*Este post não possui o objetivo de incitar ou menosprezar toda e qualquer crença ou expressão religiosa. Todo o conteúdo da postagem e dos comentários referentes a esta são de responsabilidade de seus autores.
Um dos grandes pilares na existência da maioria das pessoas é a religiosidade, é o pertencimento a uma Igreja, a uma denominação em que se possa expressar a fé e os valores de cada indivíduo. Tirando a visão mística e espiritual de Jesus Cristo, focando-se somente na sua dimensão humana, pode-se dizer que Ele foi um grande comunicador, pois se fazia entender a todos os públicos, desde os doutores da Lei até os marginalizados; dos mais idosos às criancinhas. Além disso, se utilizava da comunicação interpessoal (tu a tu) de maneira eficaz e tinha grande espírito de liderança (tanto que muitas empresas, cristãs ou não, usam Cristo como exemplo para motivar seus colaboradores e patrões). E como anunciar este Cristo a outras pessoas, principalmente nos dias de hoje?
Como exemplo no contexto cristão-católico, acontece, dos dias 21 a 24 de julho, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida (Aparecida/SP), o Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação (Pascom), com cobertura do Portal A12, pertencente ao Santuário. Nas discussões propostas neste evento, direciona-se uma atenção especial às novas mídias como um "novo cenário" para se anunciar o Evangelho e também para atrair o público mais jovem ao ambiente religioso, sobretudo católico, visto que o catolicismo no Brasil perdeu muitos fiéis para as denominações protestantes.
Segue abaixo um resumo da programação do encontro, tirado desta notícia:
Logo no primeiro dia, na palestra de abertura, será debatido o tema "Igreja e comunicação: desafios e necessidades", assessorada pelo arcebispo do Rio de Janeiro e presidente da Comissão Episcopal para a Educação, Cultura e Comunicação Social da CNBB, Dom Orani João Tempesta.
No segundo dia, terão espaço, discussões em torno das "Novas tecnologias e novas mídias: inclusão e exclusão digital"; "Televisão: sua inserção no cotidiano dos indivíduos"; "Rádio: a arte de falar e ouvir"; "Telenovela: criação, produção e apresentação"; "Telenovela: a arte e a representação". Os temas ligados a novelas terão a assessoria de atores renomados, com Taís Araújo e Eriberto Leão, da Rede Globo.
No dia 23, as temáticas voltadas para a internet e as novas mídias sociais serão apresentadas e discutidas a partir de temas como "Internet: porta de entrada para a evangelização no mundo globalizado"; "Web: novas ferramentas do mundo digital para constituir rede na Igreja do Brasil" e "Web: ferramentas de formação e qualificação para os agentes de pastoral".
O secretário geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, tem uma rápida participação no evento, no sábado, 24. Ele vai colaborar com uma reflexão sobre as "Políticas de Comunicação na CNBB".
Como visto, os temas são relevantes e trazem aos participantes uma grande abrangência acerca de como anunciar seu "produto", ou seja, o Evangelho, aos fiéis. É necessário destacar a modernização do Portal, englobando todos os meios midiáticos do Santuário (o próprio Santuário Nacional, Editora Santuário, Rádio e TV Aparecida, além da presença nas mídias e redes sociais), e a eficiente cobertura da Assessoria de Imprensa do Santuário, que trouxe fotos e vídeos do evento, além dos releases e notícias para os outros veículos. Num tempo em que a Igreja Católica sofre tantos ataques, se faz necessária esta junção de veículos de comunicação para reforçar positivamente a sua imagem perante o mundo globalizado.
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
O preço de causar polêmica - Caso Duloren
A maioria das empresas desejam que seus produtos e/ou serviços sejam vendidos para as pessoas, em nível regional, nacional ou internacional. Esta ação se efetua com maior objetividade através de uma divulgação criativa, chamativa e bem feita, utilizando-se das propagandas, mídias sociais (como Facebook, Orkut e Twitter), mídias impressas e, em alguns setores, atuações em pontos de venda da marca. Às vezes, a propaganda de um determinado produto pode causar certa polêmica, remexendo com valores religiosos, morais e éticos. Será que causar polêmica ajuda na divulgação de uma marca/empresa ou pode afugentar possíveis consumidores?
Esta indagação pode ser explanada através do caso da nova propaganda da Duloren, grande grife de moda íntima do Brasil, lançada neste mês de julho. Como se pode ver nesta matéria, a marca critica os recentes casos de abuso sexual a crianças (a chamada pedofilia) divulgados pela imprensa, principalmente voltados a sacerdotes da Igreja Católica.
Para isto, a agência responsável pela campanha mostra um cenário que tem, como plano de fundo, a Praça de São Pedro, no Vaticano e que apresenta uma modelo de lingerie mostrando um crucifixo a um homem de costas (pelos trajes, provavelmente seja um padre). Acima dela, há a frase: "Pedofilia, não" e, no canto direito do anúncio, o logo e o slogan da marca.
Esta ação publicitária gerou a chamada polêmica e causou repúdio de católicos, como pode se ver no blog do Prof. Felipe Aquino, um comentário de boicoite à marca que teve 290 comentários, todos favoráveis ao manifesto. Muitos sites acreditam que a propaganda da DuLoren seja anti-católica (e não anti-pedofilia), por mostrar a figura do padre sendo "tentado" por uma moça (como estava de costas, poderia ser qualquer sacerdote, generalizando o ataque) e que seu alvo seja o Vaticano.
Segundo o site católico Rainha Maria, já não é a primeira vez que a marca ataca o catolicismo. Na fala do site, "O empresário Roni Argalji, de 53 anos, dono da Duloren, sempre teve um grande apetite por polêmicas. Quando assumiu o controle da empresa, em 2000, ele mudou radicalmente o estilo de comunicação da marca. Substituiu as mocinhas recatadas por modelos voluptuosas vestidas de freira, por exemplo, com calcinhas e sutiãs à mostra. Usou cenas de lesbianismo e mulheres com postura dominadora."
A propaganda e o posterior boicote foram repercutidos em vários sites especializados, e, uma semana depois do lançamento da campanha, a marca, juntamente com a agência responsável, divulgaram um comunicado à imprensa sobre o ocorrido, desculpando-se pelo anúncio e suspendendo todas as ações de divulgação desta campanha. A imagem da empresa foi prejudicada, principalmente sob a ótica das mulheres católicas e também pelo fato de ferir a crença religiosa do maior público que a Duloren poderia ter, visto que o catolicismo ainda é a religião com mais adeptos no Brasil. Neste caso, a polêmica não fez bem para a empresa.
Esta indagação pode ser explanada através do caso da nova propaganda da Duloren, grande grife de moda íntima do Brasil, lançada neste mês de julho. Como se pode ver nesta matéria, a marca critica os recentes casos de abuso sexual a crianças (a chamada pedofilia) divulgados pela imprensa, principalmente voltados a sacerdotes da Igreja Católica.
Para isto, a agência responsável pela campanha mostra um cenário que tem, como plano de fundo, a Praça de São Pedro, no Vaticano e que apresenta uma modelo de lingerie mostrando um crucifixo a um homem de costas (pelos trajes, provavelmente seja um padre). Acima dela, há a frase: "Pedofilia, não" e, no canto direito do anúncio, o logo e o slogan da marca.
Esta ação publicitária gerou a chamada polêmica e causou repúdio de católicos, como pode se ver no blog do Prof. Felipe Aquino, um comentário de boicoite à marca que teve 290 comentários, todos favoráveis ao manifesto. Muitos sites acreditam que a propaganda da DuLoren seja anti-católica (e não anti-pedofilia), por mostrar a figura do padre sendo "tentado" por uma moça (como estava de costas, poderia ser qualquer sacerdote, generalizando o ataque) e que seu alvo seja o Vaticano.
Segundo o site católico Rainha Maria, já não é a primeira vez que a marca ataca o catolicismo. Na fala do site, "O empresário Roni Argalji, de 53 anos, dono da Duloren, sempre teve um grande apetite por polêmicas. Quando assumiu o controle da empresa, em 2000, ele mudou radicalmente o estilo de comunicação da marca. Substituiu as mocinhas recatadas por modelos voluptuosas vestidas de freira, por exemplo, com calcinhas e sutiãs à mostra. Usou cenas de lesbianismo e mulheres com postura dominadora."
A propaganda e o posterior boicote foram repercutidos em vários sites especializados, e, uma semana depois do lançamento da campanha, a marca, juntamente com a agência responsável, divulgaram um comunicado à imprensa sobre o ocorrido, desculpando-se pelo anúncio e suspendendo todas as ações de divulgação desta campanha. A imagem da empresa foi prejudicada, principalmente sob a ótica das mulheres católicas e também pelo fato de ferir a crença religiosa do maior público que a Duloren poderia ter, visto que o catolicismo ainda é a religião com mais adeptos no Brasil. Neste caso, a polêmica não fez bem para a empresa.
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