribui o poder, permitindo a participação na decisão'.
A intencionalidade dessa estratégia é tornar a organização simpática aos públicos, aberta e sensível a eles. (...)"

Segundo essa declaração, a Coca-Cola chega ao segundo passo da estratégia, porque abriu as portas de suas fábricas para mostrar, mesmo que em menos de dois minutos, um pouco de como são fabricados os seus produtos, e deixou um convite para quem quiser ver comprovar o funcionamento e os procedimentos aplicados. Se isso será suficiente para reverter a situação da imagem da marca, isso será uma questão de tempo para se descobrir, mas, com isso, fica a lição para que as organizações se tornem mais abertas e sensíveis aos seus públicos.

Em tempo: foi lançado também um vídeo parodiando a explicação oficial da Coca-Cola, utilizando a mesma linguagem e o mesmo padrão narrativo do original, porém mudando alguns termos e manifestando os principais problemas que o refrigerante supostamente pode trazer.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Até que enfim!

Por Manoel Marcondes Neto

Saíram as Diretrizes Curriculares Nacionais de Relações Públicas.

Estamos – ao lado de nossos colegas jornalistas – livres do jugo da agora falecida "Comunicação Social", conceito herdado da Igreja Católica e das instituições militares, e podemos finalmente empreender a nossa total e completa inserção na área de Negócios, como acontecia lá nos primórdios das relações públicas contemporâneas (década de 1950), com Edward Bernays, David Ogilvy, Bertrand Canfield e Whitacker Penteado Sr. – este um pioneiro brasileiro, ao lado de Manoel Maria de Vasconcellos, que atendeu ao primeiro curso de Relações Públicas no país, na Fundação Getulio Vargas, em 1953.

À recuperação do tempo perdido, pois!

É como defende Marcelo Ficher, professor da Veiga de Almeida e coordenador do Observatório da Comunicação Institucional: “há alguns anos, venho defendendo uma partição diferente da atual para as especialidades em comunicação, agora corroborada pelo MEC; o Jornalismo, pela sua importância histórica, como pilar da democracia e da liberdade de expressão, não deve se misturar com a comunicação profissional a serviço dos negócios e no interesse de pessoas e organizações – a Propaganda e as Relações Públicas”.

E acrescento eu: Relações Públicas guardam uma peculiaridade que as distinguem – e muito – da Propaganda: a busca da harmonia (*) entre organizações, entre organizações e pessoas e, principalmente, entre o que se faz e o que se diz – algo que em tempos de (a) manifestações populares reivindicativas pelo mundo todo; (b) o alto nível de "exposure" consentido pelas pessoas nas redes sociais em busca de contato, aceitação e relacionamento; e (c) o uso dessas mesmas redes, e de seus recursos comunicacionais, pelas empresas, coloca "muito bem na foto" do mercado a nossa área, a qual opera as "relações" num contexto de transparência e verdade que as fazem mais legítimas se "públicas". Não conheço, de fato, nenhuma outra formação em ciências humanas ou sociais mais adequada ao presente e ao futuro da comunidade global.

O “Manifesto Sincrético: Relações Públicas e Administração” (Salvador, BA, 28/10/2012) deu-se na esteira de um Congresso Brasileiro de Administração. E não foi à toa que "emergiu". Explico: enquanto a maioria dos alunos da pós-graduação em Comunicação tem – incompreensivelmente – uma atitude "blasé" diante das Relações Públicas, área considerada por eles (publicitários e jornalistas em sua maioria) como uma espécie de "patinho feio" do campo da comunicação; nas turmas de pós-graduação em Gestão Empresarial e Marketing, onde estão alunos administradores, contadores, economistas, engenheiros de produção e da computação, a atenção e o interesse para com a nossa área é ENORME.

Tais perfis, eminentemente gerenciais, PERCEBEM a sutileza e a sofisticação de nosso trabalho transdisciplinar, enquanto as faculdades de comunicação prestam um desserviço e seguem fechando as turmas de Relações Públicas pelo Brasil afora, na contramão das demandas do presente e do futuro (vide a compra da CDN pelo Grupo ABC de Nizan Guanaes).

Os comunicólogos estão cada vez mais perdendo funções "core" nos negócios. Estão “na periferia” das decisões. Quem decide e faz acontecer – organizações, processos e pessoas – são outros profissionais, de formação tecnológica, hoje muito mais interessados em ouvir o que temos a dizer.

Por isso, aliás, a minha "guinada" para a Administração, a partir de 2008, com o livro sobre "Relações Públicas & Marketing: convergências entre Comunicação e Administração". Foi uma espécie de “volta para a casa”, uma vez que na fundação do bacharelado em RP no Brasil, estivemos “divididos” entre Administração e a recém-criada “Comunicação Social” – no afã do Governo Federal de então de controlar as informações. Até então, os relações-públicas registravam-se no Conselho Regional de Técnicos de Administração!

Ora, com a nossa "libertação" do jugo da “comunicologia”, qualquer escola de Negócios, de Administração, de Direito etc. poderá criar um curso de Relações Públicas independente. Nada de "ênfase", como é o caso de "RH" em Administração, ou "Comércio Exterior" em Relações Internacionais.

O que defendo é um curso independente, formando bacharéis em RP. Profissionais para atuar nas demandas contemporâneas de empresas e instituições, as quais sintetizei, em 2012, no livro “A transparência é a alma do negócio” em “4 Rs”: reconhecimento em seu meio social, relacionamento com seus públicos-chave, relevância em seu segmento de mercado e gerenciamento de uma reputação. Não mais o bacharel em "Comunicação Social com habilitação em RP" – o MEC acaba de decidir isto oficialmente (D.O.U. de 12/09/2013).

Sigamos, pois, o nosso próprio caminho de independência e crescimento - uma oportunidade histórica, que não vai se repetir.

(*) “Toda profissão tem um propósito moral. A Medicina tem a Saúde. O Direito tem a Justiça. Relações Públicas têm a Harmonia – a harmonia social”. (Seib e Fitzpatrick, Public Relations Ethics, 1995). In SIMÕES, Roberto Porto. Informação, inteligência e utopia: contribuições à teoria de relações públicas. São Paulo, Summus, 2006.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

RP Voluntário - Jornada Mundial da Juventude

Por Barbara Lima*

Jornada Mundial da Juventude Rio 2013: uma ótima oportunidade para crescer no sentido pessoal e profissional. Antes mesmo de escolher relações públicas, já havia decidido participar de um acontecimento desse sob o olhar de quem ajuda a fazer acontecer, e foi o que concretizei no início do ano quanto recebi o email de confirmação para trabalhar na equipe de voluntários.

Com a bagagem de "bixete" e recém veterana de graduação, fui para o Rio sem expectativas, somente com o engajamento de aprender e observar como algo de proporções tão grandiosas poderia acontecer e dar certo. E deu, “entre mortos e feridos”.

O que aprendi que vou levar para o resto da minha vida profissional foram dois pontos principais: motivação do apoio e efetivação da comunicação interna. O primeiro deles julgo ter sido o mais importante porque fiz parte da equipe, que não foi pequena – apenas 60 mil voluntários inscritos-, e que precisa primeiramente de preparo psicológico.

Apesar de ser apoio e de ser muito necessário uma grande mobilização de pessoas em eventos, quem não está preparado para viver situações desconfortáveis e estressantes podem colocar a imagem do evento abaixo. Foram inúmeras situações que presenciei de voluntários grossos, de cara fechada, que queriam participar do evento (indignação, porque eles estavam ali para fazer tudo funcionar para o bem estar do público), que julgavam ser melhores do que outros voluntários, enfim, diversos pontos.

Constatei que pra solucionar isso, é imprescindível a presença de líderes. Não podemos confiar no bom senso e ética das pessoas, pois como todo bom RP sabe que evento é um dos maiores desafios tanto da organização quanto do restante da equipe e público, pois é sempre recheado de imprevistos e insatisfações. Portanto, sempre que existir a equipe de apoio é preciso da assistência de coordenadores para cada área, porque é sempre mais seguro ter o exemplo e o olhar em alguém que saiba contornar situações mais complicadas, assegura a postura correta dentro do evento e o mais importante: motiva as pessoas a darem toda a sua boa dedicação em algo que não tem retornos materiais específicos. Vale lembrar que todo o reforço é garantido, já que o público tem a impressão da postura das pessoas que são “a cara do evento”.

O segundo ponto diz respeito à unidade da informação. Principalmente nesse caso, onde o evento abrangeu mais de milhões de pessoas e interferiu uma cidade inteira e tendo em vista a grandeza da equipe de apoio, é extremamente necessário que todos saibam o que está acontecendo. Além do que é comum o destaque para quem está trabalhando, que automaticamente se torna um referencial para perguntas e dúvidas do público participante.

Uma falha específica da JMJ foi confiar na tecnologia móvel. É comum nos enganarmos com a suposição de que num mundo tecnológico e virtual todos têm acessibilidade à smartphones e internet. Isso acarretou certos desesperos por parte de alguns voluntários, frisando que quase que a sua totalidade estava fora de suas casas. Portanto é sempre bom ter alguma outra alternativa fora essa.

Por fim, posso ressaltar que o grande ícone do evento foi o Papa, que por si só cativou todo o público. A intenção do evento e sua essência também garantiu que algumas insatisfações fossem “perdoadas”, mas precisamos sempre garantir a boa imagem perante o público. Da parte pessoal, não preciso comentar que foi sucesso, além do que poder conhecer e agregar o mundo inteiro em um mesmo local foi como ter a sensação de fazer milhares de intercâmbios ao mesmo tempo. Foi incrível!

E ter sido uma voluntária RP me fez ter mais certeza ainda de que essa área é fascinante e que lidar com os públicos é realmente uma arte que sempre traz ótimos retornos!

* Barbara Lima é graduanda de Relações Públicas pela Unesp Bauru, trabalhou como diretora de Qualidade na Empresa Júnior de Relações Públicas – RPjr e atualmente está no projeto de extensão Núcleo de Relações Públicas na TV Unesp e no time de Vendas de Intercâmbios Corporativos na Aiesec. No último semestre, trabalhou na equipe de organização de infraestrutura do Intercom Sudeste. Já foi voluntária do Unati em Bauru dando aulas de informática para idosos.

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