sábado, 8 de setembro de 2012

Relações Públicas e educação corporativa

Por Maíra Masiero

Quando se faz necessário mudar a visão de uma empresa/organização sobre o mundo que a cerca? E quando é preciso que a tendência global interfira numa corporação? Assim como as crianças precisam receber uma educação de qualidade nas instituições escolares, a fim de compreenderem mais claramente o mundo ao seu redor, as organizações também precisam de uma educação, a educação corporativa.

Segundo Denise Asnis, gerente de treinamento da Natura, no artigo Educação corporativa - Uma experiência Natura, a educação corporativa se apresenta como a "necessidade de imprimir maior flexibilidade ao aprendizado e à educação, de preparar para a revolução da informação, de aprender por toda a vida, de aprender por aprender e assim por diante."

O histórico deste termo é recente. Com dados do artigo Educação Corporativa: a proposta empresarial no discurso e na prática, de Daniele Cruz (2010, p. 343-344), a expressão “educação corporativa” é usada desde a década de 1950, e teve, como origem, os Estados Unidos. Muitas empresas, dispostas a liderarem seus mercados, lançaram a educação corporativa como forma de ganhar vantagem competitiva sobre seus concorrentes.

No artigo de Asnis, a autora cita sete princípios para que a educação corporativa seja bem sucedida, retirados do livro Educação Corporativa no Brasil – Mitos e Verdades (2004), de Marisa Eboli:

- Competitividade (desenvolvimento do capital intelectual dos colaboradores, transformando-os em fatores de diferenciação da empresa em relação à concorrência);
- Perpetuidade (transmissão de herança cultural, para perpetuar a existência da empresa);
- Conectividade (comunicação, interação e a construção social do conhecimento);
- Disponibilidade (atividades e recursos de fácil acesso e uso - aprendizagem em qualquer hora e lugar);
- Cidadania (formação de atores sociais, que reflitam sobre a realidade organizacional)
- Parceria (interna - líderes e gestores - e externa - com universidades, por exemplo)
- Sustentabilidade (para agregar valor ao negócio e para buscar formas diversas de recursos para ter um orçamento próprio e auto-sustentável)

Entendendo estes sete fatores, qual é o papel das Relações Públicas na questão de fomentar a prática da educação corporativa? Em primeiro plano, este profissional precisa conhecer profundamente a empresa em que trabalha, entender sua missão, visão e valores e analisar o quanto a empresa pode evoluir com a prática consistente da educação corporativa em seus domínios.

Posteriormente, os relações-públicas, com a ajuda de outros profissionais, podem elaborar projetos a fim de intensificar os sete fatores, tais como: parcerias com instituições de ensino (qualificação dos funcionários), maior interação entre os funcionários e destes com os cargos superiores, estratégias consistentes de valorização da história empresarial, dentre outras atividades.
 
Para encerrar este post, um vídeo (na realidade, a primeira parte de quatro blocos) de um programa sobre a educação corporativa e seus aspectos mais importantes, idealizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), sede de Ribeirão Preto/SP.

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