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terça-feira, 29 de julho de 2014

RPrestigiando - Itaú e Natura apresentam modelos inovadores de GRI durante evento promovido pela Aberje

Por Maíra Masiero

Atendendo ao pedido de Kelly Feltrin, da Retoque Comunicação, divulgamos o release deste evento, e todos os dados disponibilizados são de responsabilidade de seus autores. Lembramos que este blog não possui nenhum vínculo de organização com o evento apresentado.

O encontro está em sua primeira edição e vai abordar o futuro da comunicação de resultados

Principais lideranças de comunicação, de grandes empresas brasileiras, marcarão presença no evento promovido pela Aberje – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, no próximo dia 07 de agosto. A 1ª Jornada Aberje de Desenvolvimento de Relatório GRI vai contar com a apresentação de cases da Natura e do Itaú.

Para falar sobre o tema, foram convidados profissionais das duas organizações que vão debater sobre o dia-a-dia e bastidores do processo de produção de um Relato Integrado sob uma perspectiva multidisciplinar. Confira, a seguir, os palestrantes confirmados:

· Jaqueline Nichi, coordenadora de conteúdos institucionais da Natura;
· Juliana Pasqualini, coordenadora de sustentabilidade da Natura;
· Adriano Montico, gerente de relações com os investidores do Itaú;
· Alex Silva, analista financeiro do Itaú;
· Fernando Fonseca, consultor de comunicação na gerência de reputação do Itaú; e
· Virgínia Gonçalves, analista sênior de sustentabilidade do Itaú.

Para mais informações sobre o evento e como se inscrever, visite: http://www.aberje.com.br/eventos/jornadaGRI/mkt_jornada_GRI_070814.html

Serviço:

Jornada Aberje de Desenvolvimento de Relatório GRI

Data: 07/08/2014

Hora: 08h30 às 13h

Local: Espaço Aberje Sumaré – Rua Amália de Noronha, 151 – 6º Andar – Próximo à Estação Sumaré do Metrô

Contato: Priscila Fiorelli – priscila@aberje.com.br ou pelo telefone (11) 3662-3990
Para maiores informações, contatar:


quinta-feira, 3 de julho de 2014

RPrestigiando - Empresas usam redes sociais para aumentar o relacionamento entre os públicos estratégicos

Por Maíra Masiero

Atendendo ao pedido de Kelly Feltrin, da Retoque Comunicação, divulgamos o release deste estudo, e todos os dados disponibilizados são de responsabilidade de seus autores. Lembramos que este blog não possui nenhum vínculo de organização com o estudo apresentado.

Estudo da Aberje mostra 52% das organizações já possuem regras definidas para a gestão das mídias

Levantamento exclusivo realizado pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) mostra que 93% dos entrevistados se mostraram favoráveis ao uso e ao acesso a espaços corporativos nas redes sociais digitais no ambiente de trabalho. O principal motivo é a contribuição para o relacionamento da empresa com seus stakeholders.

De acordo com a pesquisa, 52% das organizações já possuem regras para o uso das mídias sociais. Os objetivos são: evitar que o uso das redes pelo colaborador durante o expediente tenha impactos negativos em sua produtividade e que conteúdos postados causem reflexos na reputação e nos negócios da empresa.

Dentre as regras mais comuns identificadas, destacam-se o nível de representação oficial da opinião da organização, a indicação da linguagem a ser utilizada e o controle sobre as postagens de opinião individual. Cerca de 50% das instituições estabeleceram políticas de proteção sobre o uso de dispositivos móveis, como celulares, tablets e notebooks.

O estudo Espaços corporativos em redes sociais digitais e processos de colaboração nas organizações: realidade no Brasil considerou uma amostra formada por 53 empresas associadas, de diversos segmentos e setores da economia, e classificadas entre as 1000 Maiores Empresas do Brasil, segundo o Valor Econômico. As informações foram obtidas por meio de questionário preenchido em sistema on-line, no período de 06 de fevereiro a 28 de março de 2014.

Para maiores informações, contatar:


segunda-feira, 24 de março de 2014

RPrestigiando - Escritores ensinam grandes empresas a contar suas histórias no ambiente corporativo

Por Maíra Masiero

Atendendo ao pedido de Kelly Feltrin, da Retoque Comunicação, divulgamos o release deste evento, e todos os dados disponibilizados são de responsabilidade de seus autores. Lembramos que este blog não possui nenhum vínculo de organização com o evento apresentado.

A filósofa Marcia Tiburi e o autor José Roberto Torero vão mostrar as oportunidades de estimular o engajamento da equipe por meio das sensações.

Líderes das companhias Vale, Itaú-Unibanco, Unilever, Brasil Kirin, OAS e Pfizer também vão mostrar como a afetividade e a gestão das sensações são fundamentais no ambiente corporativo.

As grandes empresas estão preocupadas em aprender a contar as suas histórias no ambiente corporativo de modo a estimular e reforçar o engajamento dos colaboradores. Não à toa, o 14° MIX Aberje de Comunicação Interna e Integrada vai contar com as participações da filósofa Marcia Tiburi e do escritor José Roberto Torero.

Os especialistas vão mostrar aos líderes de companhias Vale, Itaú-Unibanco, Unilever, Brasil Kirin, OAS e Pfizer, como a afetividade e a gestão das sensações são fundamentais no ambiente corporativo. O evento será realizado no dia 28 de março, em São Paulo. As palestras estarão distribuídas em painéis e os participantes podem escolher quais debates que participar.

Veja mais informações abaixo:

• Cristiane Santos, gerente sênior de Comunicação Corporativa da Pfizer;
• Denise Hills, superintendente de Sustentabilidade do banco Itaú;
• Bruno Carramenha, gerente de Comunicação da Unilever;
• Paulo Henrique Soares, gerente de Comunicação da Vale e diretor do Capítulo Aberje Rio;
• Viviane Genonádio, gerente de Comunicação Corporativa da Brasil Kirin;
• Patricia D´Ávila, coordenadora de Comunicação e Responsabilidade Social da obra de construção do Emissário do Comperj - OAS;
• José Roberto Torero, escritor premiado e roteirista de cinema e televisão; e
• Gil Giardelli, estudioso da Cultura Digital, conferencista e CEO da Gaia Creative;

Saiba mais informações sobre o evento e como se inscrever em:
http://www.aberje.com.br/eventos/2014/14mix/index.html#fwslider

Serviço:
14° MIX Aberje
Data: 28 de março de 2014, das 8h30 às 18h
Local: Pullman São Paulo Ibirapuera - Rua Joinville, 515 - São Paulo – SP.
Contato: Emiliana, por e-mail emiliana@aberje.com.br, ou pelo telefone: 3662-3990 no ramal 837.

Sobre a Aberje
Criada em 1967, a Aberje é uma organização profissional e científica, sem fins lucrativos, que tem como principal propósito a discussão e promoção da comunicação organizacional. Seu âmbito de atuação está
centrado na informação, na comunicação e no relacionamento. Os principais campos de trabalho são o advocacy, a educação, a economia criativa, a gestão do conhecimento, a inteligência da comunicação, o networking e o reconhecimento.

Para mais informações, contatar:

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

RPrestigiando - Redes digitais na comunicação empresarial são tema de curso oferecido pela Aberje no Rio de Janeiro

Por Maíra Masiero

Atendendo ao pedido de Kelly Feltrin, da Retoque Comunicação, divulgamos o release deste evento, e todos os dados disponibilizados são de responsabilidade de seus autores. Lembramos que este blog não possui nenhum vínculo de organização com o evento apresentado.

O programa é voltado para profissionais interessados em aprender a planejar, identificar públicos, monitorar e realizar a gestão das novas mídias

O Rio de Janeiro vai receber, no próximo dia 25 de fevereiro, curso voltado para o planejamento e gestão das redes digitais, promovido pela A Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje).

O objetivo é apresentar aos participantes uma visão sistêmica e integrada da comunicação digital. Como identificar e desenvolver estratégias com os públicos de interesse, como fazer a gestão de programas de relacionamento, entre outros elementos.

O instrutor, Rodrigo Padrón, sócio-diretor da ConceptPR, espera que os conhecimentos apresentados,auxiliem o profissional a pensar a sua empresa no complexo contexto do ambiente digital.

Para saber mais informações sobre o curso, acesse o seguinte link: http://www.aberje.com.br/servicos_cursos_detalhes.asp?id=281

Sobre a Aberje

Criada em 1967, a Aberje é uma organização profissional e científica, sem fins lucrativos, que tem como principal propósito a discussão e promoção da comunicação organizacional. Seu âmbito de atuação está centrado na informação, na comunicação e no relacionamento. Os principais campos de trabalho são o advocacy, a educação, a economia criativa, a gestão do conhecimento, a inteligência da comunicação, o networking e o reconhecimento.

Para maiores informações, contatar:

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Propaganda Institucional à serviço da empresa

Por Ewerton Luis Faverzani Figueiredo*

Propaganda Institucional é comumente definida como a propaganda de reforço da imagem das empresas ou instituições. É utilizada largamente como forma de controle da opinião pública dentro dos governos, religiões e demais instituições públicas e privadas. Cada vez mais se assume a necessidade de apresentar uma imagem favorável, na sociedade que nos cerca, acerca das organizações que nos representam.

As igrejas evangélicas, por exemplo, fizeram da propaganda doutrinária, que é uma subdivisão da propaganda institucional, a base de seu crescimento no país e no mundo. As outras religiões e entidades utilizaram dos mesmos métodos tentando fazer de suas “marcas” serem as mais lembradas por seus consumidores. Esta tentativa de fidelização faz com que os investimentos em propaganda institucional tenham um crescimento de grande importância no mercado atual.

A grande oferta de produtos e a preocupação dos consumidores em buscar qualidade e preços baixos causam uma disputa de mercado que se assemelha a uma batalha por oferta e procura constante e latente. As empresas não querem perder seus clientes e estes procuram bem estar acima de tudo nos produtos que desejam adquirir para o consumo. Assim, quem lhes oferecer tais benefícios, terá sua fidelidade momentânea, de certa forma, até que outra empresa atinja os critérios deste cliente, que ofusque a criatividade obsoleta da concorrente que terá que criar novos meios para atrair novamente este cliente, de forma que este consuma o seu produto novamente. 

Portanto, as empresas entendem que o cliente é o centro de todo o processo, que este se encontra cada vez mais exigente e informado sobre todas as novidades do momento. E é para que o consumidor deixe de procurar que se criam estratégias para atrai-lo e mantê-lo por perto pelo máximo tempo possível. É melhor comprar de lojas que ofereçam brindes, agrados, amostras grátis, experimentando produtos e percebendo as qualidades dos mesmos para que sua aquisição seja completa e as vendas atinjam o objetivo colimado que é a fidelização e o lucro. 

Qualquer diferencial é importante para fazer o cliente se sentir especial e, assim, vai, aos poucos, sendo conquistado e sendo levado a frequentar o estabelecimento comercial mais e mais vezes, consumindo ou mesmo apenas cumprimentando o “amigo vendedor”, que necessita estar sempre disponível e simpático, já que lida com o público e o cliente é o seu maior bem e meio de sobrevivência (sustento); por isso, precisa ter toda a atenção necessária a esta pessoa para que faça parte do ambiente da loja e dos produtos. Anotar os principais dados do cliente como data de aniversário, telefone e e-mail são fundamentais para manter o cliente fidelizado ao vendedor assim como seus produtos preferidos para ligar no dia de seu aniversário ou mesmo avisar quando determinado produto de sua preferência chegou na loja e as condições (facilidades) de compra.

Se a empresa, além de oferecer brindes aos consumidores estiver ligada a alguma instituição filantrópica ou desenvolvendo atividade de responsabilidade social junto a comunidade de seu entorno poderá ter sua imagem projetada de forma mais agradável e positiva na mente do consumidor fiel e potencial porque cria um sentimento de cuidado com as pessoas que necessitam de solidariedade e ajuda e isso faz a diferença para qualquer instituição globalizada. Conquistar o coração do cliente significa um significativo aumento nas vendas finais de seus produtos e retorno para investimentos e ampliações de seus negócios. 

De certa forma, todos saem ganhando porque a empresa apresenta rendimentos como qualquer organização comercial competitiva, a comunidade ganha em benefícios proporcionados pela instituição que a adotou como responsável pelo seu bem-estar e o consumidor de seus produtos terá a consciência de que comprando seus bens estará ajudando pessoas carentes a terem uma vida com mais qualidade.

No caso da política, da religião, das causas, crenças, corporações, grupos, marcas e entidades a propaganda institucional age praticamente desenvolvendo estratégias similares por meios, formas e mecanismos diferentes, mas com fins específicos. Pode-se afirmar que pelo menos um terço de toda a propaganda veiculada entre os veículos de comunicação é institucional e isso mostra que cada vez mais existe a preocupação com a projeção de uma imagem corporativa forte e ascendente perante a opinião pública. Este tipo de apelo tenta influir sobre o comportamento das pessoas através da criação, mudança ou mesmo reforço das atitudes mentais dos consumidores ativos e potenciais. De acordo com estas definições entende-se que a propaganda institucional não tem a intenção direta de vender, mas de criar uma ideologia em torno de uma marca, um produto e toda a empresa junto a seus funcionários que a torna única entre suas concorrentes. Portanto, ela predispõe à compra ou à aceitação de uma ideia, ou seja, induz, não oferecendo o produto diretamente.

O termo propaganda aplica-se à divulgação de mensagens em veículos de comunicação de massa com assinatura ou identificação do patrocinador. Dessa forma, a propaganda institucional consiste na divulgação de mensagens pagas e assinadas pelo patrocinador em veículos de comunicação de massa com o objetivo de criar, mudar ou reforçar atitudes mentais tornando-as favoráveis à instituição patrocinadora.

A propaganda institucional (PI) diferencia-se da propaganda de marketing por ser mais seletiva e dirigida às pessoas com preocupações e expectativas que vão além do plano imediato. No que se refere ao conteúdo, a propaganda institucional deve ser mais informativa, pois seu público é mais exigente.

Quando bem utilizada, ela (PI) é um fator valioso de correção ou reforço de uma imagem pela alavancagem que proporciona. Mas a imagem é criada ou influenciada por outros fatores de igual ou maior peso e depende de como somos percebidos pelo mercado e pelo ambiente em que operamos. Empresas com objetivos estratégicos bem definidos que trabalham com a sociedade e que mostram que têm consciência pública são normalmente benquistas pela população que a cerca.

De acordo com pesquisas recentes pode-se afirmar que a imagem das empresas privadas é mais bem trabalhada do que a maioria das estatais, isto acontece porque a qualidade gerencial daquelas empresas se reflete diretamente na sua imagem e isto requer altos investimentos corporativos ao que só as mesmas requerem. O público não se deixa enganar e expressa sua opinião com um conhecimento de causa surpreendente já que o uso constante das redes sociais de comunicação é uma realidade presente no trabalho de análise de redes realizado pelas organizações mais preocupadas em manter uma imagem forte e positiva no mercado.

Por conseguinte, para que uma empresa possa ter uma boa imagem pública ela deve ser privada, ofertar produtos e serviços altamente competitivos e ter um controle de gestão empresarial constante e de qualidade internacional.

Assim, o que praticamente todas as empresas desejam senão todas é serem lembradas pelas pessoas. O reconhecimento público é o principal objetivo de quem está no mercado. Todas as organizações desejam que não só sua marca esteja na mente das pessoas, mas que ela reflita a melhor opção de compra. Existe uma qualidade muito intensa e opções no mercado e estar em primeiro lugar na lembrança dos consumidores reflete benefícios imediatos seja para a marca ou instituição.

A propaganda é em sua essência um instrumento de persuasão. E só nos deixamos manipular por alguém em quem acreditamos. Por isso, a propaganda não deve ser apenas verdadeira, ela deve ser também verossímil. O impacto causado pela propaganda é impossível de se obter por outros meios. Naturalmente podem-se atingir milhares de consumidores através de uma mala direta. Mas se você quer causar comoção e valorizar a mensagem.

*Ewerton Luis Faverzani Figueiredo é formado em Relações Públicas pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e atua como profissional da área na Universidade Federal do Acre (UFAC). Conrerp RS/SC Nº 3270. E-mail: ewerton.rp@gmail.com

E você, quer escrever também um post para o RPitacos? Faça como o Ewerton: se você tem um texto interessante, uma reflexão, provocação ou análise de algo pertinente à comunicação, é só mandar para o e-mail do blog: rpitacos@yahoo.com.br
É importante ressaltar que os textos passarão por uma avaliação dos membros do blog, antes de serem ou não aprovados, e serão publicados de acordo com a periodicidade do RPitacos.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

RPrestigiando - Como traçar, planejar e executar ações para a escalada profissional é tema de curso da Aberje no RJ

Por Maíra Masiero

Atendendo ao pedido de Kelly Feltrin, assessora de imprensa da Aberje, divulgamos o release deste evento, e todos os dados disponibilizados são de responsabilidade de seus autores. Lembramos que este blog não possui nenhum vínculo de organização com o evento apresentado.

Estruturação do trabalho produtivo, o papel do líder e a gestão de competências serão alguns dos temas abordados pelo especialista Marco Piquini

A Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) vai realizar o curso Comunicação integrada: o comunicador no topo da empresa, no dia 11 de novembro, no Rio de Janeiro. O objetivo da iniciativa é compartilhar e discutir o reposicionamento estratégico da Comunicação no mundo empresarial e a relevância do profissional e de seu trabalho.

O instrutor será Marco Piquini que possui 18 anos de experiência em comunicação empresarial e é fundador da agência de comunicação integrada TRÊS MEIA ZERO. “O aumento da competitividade no mercado brasileiro exige a boa comunicação empresarial”, afirma. “Por esse motivo, o curso irá abordar a teoria e a prática da comunicação integrada, de forma inédita aos participantes”, sinaliza Piquini. “Tudo a partir de exemplos reais. É uma nova forma de se olhar a comunicação, a profissão e a carreira”, explica.

O curso é uma oportunidade para que os profissionais possam compartilhar desafios e ações realizadas. “Trata-se de um novo olhar que valoriza a importância de suas competências e de seu trabalho dentro da moderna gestão empresarial, pois o caminho para essa escalada profissional existe, pode ser traçado, planejado e implantado, e a hora é essa”, conclui Piquini.

As inscrições acontecem até o dia 06 de novembro. Confira mais informações, no link: http://www.aberje.com.br/servicos_cursos_detalhes.asp?id=334

Serviços:
Data: 8/11/2013
Horário: 9h às 18h
Local: Valer - Av. Presidente Wilson, 231 - 7o andar – Centro – Rio de Janeiro
Contato: (11)3662-3990 - Ramal 1

Sobre a Aberje
Criada em 1967, a Aberje é uma organização profissional e científica, sem fins lucrativos, que tem como principal propósito a discussão e promoção da comunicação organizacional. Seu âmbito de atuação está centrado na informação, na comunicação e no relacionamento. Os principais campos de trabalho são o advocacy, a educação, a economia criativa, a gestão do conhecimento, a inteligência da comunicação, o networking e o reconhecimento.

Para mais informações, favor contatar:


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Marketing de relacionamento nas organizações - Ouvir mais e falar menos

Por Maíra Masiero

Muitas pessoas já devem ter visto que, no começo do mês de outubro, houve uma situação praticamente inédita na televisão brasileira: um comentarista do programa esportivo Esporte Cidade, de Teresópolis (Rio de Janeiro), durante a exibição dos placares do campeonato local de futebol, abandonou o cenário, após uma fala áspera, alegando que ninguém o deixava comentar, o que deixou o apresentador sem entender nada. A seguir, veja o vídeo desta situação constrangedora (com palavrões e tudo o mais):



O fato inusitado gerou uma grande repercussão, sendo divulgado no Redação Sportv (canal homônimo) e participando do quadro Top Five, do CQC (Rede Bandeirantes). Porém, apesar de ser algo até engraçado, esse episódio alerta para um perigo grande que precisa ser evitado nas organizações, no relacionamento entre funcionários e no da empresa com seus públicos: a arte de falar muito e ouvir pouco.

Há um excerto da sabedoria popular que afirma que as pessoas têm dois ouvidos e uma boca justamente para filtrar mais o que se fala e o que se diz, para só falar aquilo que é necessário. Isto não quer dizer que as pessoas precisam entrar mudas e sair caladas (usa-se mais uma fala popular), mas um equilíbrio entre essas duas atitudes fazem a diferença na vida pessoal e profissional.

Um exemplo desta importância está nas entrevistas de emprego, quando os entrevistadores perguntam tudo aquilo que é necessário saber para contratar (ou não) um candidato: o equilíbrio dito anteriormente entre ouvir e falar acarreta num grande passo para a conquista de um serviço

Com as empresas, é o mesmo procedimento, principalmente no âmbito da comunicação externa: é necessário abrir mais portas de relacionamento entre ela e os públicos, deixando-os opinar mais sobre alguns assuntos específicos, e dando as devidas explicações quando é necessário. Assim, acontece com maior eficácia o que é chamado de marketing de relacionamento, principalmente no contexto digital, nas mídias sociais, como o professor Marcelo Miyashita mostra neste vídeo a seguir.



Portanto, é nítida a importância de analisar o que se ouve com atenção, ouvir mais o que as pessoas / o contexto global têm a dizer e falar somente o necessário para que os amigos (ou colegas de trabalho ou, ainda, clientes em potencial) não se distanciem com raiva e não queiram mais saber da pessoa ou marca, assim como fez o comentarista esportivo.

terça-feira, 14 de maio de 2013

RPNotícias - Inscrições abertas para pós-graduação no Centro Universitário Belas Artes

Por Maíra Masiero

* Esta divulgação foi enviada por Pedro Scabim, à pedido do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. O blog não se responsabiliza por nenhum conteúdo abaixo mencionado, nem tampouco possui vínculos com o processo divulgado.

Estão abertas as inscrições para a pós-graduação em Comunicação Organizacional e Negócios do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Coordenada pelo prof. Dr. Júlio César Barbosa, a especialização estrutura-se na convergência entre a comunicação e a gestão de negócios, e tem como proposta curricular o enriquecimento da prática profissional contextualizado no cotidiano das empresas e agências por meio do conhecimento aprofundado de teorias, estudos e análises da comunicação organizacional e da gestão de negócios.

A abordagem principal está no aprendizado das organizações - tipologias, constituição e seus públicos - para a elaboração de um diagnóstico empresarial que possibilite adotar planos de comunicação efetivos e viáveis. Segundo Barbosa, “o curso é formatado a partir da ideia de um processo inteligente de aprendizado sobre a comunicação e os negócios empresarias. O foco principal é mostrar o aluno a comunicação no dia a dia da organização seu valor, sua prática sua importância para a produção de resultados favoráveis.

O curso de desenvolverá estudos na área de comunicação, cultura, governança corporativa, finanças, estratégias empresariais, branding, marketing, comunicação interna, gestão de crise, avaliação e mensuração de resultados em comunicação. “A ideia é que o aluno saiba adotar o Balanced Scorecard, o Modelo de Excelência em Gestão (MEG) da FNQ, e adaptá-lo a um planejamento de comunicação”, afirma Barbosa.

Profissionais que atuam em comunicação, em empresas privadas ou públicas, e agências de comunicação corporativa, publicidade, imprensa e relações públicas. Também se destina aos profissionais de administração, recursos humanos, psicologia, jornalismo e outros que atuam direta ou indiretamente na comunicação organizacional e queiram aprimorar habilidades específicas no segmento.

As inscrições do curso ficarão abertas até o dia 4/8, mas há um desconto 10% no valor total do curso para candidatos aprovados que se matricularem até o dia 3/6. Para mais informações, acesse www.belasartes.br/pos-graduacao/ ou entre em contato pelo telefone (11) 5576-7300.

COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL E NEGÓCIOS
Carga horária: 420
Semestres: 3
Início das aulas: 12/08/2013 (2ª Feira)
Período: segundas e quartas, das 19 às 22h40, e um sábado por mês, das 8 às 11h40
Investimento (2013/2): 20 parcelas de R$ 980,00

Logo

Sobre o Centro Universitário Belas Artes de SP

Fundado em 23 de Setembro de 1925, o Centro Universitário Belas Artes de São Paulo é uma das mais tradicionais instituições de ensino do país. Dividido em três unidades, o centro universitário é reconhecido pelo ensino com personalidade, posicionamento adotado em 2009. Com 17 cursos de graduação, 19 de pós-graduação e uma lista completa e dinâmica de cursos livres e de extensão, é a escola ideal para jovens que valorizam a criatividade e a liberdade de expressão e buscam conhecimento com aplicação prática no mercado profissional. Esse ambiente criativo e estimulante é proporcionado pelo caráter interdisciplinar dos cursos, a qualificação dos professores e a infraestrutura completa oferecida pela instituição. Estes são aspectos favoráveis à formação diferenciada do futuro profissional, que poderá exercer a carreira escolhida com competência e personalidade. www.belasartes.br

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Educação corporativa e atendimento ao público - Caso Vivo

Num mundo cada vez mais competitivo, as empresas não podem deixar de se preocupar com o aprendizado de seus funcionários e de como eles aplicam os conhecimentos adquiridos ao longo do tempo. Por isso, está em evidência falar sobre educação corporativa e da importância desta prática no cenário comunicacional. Antonia Colbari, no artigo Educação corporativa e desenvolvimento profissional na dinâmica sócio-cultural das empresas (2007, p. 14), mostra uma definição possível para educação corporativa.

"A compreensão do sentido da educação corporativa está permeada por dualismos, polarizações, alimentando a necessidade de conciliar formas de solidariedades diferenciadas e ambíguas, mas complementares. Por um lado, a inserção em uma matriz comunitarista reforça a identificação e o envolvimento com os valores e a missão da empresa; estimula a cooperação entre os integrantes das equipes e a legitimidade das lideranças emergentes do próprio grupo, mas sem perder de vista os imperativos do mercado. [...] Por outro, a inserção na matriz contratualista favorece o destaque dos saberes técnicos, o autodesenvolvimento, as competências organizacionais e o plano estratégico de negócios; aciona  a diferenciação e a individualização, sem, no entanto, dissociá-las da base de valores e de símbolos culturais – a identidade da empresa."

Dentre os quesitos que identificam as práticas de educação corporativa, é necessário destacar esta relação primordial entre os saberes técnicos e os saberes humanísticos, de relacionamento. Não adianta, para muitos cargos, ter muito conhecimento tecnicista se não souber passá-lo, de modo correto e humano, ao público interessado.

Na última semana, o atendimento da operadora de telefonia Vivo passou por uma lição de como não se deve responder a um cliente. Segundo informações do Portal Exame, uma consumidora entrou em contato com a operadora para tentar resolver um problema de dois meses sem conseguir resolver uma falha na conexão com a Internet 3G.

Pelo atendimento online, ela perguntou como seria possível corrigir este problema. A resposta, segundo reprodução da conversa entre cliente e funcionário, foi: "Pega o aparelho e arremesse contra a parede! Resolve na hora". Até existem vídeos na Internet - sem relação com a marca ou com o cliente - que mostram como colocar um celular na parede sem que ele caia no chão.

Na realidade, o atendente é que jogou algo pela parede: o como se relacionar bem com os públicos, principalmente os consumidores que ligam tentando resolver os problemas referentes a serviços e/ou produtos da operadora.

A operadora, para evitar uma possível crise de imagem por conta do ocorrido, ainda divulgou uma nota de esclarecimento afirmando que este foi um caso isolado e não condizente com sua política de atendimento ao público:

"A Telefônica|Vivo informa que o serviço 3G da cliente já está funcionando normalmente.
Em relação ao atendimento prestado, a empresa lamenta o ocorrido, esclarece que este comportamento não é condizente com a visão da companhia em relação ao respeito aos seus clientes e informa que tomou as medidas administrativas cabíveis para que casos desse tipo não se repitam.
A situação descrita pela reportagem é um episódio específico, já que a empresa mantém uma política de treinamento constante para seus representantes e, por isso, a Vivo possui o melhor desempenho de resultado no IDA (Índice de Desempenho do Atendimento, da Anatel) entre as operadoras móveis com atuação nacional, em 40 dos 41 meses acompanhados pelo órgão."


Mesmo com estes dados favoráveis, é necessário um investimento maior da empresa em relação a práticas de educação corporativa, a fim de aperfeiçoar os serviços realizados pelos colaboradores e incentivá-los a não interromper os estudos e as análises compatíveis com cada função dentro da organização.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O que e como falar? - Ensinamentos do The Voice aos comunicadores

Por Maíra Masiero

Não se possui dúvidas acerca da força das imagens e da aparência para promover um projeto ou para apresentar uma ação de comunicação. Porém, para se destacar num cenário tão competitivo como o dos dias atuais, é necessário ir além de uma figura bonita: às vezes, uma palavra bem colocada pode resolver o problema de comunicação e pode potencializar a estratégia de Relações Públicas, como mostra Marconi (2009, p. 89):

"Sem dúvida, a capa do kit de imprensa, o catálogo de produtos, o relatório anual ou o folheto deveriam tentar atingir o ponto da mensagem ou reforçar a imagem corporativa em todas as oportunidades - e se uma campanha com uma imagem muito conhecida estiver em andamento, todo o material periférico, bem como o kit de imprensa que contém esse material deveriam refletir a mesma imagem ou visual. Mas não se recomenda uma estratégia de RP abrangente que dependa unicamente de fotografias para definir sua posição e levá-la até o ponto desejado."

Para aplicar o ditado popular que diz que "quem vê cara, não vê coração", ou ainda inverter o sentido de outro ditado, fazendo uma canção valer mais do que a imagem, a Rede Globo trouxe ao Brasil no último domingo, dia 23 de setembro, o reality show The Voice (no caso brasileiro, acrescente-se o nome "Brasil" ao título do programa), um show de calouros em que os técnicos irão classificar ou não os concorrentes para seus times, na primeira fase, apenas pela voz, não importando o aspecto físico dos candidatos.

De acordo com o site oficial da versão brasileira, os técnicos Carlinhos Brown, Cláudia Leitte, Daniel e Lulu Santos ficam de costas e, se gostarem, apertam um botão que faz a poltrona girar, revelando quem é a voz que escolheram para fazer parte da equipe. Se mais de um escolher a mesma pessoa, o candidato é quem decide com quem deseja trabalhar. Tudo levando em consideração a voz, a profundidade e o conteúdo vocal de cada um dos aspirantes. A seguir, um dos vídeos da audição de estreia de The Voice Brasil.



Comparando esta disputa musical com o dia-a-dia de um profissional, é necessário se destacar sempre pelo conteúdo de suas apresentações e de seus projetos no cotidiano. Logicamente, como já foi dito, não se pode descuidar da aparência e da estética na hora de se apresentar (ou de mostrar um plano de comunicação); contudo, a maneira de se expressar e o conteúdo da fala constitui um fator importante para o sucesso ou não daquela apresentação. E o The Voice pode mostrar de maneira paralela esta importância.

Pode até acontecer injustiças em relação à apresentação, como muitos internautas classificaram a eliminação de Yuri, um índio que, cantando a música "Sinônimos" (Chitãozinho & Xororó) não conseguiu o aceite de nenhum dos quatro jurados que se arrependeram, quando descobriram a origem do cantor e que ele pertencia a uma minoria raramente vista na televisão e nos palcos. Porém, estes casos são menos comuns, e os avaliadores não costumam se enganar quando um projeto de comunicação está em jogo. Enfim, cuidar das palavras que são ditas é essencial para que a comunicação seja eficaz e compreensível para todos os públicos.

sábado, 8 de setembro de 2012

Relações Públicas e educação corporativa

Por Maíra Masiero

Quando se faz necessário mudar a visão de uma empresa/organização sobre o mundo que a cerca? E quando é preciso que a tendência global interfira numa corporação? Assim como as crianças precisam receber uma educação de qualidade nas instituições escolares, a fim de compreenderem mais claramente o mundo ao seu redor, as organizações também precisam de uma educação, a educação corporativa.

Segundo Denise Asnis, gerente de treinamento da Natura, no artigo Educação corporativa - Uma experiência Natura, a educação corporativa se apresenta como a "necessidade de imprimir maior flexibilidade ao aprendizado e à educação, de preparar para a revolução da informação, de aprender por toda a vida, de aprender por aprender e assim por diante."

O histórico deste termo é recente. Com dados do artigo Educação Corporativa: a proposta empresarial no discurso e na prática, de Daniele Cruz (2010, p. 343-344), a expressão “educação corporativa” é usada desde a década de 1950, e teve, como origem, os Estados Unidos. Muitas empresas, dispostas a liderarem seus mercados, lançaram a educação corporativa como forma de ganhar vantagem competitiva sobre seus concorrentes.

No artigo de Asnis, a autora cita sete princípios para que a educação corporativa seja bem sucedida, retirados do livro Educação Corporativa no Brasil – Mitos e Verdades (2004), de Marisa Eboli:

- Competitividade (desenvolvimento do capital intelectual dos colaboradores, transformando-os em fatores de diferenciação da empresa em relação à concorrência);
- Perpetuidade (transmissão de herança cultural, para perpetuar a existência da empresa);
- Conectividade (comunicação, interação e a construção social do conhecimento);
- Disponibilidade (atividades e recursos de fácil acesso e uso - aprendizagem em qualquer hora e lugar);
- Cidadania (formação de atores sociais, que reflitam sobre a realidade organizacional)
- Parceria (interna - líderes e gestores - e externa - com universidades, por exemplo)
- Sustentabilidade (para agregar valor ao negócio e para buscar formas diversas de recursos para ter um orçamento próprio e auto-sustentável)

Entendendo estes sete fatores, qual é o papel das Relações Públicas na questão de fomentar a prática da educação corporativa? Em primeiro plano, este profissional precisa conhecer profundamente a empresa em que trabalha, entender sua missão, visão e valores e analisar o quanto a empresa pode evoluir com a prática consistente da educação corporativa em seus domínios.

Posteriormente, os relações-públicas, com a ajuda de outros profissionais, podem elaborar projetos a fim de intensificar os sete fatores, tais como: parcerias com instituições de ensino (qualificação dos funcionários), maior interação entre os funcionários e destes com os cargos superiores, estratégias consistentes de valorização da história empresarial, dentre outras atividades.
 
Para encerrar este post, um vídeo (na realidade, a primeira parte de quatro blocos) de um programa sobre a educação corporativa e seus aspectos mais importantes, idealizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), sede de Ribeirão Preto/SP.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Memória histórica e influência da mídia - Análise do programa "O Maior Brasileiro"

Há uma expressão muito conhecida que afirma que "quem vive de passado é museu". Porém, todas as pessoas, ao longo do tempo, acumulam uma história que, se não se pode voltar, ao menos contribui para que se viva melhor e com mais responsabilidade o presente, além de se decidir melhor sobre o futuro.

Em consequência disso, as organizações nas quais essas pessoas trabalham também possuem uma história, que precisa ser resgatada para que os colaboradores entendam a importância da empresa num certo segmento ou período de tempo e para que o passado sirva (ou não) de exemplo para as futuras atitudes da empresa, como mostra Paulo Roberto Nassar de Oliveira, na sua tese de doutorado em Ciências da Comunicação pela USP Relações públicas e história empresarial no Brasil: estudo de uma nova abrangência para o campo das relações públicas (2006, p. 106-107):

"(...) os comportamentos, os símbolos, a identidade e a comunicação, o conjunto de elementos que formam a personalidade e a imagem de uma empresa ou instituição, são os grandes pilares da memória. E a memória é seletiva: ela selecionará as experiências (boas e ruins) que os inúmeros públicos têm com a organização, seus gestores, empregados, produtos e serviços. Este aspecto seletivo da memória tem uma conexão direta com o presente organizacional, que é expresso em questões bastante objetivas, colocadas diante e pelos inúmeros públicos e pela sociedade: como a organização lidou com as adversidades, com as pedras em seu caminho; como ela tratou os seus funcionários em tempos de “vacas magras”; como ela se relacionou com a comunidade; como a ela se comportou em relação ao desenvolvimento do país. A infinidade de perguntas possíveis sobre uma organização e os seus dirigentes expressa as realidades relacionais ou, ainda, a memória relacional da organização, sendo-nos possível afirmar que, em última instância, a história empresarial é a história de suas relações públicas."

Com a História de um país, o processo não é muito diferente pois, para que esta geração tivesse os mecanismos, as facilidades, as dificuldades e as conquistas que são vistas dia a dia, várias pessoas (do passado e do presente) contribuíram para o cenário brasileiro e algumas levaram o nome do Brasil para o mundo, pelos seus méritos.

Uma iniciativa para promover (ou, pelo menos, tentar resgatar) esta memória nacional, enumerando as personalidades que marcaram a história do país em seus mais de 500 anos de História, foi realizada pelo Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), com base num formato de programa criado pela emissora britânica BBC e que já teve vencedores como: Winston Churchill na Inglaterra, Leonardo da Vinci na Itália, Nelson Mandela na África do Sul, Salvador Allende no Chile e Charles de Gaulle na França.

Titulado no Brasil com o nome de O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, o programa tinha o objetivo de mobilizar o país para eleger os nomes que foram (e são, em alguns casos) importantes para a História brasileira, por seus feitos, invenções, atitudes e caráter.

Segundo o próprio site da atração, houve uma primeira fase, em que internautas participaram de forma democrática, indicando o seu favorito livremente, sem nenhuma sugestão prévia. Era apenas colocar o nome completo, o CPF e a indicação da personalidade, que deveria ser brasileira nata ou naturalizada e que não podia ser ficcional nem pertencente ao elenco do SBT.

Ainda segundo o site, a resposta para a pergunta deveria ser algo pensado, não imediatista, e que abarcasse todo o período histórico do Brasil, e não somente os dias atuais. Quando se olha para esta afirmação, pode-se dizer que era uma previsão dos resultados que viriam ao final da primeira fase, em que foram listados os 100 maiores brasileiros de todos os tempos (pelo menos, na teoria).

Na lista de notáveis, produzida por mais de 1 milhão e 200 mil votos, ao menos 40% dos nomes aparecem na mídia tradicional*, ao menos, uma vez por semana (seja apresentando programas ou músicas, sendo notícia ou lembrados em algum veículo de comunicação).

Além disso, 49% dos escolhidos ainda estão vivos (o que contribui para uma maior mobilização de pessoas para votação), 34% pertencem à classe artística e 13% são atletas, sendo que somente dois nomes (Ayrton Senna - finalista sem posição definida ainda - e Anderson Silva, 90º colocado) não são jogadores de futebol.

Com a lista quase completa dos 100 indivíduos considerados os maiores brasileiros de todos os tempos (quase, porque uma pessoa escolhida está disputando as eleições deste ano e o seu nome só será divulgado depois de outubro), pode-se dizer que a memória de parte dos brasileiros que votaram foi influenciada pela mídia e por campanhas de fãs-clubes que se mobilizaram para inserir seus ídolos nesta lista, sem talvez entender que o objetivo maior deste programa era resgatar os nomes que fizeram história no Brasil por feitos relevantes para o país e, alguns, para o mundo.

E essa indignação por conta de alguns nomes na lista fica evidente quando se vê a fanpage oficial do programa no Facebook. Dentre os milhares de comentários deixados na página, muitos criticam a posição privilegiada de alguns atletas (como o jogador Neymar, que ficou à frente de Zico e Garrincha) políticos (como Fernando Collor de Melo) e cantores (como Joelma e Luan Santana), em detrimento de outras personalidades com mais referências históricas.

Em outras mídias, a lista dos 100 maiores brasileiros causou indignação e polêmica, retratadas em vários vídeos feitos por internautas. Talvez um dos de maior repercussão está no canal do ator e vlogueiro Felipe Neto, com mais de um milhão de acessos e mais de 26 mil comentários, a maioria deles elogiando o autor e também expressando a sua opinião acerca da lista.



O fato é que uma grande parte da população brasileira precisa se conscientizar acerca de nomes que realmente foram marcantes na história nacional e, assim como uma empresa precisa analisar vários fatores para inserir um dado histórico relevante em seus arquivos de memória, o brasileiro necessita votar, nesta e em qualquer outra eleição, não por imediatismo mas com clareza e responsabilidade com a memória e o patrimônio do país.

*Essa ressalva da mídia tradicional foi feita pois, na Internet, o nome de todos os finalistas é bem pesquisado e divulgado, por conta dos nichos aos quais pertencem/pertenciam.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Jogos de improviso e comunicação organizacional: uma metáfora improvável?

O improviso existe na História da humanidade desde os primórdios, com a adaptação de ferramentas naturais ao trabalho humano (o uso de paus e pedras para caça é um exemplo). Entretanto, é no fazer teatral, principalmente em espetáculos destinados justamente à pura improvisação, que a prática se torna mais evidente, como mostram Fábio José Rauen e Layla Antunes de Oliveira no artigo Improvável - um espetáculo provavelmente bom: análise de processos interacionais do jogo Cenas Improváveis com base na Teoria da Relevância (2011, p. 152):

"O elemento constitutivo do teatro de improviso é a competência e a habilidade de os atores atuarem,
jogarem e formarem ambientes imaginários construídos por eles. Nesse processo, a mente e o corpo respondem espontaneamente, provocando novas ações na organização da cena teatral, com base em um impulso provocado por uma cena ou pelas situações sugeridas, quer pela plateia ou pelo condutor do espetáculo, o mestre de cerimônias. O ator, com o recurso da espontaneidade, converte-se nessas situações em jogador."
Com este contexto inicial, pode-se fazer esta pergunta: até que ponto o improviso numa comunicação pode resultar em consequências negativas para a empresa? Ou ainda: como algumas situações vividas em jogos de improviso, em que não se tem um texto definido para a apresentação, podem contribuir para o aprimoramento das estratégias organizacionais?

Como um primeiro exemplo, o vídeo a seguir mostra o jogo do "Transforma", em que dois jogadores improvisam uma cena a partir de uma frase escrita pela platéia. Quando uma pessoa disser "transforma!" (ou uma campainha soar, no caso de outros programas deste estilo), os atores congelam e um que está de fora tem que entrar e transformar a cena, a partir dos atributos físicos ou da posição dos outros personagens.


Às vezes, num contexto específico vivdo pela empresa, o mercado, em vista das rápidas evoluções que se sucedem ao longo das décadas (e, atualmente, ao longo dos anos) "grita" por mudanças, e, muitas vezes, algum fator externo se modifica de uma tal maneira que exige uma reação rápida do seu receptor. É necessário ter um planejamento sim, porém, quando algo não sai como o planejado, uma resposta rápida e consciente faz a diferença.

Outro jogo que pode inspirar as organizações é o dos Objetos, em que duas duplas de objetos são selecionados pela produção do espetáculo e os atores, uma dupla por vez, irá inventar novos significados, funções e utilidades para os objetos apresentados.



Como se vê, neste jogo, os atores precisam ter criatividade e inovação na hora de adaptarem os objetos ali expostos, para que a situação fique engraçada e compreensível aos olhos do receptor, ou seja, para que a meta seja alcançada plenamente. Assim também acontece nas empresas, diante de uma situação corriqueira ou de um recurso que já é amplamente utilizado (como as mídias sociais, nestes últimos aos): é necessário inovar e procurar novas alternativas para surpreender positivamente o público a ser atingido.

Portanto, o improviso não pode ser visto como algo totalmente benéfico; porém, se aproveitado de forma consciente, pode ser importante para que a criatividade dos envolvidos seja incentivada.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Relações Públicas e o uso da inteligência competitiva nas organizações

Dentre muitas habilidades que cada indivíduo possui, uma delas é a inteligência, ou seja, o pensamento sistemático sobre algo ou alguma situação. Logicamente, a inteligência é relativa e possui vários tipos, e acredita-se que todos os seres humanos são dotados dela, independentemente do seu uso ou desuso. Porém, é necessário desenvolvê-la, por meio de variados estímulos e incentivos.

Assim acontece também com as organizações: comparando-as com uma pessoa, elas possuem uma inteligência que precisa ser suscitada e alavancada, caso o objetivo da empresa seja acompanhar o mercado e as mudanças frequentes, derivadas da globalização. É a chamada inteligência corporativa.

Um dos artigos que explicam o conceito de inteligência competitiva (em alguns lugares, cita-se como inteligência de negócios) é escrito por Marta Lígia Pomim Valentim et alii no artigo O Processo de Inteligência Competitiva em Organizações (2003, p. 02):

"A inteligência competitiva é o processo que investiga o ambiente onde a empresa está inserida,
com o propósito de descobrir oportunidades e reduzir os riscos, bem como diagnostica o ambiente interno organizacional, visando o estabelecimento de estratégias de ação a curto, médio e longo prazo.
A inteligência competitiva (I. C.) é entendida como processo organizacional e é fundamental à organização sob vários aspectos, como por exemplo, para as pessoas desenvolverem suas atividades profissionais, para as unidades de trabalho planejarem suas ações táticas e operacionais, para os setores estratégicos definirem suas estratégias de ação, visando o mercado, a competitividade e a globalização."

E como a comunicação pode contribuir para o melhor desenvolvimento deste "tipo" de inteligência, principalmente num mundo tão competitivo como o desenhado nesta primeira década do século XXI? Se uma das funções da Inteligência Competitiva é investigar o ambiente, o profissional de Relações Públicas executa um papel importante neste processo, realizando pesquisas de opinião com o público interno (para verificar o ambiente organizacional) e externo (para entender a repercussão de cada ato da empresa no cenário exterior às suas instalações), além de planejar estrategicamente os atos da organização no mercado.

Também é importante, como se observa na citação acima, incentivar o melhoramento das atividades profissionais de cada colaborador/funcionário. Para isso, são necessárias políticas que valorizem o esforço de cada um, com promoções e recompensas não só financeiras, mas também de imagem e focando o emocional de cada funcionário.

Conclui-se, assim, que a empresa precisa estar bem preparada para poder desenvolver esta inteligência competitiva de maneira convincente, atendendo às necessidades de informação da organização e, por tabela, aos anseios de cada colaborador. É necessário, portanto, um desenvolvimento sólido da cultura organizacional e uma tomada de consciência das organizações acerca da importância de se desenvolver a inteligência corporativa, com profissionais competentes e colaboradores dispostos a aprender.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Consumidor como protagonista - Prática da crowdsourcing advertising no Itaú

Precisa- se começar este post com uma comparação: numa telenovela, o protagonista é aquele que está na frente de todas as boas ações e recebe o retorno, quase sempre positivo, dos telespectadores, e também recebe sugestões e elogios sobre o seu trabalho, que precisam ser assimilados. Assim, as empresas, como "protagonistas da sociedade", precisam deixar de somente enviar mensagens ao receptor (muitas delas desnecessárias e que importem apenas a alguns grupos da sociedade), mas, algumas vezes, ceder o papel de protagonista ao cliente para que ele possa colaborar com a marca, realizar o que mostra o termo crowdsourcing, como mostram Rafael de Angeli e Fabio Malini no artigo Crowdsourcing e colaboração na internet: breve introdução e alguns cases (2011, p. 4):

"(...) O termo crowdsourcing (crowd = multidão; source = fonte) se localiza exatamente na passagem de uma paisagem midiática em que o conhecimento da multidão é adotado nos circuitos de comunicação a partir de uma lógica testemunhal ("usei o produto e ele me fez assim") para uma lógica imersiva, em que os gosto/opinião é construído, em regime de cooperação, dentro de comunidades virtuais que marcas, governos e instituições inventam para que a multidão dê novos usos aos seus produtos. As estratégias de crowdsourcing funcionam, no campo da publicidade e propaganda, rompendo o paradigma do anúncio interativo (rich media) para difundir agora, na web 2.0, o paradigma da publicidade como um serviço tecnológico."

Um exemplo recente de como essa visão de produtor-receptor na publicidade mudou, e até quase se inverteu, é o caso do Banco Itaú, que lançou, neste ano, um concurso com base num filme da campanha do Seguro de Vida, em que o pai filma seus momentos com a filha, em cenas do dia-a-dia, com um tom acolhedor, caseiro e emocional, já que o parentesco dos dois é o mesmo na vida real. O vídeo teve, até o presente momento, mais de 2 milhões de acessos no Youtube.



Guilherme Jahara, diretor de criação da DM9, em entrevista a AdNews, falou da complexidade em se falar de seguro de vida e de como mostrar este produto, que apoia as famílias nas eventualidades da vida, de uma forma menos melancólica: "(...) Mas, usando emoção e com um argumento tão simples quanto a constatação de que há coisas na vida que você não pode garantir que não aconteçam, mas que ao menos mais segurança você pode deixar para sua família, levamos o consumidor a refletir e ver que na verdade um seguro de vida é algo bem positivo". 

Além deste vídeo, houve um concurso disponibilizado no hotsite do Seguro de Vida Itaú que escolheu o melhor vídeo feito com este tema, utilizando-se de imagens e vídeos e de um tutorial disponível no site, para ser transmitido em rede nacional no feriado do último dia 15 de novembro. O hotsite ainda permanece no ar, para as pessoas que quiserem montar vídeos para compartilhar na Internet.

Dentre centenas de vídeos produzidos (e mais de 150 mil acessos ao site), a vencedora desta ação foi a paulista Maria Fernanda Gomes Capellato, que fez um filme com os seus filhos. Neste ponto, entra a prática da crowdsourcing advertising, porque a cliente se tornou protagonista, diretora e redatora de um comercial do banco, havendo, assim, a terceirização da produção publicitária. Para encerrar o post, o vídeo vencedor do concurso.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Relações Públicas e sustentabilidade corporativa: uma caminhada necessária

Um dos temas mais discutidos e que se tenta valorizar nas empresas e nas instituições é a sustentabilidade. A visão que muitas pessoas possuem quando se ouve falar nesta palavra é de ações que preservem a Natureza, que respeitem o meio ambiente. Porém, o termo sustentabilidade não se restringe a este nicho de pensamento. Dentre os vários tipos de sustentabilidade existentes, o que será destacado hoje no blog é a chamada sustentabilidade corporativa.

Primeiramente, quando se fala no ambiente corporativo (empresarial), lembra-se muito de que o ambiente interno não é formado por pessoas inertes, mas sim por seres vivos, que possuem sentimentos, anseios, valores e intenções. Para entender o conceito de sustentabilidade corporativa (chamada também de social), pode-se verificar o que reflete Carlos Hiroshi Côrtes Ouchi no artigo Práticas de sustentabilidade corporativa no Brasil: uma análise do setor de papel e celulose (2006, p. 22):

"Sustentabilidade Corporativa é um conceito novo, alvo de grande interesse, tanto acadêmico quanto empresarial. Baseia-se na idéia de que um bom desempenho nas esferas ambiental e social agrega valor à companhia e, por isso, deve ser tratado com importância equivalente ao desempenho econômico. Tal visão de negócios ancora-se no chamado triple bottom line – ou geração de valor levando em conta as dimensões econômico-financeira, ambiental e social. Torna-se, assim, nova referência em gestão de negócios, pois pressupõe mapeamento adequado de riscos e oportunidades, nas diversas áreas de interferência da corporação sobre a sociedade e seus agentes."

Como entender o valor da Sustentabilidade Corporativa para as organizações, e mensurar a importância do profissional de Relações Públicas para esta prática? É necessário entender, em primeiro lugar, que uma das funções referentes a esta profissão é a harmonização de públicos, seja entre os internos ou entre estes e o externo. Como a sustentabilidade, de um modo geral, tem esta função de harmonizar a utilização dos recursos naturais, pode-se fazer este paralelo: os recursos humanos (no caso, os colaboradores) precisam ser harmonizados para que a empresa possa se desenvolver com maior afinco.

Enfim, este conceito de sustentabilidade corporativa é contemporâneo e necessário para entendermos o organograma das empresas de maneira mais sustentável. Para encerrar este post, uma entrevista com Luiz Carlos Cabrera, sócio fundador da AMROP-PMC, que fala sobre liderança sustentável.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Relações Públicas e imagem corporativa - Um casamento que precisa dar certo

Geralmente, quando se fala em definir a imagem no aspecto individual, há a comparação com alguém que se olha num espelho para observar a sua face, ora de maneira correta, ora distorcida, ora de forma oposta à visão que outra pessoa tem acerca da mesma imagem. Com as empresas, a história não é diferente. Nem toda imagem refletida da organização para fora possui as mesmas características do que esta mesma visualização feita por alguém de dentro da área.

Mas, afinal de contas, qual seria realmente o significado de imagem corporativa, e no que contribui para o bom desenvolvimento de uma empresa? Lígia Fascioni, em seu artigo
Gestão Integrada da Identidade Corporativa®: uma ferramenta (2005, p. 1) faz uma distinção importante entre dois termos muito utilizados nas empresas: identidade e imagem corporativa.
"Gray e Balmer (1997) afirmam que a identidade é a realidade da corporação, e mais, que a gestão da identidade corporativa possui como objetivos principais criar uma imagem intencional e uma reputação favorável na mente de seus stakeholders (...)
Ao contrário da identidade, a imagem não é o que a empresa é, mas o que as pessoas vêem. Ou, em outras palavras, imagem não é o que se diz, mas o que o outro entende. Cabe ao interessado em transmitir a identidade o cuidado para que ela seja bem entendida.
(...)
Em resumo, a imagem corporativa é constituída por retalhos do que a empresa é, o que a empresa faz e o que a empresa diz."

E como o profissional de Relações Públicas pode contribuir para o fortalecimento de uma imagem corporativa? Um dos objetivos que se deseja alcançar neste quesito é juntar esses "retalhos", ou seja, os variados "entendimentos" do público em relação ao objeto envolvido (seja uma empresa, uma organização, uma pessoa e até mesmo de um país), para transformá-los num tecido consistente e que agrade, senão a todos - algo quase impossível -, mas aos públicos-alvo e de interesse.

Uma tentativa de se fazer esse processo está acontecendo com o Brasil. Segundo matéria publicada no último dia 24 de outubro no Portal Exame, o país ocupa a 21ª posição (de 31 países pesquisados) no Anholt Nation Brands Index, um estudo que mede a força das marcas nacionais por meio de seis fatores: pessoas, cultura, imigração/turismo, turismo, exportação e governança.

E por que o Brasil não consegue melhorar sua posição neste ranking? O que falta ao país para que sua imagem corporativa seja mais respeitada? Com a palavra, o economista Tamer Cavusgil, pesquisador da Georgia State University (EUA), ouvido nessa matéria anteriormente citada:

“O Brasil tem uma imagem muito favorável no ambiente externo, mas largamente devido a suas tradições culturais e belezas naturais. É hora de mostrar os empresários brasileiros, os cientistas, engenheiros e companhias nacionais. Não apenas jogadores de futebol de renome mundial (...) 
Por que o mundo conhece mais a escalação da Seleção Brasileira que as companhias do país? (...) 
O consumidor, antes de comprar um produto, primeiro considera a imagem do país de origem, onde ele é fabricado”.

Portanto, uma das tarefas do relações-públicas nesta missão de aperfeiçoar a imagem corporativa, seja do Brasil, seja de uma pequena empresa, está justamente em formular políticas de valorização dos profissionais e fazê-los compreender sobre a importância de se aperfeiçoar continuamente para, assim, conseguir tecer esta "colcha de retalhos", citada anteriormente, de forma coesa, limpa e agradável, e que os públicos da empresa ou da instituição possam olhar para o seu espelho e enxergar nitidamente as escolhas, as mudanças e, principalmente, as intenções e o real valor da organização.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Atendimento personalizado ao consumidor - O case poético do Bradesco

Existe, há muito tempo, uma frase popular que expressa bem, ainda no século XXI, o que deveria ser o grande propósito de toda empresa/organização: "servir bem para servir sempre". E, com a quase inevitável instantaniedade das mídias sociais e da rede mundial de computadores como um todo, esta expressão continua sendo válida, e ainda com um acréscimo importante: a inserção ainda maior da personalização do atendimento, numa época em que, por muitas vezes, os indivíduos são tratados como meros números nas estatísticas.

Nesta tarde de terça-feira, dia 25 de outubro, ganhou repercussão nas mídias sociais uma postagem no perfil do banco Bradesco no Facebook feita no dia anterior, em que um cliente relatava, em forma de poema, a perda de seu cartão e que ele necessitava de um novo. A resposta do banco, dada algumas horas depois, foi totalmente inusitada e, como diz um ditado popular, "na mesma moeda" (ou melhor, no mesmo estilo). Em forma de poema, o banco pede ao cliente que procure uma agência próxima para cadastrar uma nova senha e ainda agradece a sua compreensão.


Como se pode ver, os números (atualizado às 16h46 do dia 25/10/2011) são bem expressivos: mais de 1000 pessoas curtiram o post criativo do cliente e quase 870 tiveram a mesma reação ao verem a resposta do Bradesco. Dentre os 154 comentários, muitos elogiam a ação e a rapidez de atendimento do banco, outros sugerem à agência de publicidade este episódio como um próximo roteiro para os comerciais, alguns acham que esta situação foi armada e combinada, como um buzz ou uma espécie de marketing viral e outros usuários aproveitaram o momento de poesia para utilizar-se do Dilema Tostines, tema de um post desta autora no #blogrelacoes: "o cara perde o cartão e vira um poeta. Será que virou poeta ao passar fome ou passa fome por ter virado poeta?".

Algumas horas depois, vários sites já repercutiram a inusitada troca de poemas entre cliente e banco, como o Portal Exame, a AdNews, o caderno de Economia do IG e o blog MidiaBoom, entre outros. E a grande pergunta que fica é: o banco agiu corretamente em responder o poema do cliente com outro poema?

Primeiramente, antes de abrir o debate, é necessário entender que uma das funções dos perfis das empresas nas mídias sociais (não é o único, vale ressaltar) é servir como uma "Ouvidoria Virtual", como mostra Cleusa Maria Andrade no artigo Comunicação Organizacional e as novas tecnologias: as ‘ouvidorias’ virtuais (2006, p. 07):

"(...) a opção pela ‘ouvidoria virtual’ acha-se relacionada ao contexto de competitividade e diferenciação a que as organizações estão submetidas e das exigências de criarem vínculos com os seus segmentos de públicos, fidelizando-os, mas expondo-se pelas inúmeras possibilidades do não atingimento das expectativas desses mesmos segmentos. (...) É possível ‘enxergar’e ‘visualizar’ a organização como um todo, na parte que é a sua homepage e mais especificamente no canal ‘ouvidoria virtual’. Da mesma forma torna-se possível a partir da qualidade da interatividade da referida ‘ouvidoria’ (rapidez nas informações e solução de problemas, texto personalizado), das facilidades disponibilizadas pela homepage ‘enxergar’ e visualizar a organização como um todo." 

Pensando nesta interatividade e na possibilidade de se enxergar uma organização como um todo, sem se esquecer das particulariedades de cada indivíduo, pode-se questionar até que ponto a resposta do banco foi coerente com a situação, se foi algo realmente pensado na hora ou combinado previamente... Talvez estas perguntas não tenham uma resposta definitiva, mas o grande êxito desta situação foi exatamente a divulgação da marca Bradesco e a superação das expectativas, não só do cliente, mas de quem estava acompanhando a página da instituição.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A invasão de Sherlock Holmes - Prática do "cliente oculto" nas empresas

Para começar este post, uma breve história: provavelmente, muitas pessoas conhecem o personagem fictício Sherlock Holmes (muitos acreditavam na sua real existência e que ele vivia numa rua de Londres), um dos detetives mais famosos do mundo, criado pelo escocês Arthur Conan Doyle.

Parece até "Elementar, meu caro Watson" (para utilizar um dos bordões mais conhecidos do personagem), mas qual seria a missão de um detetive? Investigar, solucionar crimes e desvendar mistérios e irregularidades que aconteciam nos mais diversos lugares. No site Sherlock Holmes Brasil, endereço destinado aos admiradores do personagem, há a descrição de uma característica importante para relacionar com o tema do post de hoje:

"Mestre do disfarce, podia passar-se despercebido até pelos seus mais próximos. 'Ele está seguindo alguém. Ontem, era um operário procurando emprego; hoje, uma velha senhora' ('A Pedra Mazarino'). E 'não era uma mera mudança de roupa - sua expressão, suas maneiras, até sua própria alma parecia variar com cada nova porção que ele assumia. O teatro perdeu um grande ator, assim como a ciência perdeu um perspicaz estudioso, quando ele se tornou um especialista em crimes' ('Um Escândalo na Boêmia')."

Esta versatilidade de Holmes em se disfarçar das mais variadas formas pode ser comparada a uma prática utilizada em algumas empresas para verificar a qualidade do seu atendimento e de seus serviços: o chamado cliente oculto. Como um bom detetive, este profissional necessita ter uma boa observação e intuição para perceber os acertos e os erros da organização quanto ao atendimento, à gentileza e à agilidade dos colaboradores, principalmente os que trabalham com o público.

O interessante é que qualquer pessoa maior de idade pode ser um cliente oculto, basta achar alguma empresa que queira se utilizar deste serviço (ou organizações especializadas neste tipo de avaliação), se cadastrar e passar por um treinamento. A matéria a seguir, exibido no programa Mais Você, da Rede Globo, mostra mais detalhes e um situação com uma cliente oculta, neste caso, formada em Relações Públicas:



Esta ferramenta permite também a desmistificação de uma afirmação feita por muitos, como mostra Fernanda Rafaela Martins de Melo et al. no artigo Cliente Oculto como Instrumento de Avaliação de Desempenho na Psicologia Organizacional (2009, p. 08):

"(...) o cliente não depende da empresa, mas sim a, empresa depende do cliente; assim sendo tarefa dos funcionários satisfazer suas necessidades, desejos e expectativas de seus clientes e na medida do possível, solucionar suas dúvidas e reclamações, pois este merece a melhor atenção, cortesia e tratamento profissional que o funcionário ou a empresa pode oferecer, assim através da ferramenta de “cliente oculto” estaremos avaliando estas variáveis."

Portanto, a geração Sherlock Holmes de clientes ocultos não possuem o objetivo de menosprezar a empresa que os contratou, mas sim de avaliá-la imparcialmente e mostrar o que precisa ser mantido e o que pode ser mudado nos mais variados aspectos.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Relações Públicas no trapézio - Como manter a estabilidade nas estruturas comunicacionais

Na linguagem coloquial, muitas vezes, fala-se que a pessoa "perde o chão" quando recebe alguma notícia não tão boa e de modo inesperado. Em vários momentos, estes fatos tiram a estabilidade das pessoas, deixando-as perdidas e sem saber como resolver a situação problemática. 

No campo comunicacional das empresas, não é muito diferente. Muitas vezes, a falta de estrutura interna (tanto em relação à empresa quanto à própria formação do profissional) promove este "desaparecimento" da base de apoio e faz com que a empresa esteja em risco permanente no que diz respeito ao fator comunicacional.


Para entender melhor esta ideia, imagina-se um trapézio, não em relação à forma geométrica, mas como um aparelho de ginástica utilizado em circos e em outros lugares para se fazer acrobacias aéreas. Mas como funciona, de fato, uma apresentação deste instrumento? A pessoa se lança de uma plataforma, muitas vezes localizada bem acima do chão, e se sustenta apenas segurando as mãos no trapézio, balançando de um lado para outro até voltar, em segurança, para a base de origem.


Segundo os autores Marco Antonio Coelho Bortoleto e Daniela Helena Calça no artigo O trapézio circense: estudo das diferentes modalidades (2007, artigo on-line), os movimentos dos trapezistas são simples, porém com pouca estabilidade:
"Nessas modalidades aéreas (incluindo o trapézio), os artistas desenvolvem movimentos simples e complexos em diversos planos, com diferentes técnicas de execução. O fato de não existirem regras ou normas que definam a construção dos movimentos e a forma de utilização dos aparelhos amplia consideravelmente a possibilidade e criação e descoberta de inúmeras figuras e formas que compõe a apresentação (número circense).
Normalmente, os aparelhos que sustentam os artistas são dinâmicos (móveis), permitindo o balanço, porém, pouco estáveis se comparados às estruturas fixas e rígidas, em muitos casos flexíveis (como a corda ou o tecido), e que permitem giros, balanços, suspensões, apoios, saltos (largadas e retomadas), saídas, assim como o suporte (portagem) de um ou mais artistas."
O processo comunicacional se assemelha muito a este movimento do trapézio. Parece simples realizar uma ação de comunicação numa empresa ou para um evento específico, mas se não forem tomados os devidos cuidados, o resultado será muito parecido com o do trapezista: a estabilidade não será constante e o risco de cair, eminente.

E é esta, dentre tantas outras atribuições, uma grande responsabilidade dos profissionais de Relações Públicas: não deixar que o chão das empresas se perca diante das dificuldades e das crises que podem ocorrer. É muito raro ver uma empresa que não atravessou, pelo menos uma vez na sua história, por uma crise; o que não pode acontecer, porém, é a organização parar nesta dificuldade, no meio do trajeto do trapézio, e não querer resolvê-la corretamente.