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terça-feira, 14 de agosto de 2012

RPrestigiando - Vem aí a XII INACARP!

Este release foi concebido pela Comissão Organizadora da XII INACARP 2012, e todos os dados disponibilizados são de responsabilidade de seus autores. O RPitacos divulga este evento para que a profissão de Relações Públicas seja cada dia mais valorizada e respeitada, em seu saber científico.



A Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) da Unesp de Bauru promoverá, entre os dias 21 e 23 de agosto, a XII Integração Acadêmica de Calouros de Relações Públicas (INACARP).

Idealizado em 2001 pela Professora Doutora Maria Antônia Vieira Soares, o evento é um espaço para que veteranos do curso de Comunicação Social: Relações Públicas apresentem seus trabalhos aos colegas calouros, permitindo a integração e a troca de conhecimentos entre os estudantes a partir de um debate interdisciplinar sobre humanidades e produtos comunicacionais.

Nesta edição, a cerimônia de abertura contará com a palestra da Profa. Dra. Carolina Frazon Terra, graduada em Relações Públicas pela FAAC/UNESP. Nos três dias do evento, as atividades começam a partir das 19h.

As inscrições para o evento já estão abertas e são gratuitas. Além dos alunos de Relações Públicas, todos os interessados podem participar. Para se inscrever, basta comparecer de 1º a 21 de agosto na secretaria do Departamento de Ciências Humanas (DCHU), na UNESP, e preencher a ficha de inscrição.

O evento será realizado na sala 01 da UNESP de Bauru, que fica na Avenida Engenheiro Luiz Edmundo Carrijo Coube, 14-01, Vargem Limpa. O XII INACARP é promovido pelos estudantes do segundo ano de Relações Públicas, sob a coordenação do professor José Carlos Marques.

Maiores informações:

@inacarp2012@gmail.com                                                                                
facebook.com/inacarp2012

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Versatilidade temático-acadêmica em Relações Públicas - Um balanço da XI INACARP

* Este post faz parte do quadro RPrestigiando, que divulga eventos acadêmicos da área de Relações Públicas, valorizando os principais tópicos de cada dia e realimentando discussões acerca dos temas estabelecidos. Neste evento em específico, dar-se-á maior ênfase às apresentações das monografias produzidas pelos alunos.

Nos últimos dias 15, 16 e 17 de agosto, ocorreu a 11ª edição da INACARP (Integração Acadêmica dos Calouros de Relações Públicas), evento organizado pelos alunos do 4º termo (2º ano) do curso de Comunicação Social: Relações Públicas da UNESP Bauru e apoiado pela FAAC (Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação).
Como visto noutro post deste mesmo blog, o objetivo deste evento é enfatizar aos calouros do curso a importância das Relações Públicas e da pesquisa científica para a formação dos futuros profissionais da área, mostrando que o embasamento teórico é importante para que a prática possa ser feita com um pensamento mais concreto e menos tecnicista.

Os alunos do 2º ano do curso apresentam a produção acadêmica realizada no 2º termo, na disciplina de Sociologia da Comunicação. O tema central das monografias apresentadas é a Indústria Cultural e, a partir deste ponto, há estudos de vários casos que se inserem nesta temática, além do próprio desenvolvimento da teoria, que este blog tentou fazer no ano passado, tanto por esta mídia on-line como offline, no primeiro dia do evento, por intermédio de uma apresentação da autora deste blog e de César Augusto Pereira de Souza, aluno do mesmo termo.

O primeiro dia do evento (15/08) foi marcado pela solenidade de abertura com discursos das autoridades presentes, por uma homenagem à Professora Doutora Maria Antonia Vieira Soares, idealizadora do evento e que irá se aposentar neste ano, uma palestra com a profissional Tania Luz Russomano, formada em Relações Públicas pela Unesp em 2008 e analista de comunicação interna e externa da Nestlé, pelo desenvolvimento da teoria sobre a Indústria Cultural e por duas palestras paradoxais.

Mas por que paradoxais? Porque relatam justamente dois momentos distintos da vivência humana: o convívio com uma multidão num lugar público para realizar algo pré-estabelecido (definição para os chamados flash mobs) e o total isolamento proposto pelo reallty show Solitários, exibido pelo SBT nos anos de 2010 e 2011, aos candidatos, que são submetidos a provas que testam a resistência, a inteligência e a perseverança de cada um. O grupo trouxe um convidado muito especial para partilhar suas experiências na competição: o vice-campeão da segunda temporada Hélio Yoshida (ocupante da cabine 6).

Em relação aos flash mobs, eles podem se inserir na Indústria Cultural, indo além da reunião de pessoas e possuindo inteiramente ou uma maior parte de valor de troca e comercial, ou não, preservando o primeiro motivo para se idealizar este tipo de mídia alternativa. No primeiro caso, o grupo citou a ação feita no estádio do Maracanã pela operadora de celulares Vivo para incentivar a seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo de 2010. Já o movimento No Pants Day, que reúne pessoas num lugar público sem calças (mas sem vulgaridade) para mudar a rotina das grandes cidades, é considerado pelo grupo um flash mob que não se insere na Indústria Cultural, por não pretender criar estereótipos, nem ter um valor de troca.

No segundo dia do evento, a discussão sobre a sociedade feminina foi predominante na primeira parte, com a apresentação das monografias sobre a série Sex and the City, que mostra quatro mulheres vivendo numa sociedade da "revolução sexual" (totalmente inseridas na Indústria Cultural), e o estudo de caso sobre o quadro que a jornalista, psicóloga e especialista em sexo Laura Muller apresenta no programa "Altas Horas", da Rede Globo, mostrando a interpretação das suas respostas na atração e a linguagem persuasiva que Muller utiliza para convencer os jovens, além de toda uma reflexão teórica sobre a sexualidade feminina.

Na segunda parte da terça-feira, foi discutida a campanha promocional "O que faz você feliz?", da empresa Pão de Açucar. O grupo ressaltou que a imagem do supermercado, antes vinculada a preços altos, com esta intervenção, mostrou-se claramente a valorização da felicidade dos consumidores e o uso de estereótipos e de fetiches, ligando este sentimento à ideologia burguesa.

A última monografia da noite tratou do documentário Blue Eyed - Olhos Azuis, produzido pela pedagoga norte-americana Jane Elliott, sobre a formação do preconceito racial na sociedade, com experiências feitas com crianças nos anos 1970 e seu workshop de conscientização para os adultos, realizado nos Estados Unidos na década de 1990.

Já o último dia de evento foi marcado pela diversidade de temas e de estudos. A primeira monografia apresentada foi a respeito do programa CQC (Custe o que Custar), da Rede Bandeirantes e mostraram a dinamicidade do programa, a linguagem simples utilizada e o uso de propagandas no decorrer dos quadros. O segundo trabalho da noite mostrou o episódio Uólace e Joao Victor: o ter humanizado no ser coisificado, da série Cidade dos Homens e o grupo pôde explicar como a Industria Cultural pode influenciar dois meninos de classes sociais distintas, mas com sonhos semelhantes.

A terceira apresentação teve como tema a Bossa Nova que se mantêm longe da Indústria Cultural, apesar de seu considerável valor de troca na sociedade (neste link, há uma reportagem sobre o show que marcou os 50 anos deste estilo musical no Brasil). A última monografia analisou o jogo Word of Warcraft jogo de RPG e ressaltou que os jogos são mercadorias e que a realidade aumentada não é mais uma realização de poucos, e sim um novo nicho para o profissional de Relações Públicas.

Enfim, todos estes trabalhos só mostram a versatilidade do acadêmico-comunicólogo em poder enxergar as teorias apreendidas em sala em todos os lugares, nas situações até mesmo imperceptíveis num primeiro momento. Por fim, todo o trabalho de organização do evento mostra a eficiência dos futuros relações-públicas e que um evento de alunos pode, sim, ser reconhecido e consolidado no cronograma semestral da faculdade como um dos grandes eventos de Comunicação do ano letivo.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Bem vindos à Indústria Cultural!

*As referências teóricas deste post foram retiradas de anotações feitas durante as aulas de Sociologia da Comunicação, ministradas no 2º semestre de 2009 pela Profª Maria Antonia Vieira Soares.

Este post é inspirado na INACARP (Integração Acadêmica dos Calouros de Relações Públicas), que estará acontecendo de amanhã (dia 17) ao dia 19 de agosto, no campus da UNESP de Bauru. Os alunos do 2º ano do curso estarão apresentando as monografias produzidas na disciplina Sociologia da Comunicação, no 2º semestre de 2009, quando estavam ainda no 1º ano de faculdade, e a temática é voltada para a área da Indústria Cultural, através de análise aprofundada de estudos de caso.

Como quase toda indústria que se preze, é necessário se ter uma política de "portas abertas", ou seja, de visitação para que os interessados possam conhecer melhor o chão em que se está pisando. Edmundo Teofil Branco Newerla, Assessor de Relações Públicas da Saab-Scania do Brasil, numa entrevista ao Sinprorp (Sindicato dos Profissionais Liberais de Relações Públicas no Estado de São Paulo), acredita que este programa é "‘um dos mais eficientes canais de comunicação da companhia com autoridades governamentais, clientes e fornecedores’ (...) ‘qualquer empresa, seja qual for o seu porte ou o produto que fabrique, pode e deve se beneficiar de um bem organizado programa de visitas’.".


Dito isto, pode-se, agora, abrir as portas desta Indústria Cultural para que se possa conhecê-la melhor. Primeiramente, quem "batizou" a indústria com esse nome foram os teóricos Theodor Adorno e Max Horkheimer, lá na década de 1940. Segundo eles, esta indústria promove a alienação (impede o Homem de meditar sobre si mesmo e sobre o mundo que o cerca). Já outros teóricos enxergam aspectos mais positivos desta indústria, como a democratização da cultura, colocando-a ao alcance da "massa", como as músicas de protesto de Chico Buarque que, mesmo fazendo parte desta cultura de lucro, acabaram contribuindo para a formação da consciência das pessoas. 
 
Qual foi a primeira missão desta Indústria? Primeiramente, tirar de circulação a denominação "cultura de massa", contraditória, controvertida e com problemas de ordem metodológica. Em segundo lugar, caracterizar a fase secundária da sociedade capitalista de organização, a tão falada sociedade do consumo, que lida com as mercadorias. Uma grande influência desta indústria é a sociedade industrializada, do tipo capitalista liberal.
 
Dentre os setores desta grande indústria, vários podem ser rapidamente descritos:
 
- Imaginários: conjunto de imagens ou representações que influem na representação que se faz do real. O homem necessita deste para alimentar suas ações, o "ser cotidiano". Edgar Morin ainda considera estes funcionários como a estrutura oposta e complementar do real (Real --> Imaginário --> Real);
- Fantasia: imposição do imaginário. Este setor se subdivide em: progressivo (os desejos e os pensamentos dos seres humanos fluem livremente) e regressivo (difere o fato dos desejos do inconsciente);
- Estereótipos: definidos como impressões ou obras impressas em variados caracteres fixos. Processos de “impressão” (aprendizado, assimilação) de “obras” (ou seja, de características, valores, aspectos) numa “lâmina fixa” (no caso, o homem);
- Fetiche da mercadoria: palavra pode ser traduzida como feitiço e tem a característica de modificar a aparência das coisas, colocando-as como imprescindíveis e essenciais.
 
Depois desta apresentação da Indústria Cultural, é necessário dizer que a possibilidade de transcendê-la é pequena e que a convivência pacífica e crítica com esta organização é essencial para o estudo da realidade que cerca cada indivíduo.
 
Seja bem-vindo!

sábado, 7 de agosto de 2010

Welcome to the Jungle - Integração como fonte de união

Segundo o Dicionário Michaelis, a palavra integração significa "condição de constituir um todo pela adição ou combinação de partes ou elementos" ou ainda "ação pela qual substâncias estranhas ao indivíduo passam, por assimilação, a fazer parte integrante dele". Através de uma política eficiente de integração, os funcionários de uma empresa podem acolher de maneira dinâmica e eficaz os novos contratados/estagiários.

Num segundo caso, a integração, não só de pessoas, mas também de culturas, é importante para o momento em que uma empresa se une a outra. O que fazer quando isto acontece? Como fazer com que colaboradores das duas empresas entendam a fusão e, ao mesmo tempo, não tenham medo de possíveis demissões? Como reunir culturas corporativas em torno de um mesmo objetivo?

 Foi o caso da fusão Itau-Unibanco, iniciada em 2008. Em meio às confusas condições de trabalho durante a reforma das agências e o risco de demissões em massa, era necessária uma grande ação para que os funcionários e, consequentemente, os clientes pudessem, aos poucos, se adaptar às mudanças decorrentes da fusão. Segundo release divulgada pelo Sindicato de Bancários Pará/Amapá, para aproximar os funcionários dos dois bancos, que virariam um só mais tarde, o Itaú-Unibanco realizou alguns ações interessantes:

"O banqueiro Roberto Setubal, presidente e acionista do Itaú-Unibanco, passou a frequentar o refeitório da empresa, onde comem todos os funcionários. Convencido por Pedro Moreira Salles, presidente do Conselho de Administração, ele e os outros principais executivos do banco perderam a vaga demarcada na garagem e as salas individuais. Agora, Setubal, Salles e mais dez vice-presidentes dividem o mesmo salão. O Itaú, uma corporação conhecida pela disciplina e formalidade, também aboliu o uso de terno e gravata às sextas-feiras - e chamou até a consultora de moda Gloria Kalil para orientar os funcionários sobre a nova etiqueta corporativa."

Há dois fatos interessantes nesta ação: o primeiro é a tentativa de se ter uma maior proximidade dos cargos de chefia com os colaboradores de chão de fábrica, mostrando cumplicidade e interesse pelas ações de quem faz o operacional do banco acontecer. O segundo é a quebra de algumas formalidades na etiqueta corporativa para mostrar maior satisfação em trabalhar para a empresa.
 
Uma outra vertente da chamada integração é o fato do acolhimento de maneira dinâmica e eficaz os novos contratados/estagiários. No caso de um curso de faculdade, o acolhimento dos calouros (chamados, muitas vezes, de "bixos/bixetes"), tanto na esfera social quanto na acadêmica, é importante para que os ingressos possam se acostumar com a nova rotina desta também nova fase da vida de cada um.
 
O curso de Comunicação Social - Relações Públicas do campus de Bauru da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP) realiza no segundo semestre, desde 2001, a INACARP (Integração Acadêmica dos Calouros de Relações Públicas), evento idealizado pelos próprios alunos que tem o objetivo de mostrar aos recém-chegados na faculdade a importância do curso e da pesquisa científica para a formação dos futuros profissionais de Relações Públicas. Os discentes do 2º ano do curso apresentam a produção acadêmica realizada no 2º termo, na disciplina de Sociologia da Comunicação. O tema central das monografias apresentadas é a Indústria Cultural e, a partir deste ponto, há estudos de vários casos que se inserem nesta temática. Neste ano, a INACARP acontecerá entre os dias 17, 18 e 19 de agosto, no campus da UNESP em Bauru e, ao clicar aqui, os interessados poderão saber um pouco mais deste evento.
 
Estes são dois exemplos distintos da importância de se ter uma integração maior entre os funcionários e os colegas de curso. Através do trabalho do profissional de Relações Públicas, estas iniciativas de união podem ter resultados satisfatórios.