Por Manoel Marcondes Neto
O Observatório da Comunicação Institucional - OCI - fez um levantamento sobre o que dizem "de si mesmos" os partidos políticos brasileiros, no período de 19 de agosto a 10 de setembro de 2014, e constatou que está difícil para o cidadão perceber a diferença entre os 32 partidos que fazem parte das coligações deste ano nas eleições.
“Tipicamente, o cidadão – obrigado a comparecer às urnas, pela legislação eleitoral – deixa a decisão para a última hora, e fixa-se em nomes de pessoas. Além disso, no máximo, guarda o número da legenda do candidato – porque é assim que se vota. Depois das eleições, se esquece em quem votou... e que dirá do partido ou coligação?”, comenta o responsável técnico pela pesquisa Manoel Marcondes Machado Neto, doutor em Ciências da Comunicação pela USP e professor associado da Faculdade de Administração e Finanças da UERJ.
Marcondes Neto - também articulista do RPitacos - argumenta que o eleitor brasileiro está completamente perdido para escolher em qual candidato votar se quiser achá-lo a partir de um partido. E questiona: o que o cidadão deve fazer? Deverá procurar um diretório de partido em sua cidade ou bairro, telefonar, entrar no website da agremiação política ou buscar no Google para informar-se?
O OCI preparou "fichas" individuais de tudo o que os partidos políticos falam sobre si mesmos, ou seja, sua comunicação institucional, tanto em seu próprio domínio como, também, o que aparece na Wikipédia – primeira e, para muitos, única parada para obter informação na internet (ambiente escolhido para o levantamento).
O relatório final da pesquisa OCI não mostra qualquer viés, escolha ou crítica da Babel que iguala a todos que, ao dizerem tudo, nada declaram sobre reais propostas nas quais o eleitor depositará seu voto, para além de um nome e número de candidato. E a forma encontrada de apresentar num só lance os 32 partidos foi um infográfico construído a partir do uso de um software de "nuvem de palavras" (word cloud).
O infográfico ajuda a entender porque nada bate com coisa alguma no cipoal das 32 siglas, e o que vale mesmo na pesquisa são as 32 "fichas" individuais dos partidos políticos brasileiros, em apêndice, junto com a análise do professor-doutor especialista em opinião pública Cristiano Henrique Ribeiro dos Santos, da ECO/UFRJ, e a Nota Técnica da também doutora em Comunicação – e especialista em mídias sociais – Carol Terra –, dando conta de que os partidos não dão importância à sua própria institucionalidade (sendo as instituições mais importantes nas democracias representativas) e, por conseguinte, à sua comunicação institucional – o que constitui, na opinião do OCI, desserviço grave à democracia e à cidadania brasileiras.
SOBRE O O.C.I.
O Observatório da Comunicação Institucional, criado em 01/02/2013, é mantido por uma sociedade educativa sem fins econômicos que reúne acadêmicos, profissionais, estudiosos e demais interessados nesta especialidade da comunicação.
O OCI é um espaço destinado à análise, reflexão e crítica sobre a conduta das organizações em suas relações públicas – discurso, atitude e comportamento.
Para tanto, o Observatório da Comunicação Institucional tem produção própria e a partir de colaborações, de notas sobre textos publicados, análises de casos, pareceres, "clipping" e agenda relacionada à comunicação de organizações públicas, privadas ou do terceiro setor.
Você pode associar-se ao OCI, e participar de uma ONG de verdade (sem "donos"), opinando, reunindo-se em assembleia e propondo novas atividades. Link -
http://observatoriodacomunicacao.org.br/associe-se-ao-oci/
LINKS - REPERCUSSÃO DA PESQUISA NA IMPRENSA
No portal G1: a primeira pesquisa do Observatório da Comunicação Institucional - OCI:http://g1.globo.com/politica/eleicoes/noticia/2014/09/partidos-evitam-levantar-bandeiras-e-pouco-se-diferenciam-diz-pesquisa.html.
Na Globo News: http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/todos-os-videos/v/partidos-politicos-brasileiros-tem-graves-problemas-de-comunicacao-segundo-pesquisa/3657794/.
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segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Observatório da Comunicação Institucional conclui que partidos políticos têm tudo a dizer e nada a declarar: infográfico ajuda a entender porque nada bate com coisa alguma no cipoal de siglas dos 32 partidos políticos brasileiros.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Enredados!
Por Manoel Marcondes Neto
A música de Dorival Caymmi é inspiração, sempre, mas é a
coluna de Merval Pereira (n’O Globo de 28/08) que presta-nos um favor, pinçando
do novo livro de Manuel Castells, “Redes de indignação e esperança”, alguns
conceitos extraídos da observação atenta do pesquisador sobre as recentes
explosões de manifestação popular que levaram a figura anônima, mascarada, do
“protester” à condição de “personalidade do ano” da revista Time, em 2011.
Mantendo-se nas pesquisas de opinião pública com vistas ao
pleito presidencial de 2014, apesar de “sem partido”, Marina Silva conseguiu
sair na frente de todo o espectro político brasileiro, do experimentadíssimo
PMDB ao novíssimo PSD, porque anteviu, nas palavras do colunista, “este
movimento autônomo das ruas que rejeita as formas tradicionais de fazer
política” – algo comum às manifestações do Brasil atual, às manifestações da
chamada “primavera árabe” e aos movimentos “occupy” antiglobalização que
pipocaram ao redor do mundo, ora contra a OMC, nos EUA, ora contra o FMI, na
Itália, ora contra Wall Street. Aqui, pergunta-se: “quem matou Amarildo?”.
Manuel Castells chama a base de todas essas manifestações –
internet + celulares + redes sociais – de “plataforma tecnológica da cultura de
autonomia” e, no seu livro, diz que “Marina é a exceção entre os políticos –
por estar conectada aos novos anseios – e os movimentos sociais em rede vão
continuar a lutar, debater, evoluir e, por fim, a se dissolver em suas atuais
condições de existência, como aconteceu com todos os movimentos sociais da
História”.
O autor, talvez o maior estudioso do fenômeno que ele mesmo
batiza de “autocomunicação de massas” conclui que “é muito cedo para avaliarmos
o resultado final desses movimentos, embora já possamos dizer que regimes mudaram,
instituições foram desafiadas, e a crença no capitalismo financeiro global
triunfante foi abalada, possivelmente de maneira irreversível, na mente da
maioria das pessoas”.
A (in)conclusão a que me permito, no caso brasileiro, é que
há arranhões aqui e ali, sim, mas o “status quo” político-econômico não se
moveu um milímetro. Ministros, governadores e prefeitos continuam licitando
toalhas de algodão egípcio e caviar para seus palácios. Os jatinhos da Força
Aérea Brasileira transformaram-na numa empresa de táxi aéreo (deficitária,
claro, e às nossas custas). São Paulo tornou-se, agora, “a” capital dos
helicópteros, superando Tóquio e Nova Iorque. E a propaganda política dos
partidos continua repetindo na TV a ladainha tosca de que “ouvimos as ruas e queremos
a institucionalização da democracia no Brasil”, ou seja, dizem rigorosamente
nada para que tudo continue como está. Acho que a “imprevisibilidade positiva”
mencionada por Manuel Castells precisa continuar...
E ele finaliza: “o que é irreversível no Brasil e no mundo é
o empoderamento dos cidadãos, sua autonomia comunicativa e a consciência dos
jovens de que tudo o que sabemos do futuro é que eles o farão. Mobilizados”.
Que Deus o ouça, xará.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Imagem e Ação
Por Manoel Marcondes Neto
O nome do brinquedo vem à baila hoje, day after da cassação do mandato do (agora “ex”) senador-despachante-de-bicheiro-disfarçado-de-vestal Demóstenes Torres.
Segundo noticiado n’O Globo do último dia 12 de julho, “para cientista político, com cassação, Senado reduz damos à imagem”. Resta saber se tal “redução” resolve o problema da credibilidade.
Imagem
Imagem é algo percebido. Algo que se projeta na tela da mente de quem vê, ouve, lê. Não é identidade. Não é algo construído. Construída é a identidade – a partir de atributos, esforços, recursos de quem quer se fazer conhecer.
Nesse processo de cassação, devemos o “feito” (no caso, bem feito) a fatores “externos”, excepcionais. E isto é preocupante. A eles: escuta telefônica de anos – uma prática de polícia! Mídia investigativa – uma conquista da democracia e da livre iniciativa, mas não isenta da possibilidade de “linchamento” injusto (vale pesquisar o caso emblemático da Escola Base, em São Paulo – literalmente exterminada via mídia). E, por último, mas não menos importante, as satisfações públicas mínimas (falar em transparência seria um exagero, no caso do Brasil) que o parlamento brasileiro hoje tem que prestar à sociedade que o mantém.
A recentemente aprovada Lei de Acesso à Informação é um divisor de águas, mas não devemos nos contentar apenas em abrir as caixas pretas das folhas de pagamento – mesmo porque os nababescos salários não diminuirão um centavo por causa do disclosure. Trata-se de dispor praticamente “nuas” as organizações, algo impensável no tempo do papel, do rádio e da – caríssima – televisão. Em tempos de internet tornou-se possível, a quem está fora, ver o que se passa dentro das empresas. Vale uma visita ao premiado website da construtora Tecnisa. E ao blog Fatos & Dados, da Petrobras.
Ação
E o prefeito do Rio de Janeiro está sendo questionado pelo PSOL por fazer proselitismo político-eleitoral nos contracheques do mês de julho dos servidores municipais, com a seguinte mensagem: – Só essa prefeitura podia começar o ano com notícias tão boas para você! Primeiro, a prefeitura antecipou o pagamento do Acordo de Resultados, superando as metas que você ajudou a conquistar. Um reconhecimento que pode chegar ao 14º ou 15º salário...
O que disse o alcaide, que ilegalmente já desfilou com Dilma, com Lula e com o boleiro Seedorf?
– A mensagem citada refere-se à “comunicação institucional” enviada ao contracheque referente a janeiro de 2012, portanto, anterior à campanha e ao período sob a égide da legislação eleitoral.
Comunicação Institucional? Que bonitinho! Eduardo Paes, agora é, também, relações-públicas. O prefeito do Rio alegar em sua defesa que o abuso de poder político foi cometido a titulo de “comunicação institucional”...
O nome do brinquedo vem à baila hoje, day after da cassação do mandato do (agora “ex”) senador-despachante-de-bicheiro-disfarçado-de-vestal Demóstenes Torres.
Segundo noticiado n’O Globo do último dia 12 de julho, “para cientista político, com cassação, Senado reduz damos à imagem”. Resta saber se tal “redução” resolve o problema da credibilidade.
Imagem
Imagem é algo percebido. Algo que se projeta na tela da mente de quem vê, ouve, lê. Não é identidade. Não é algo construído. Construída é a identidade – a partir de atributos, esforços, recursos de quem quer se fazer conhecer.
Nesse processo de cassação, devemos o “feito” (no caso, bem feito) a fatores “externos”, excepcionais. E isto é preocupante. A eles: escuta telefônica de anos – uma prática de polícia! Mídia investigativa – uma conquista da democracia e da livre iniciativa, mas não isenta da possibilidade de “linchamento” injusto (vale pesquisar o caso emblemático da Escola Base, em São Paulo – literalmente exterminada via mídia). E, por último, mas não menos importante, as satisfações públicas mínimas (falar em transparência seria um exagero, no caso do Brasil) que o parlamento brasileiro hoje tem que prestar à sociedade que o mantém.
A recentemente aprovada Lei de Acesso à Informação é um divisor de águas, mas não devemos nos contentar apenas em abrir as caixas pretas das folhas de pagamento – mesmo porque os nababescos salários não diminuirão um centavo por causa do disclosure. Trata-se de dispor praticamente “nuas” as organizações, algo impensável no tempo do papel, do rádio e da – caríssima – televisão. Em tempos de internet tornou-se possível, a quem está fora, ver o que se passa dentro das empresas. Vale uma visita ao premiado website da construtora Tecnisa. E ao blog Fatos & Dados, da Petrobras.
Ação
E o prefeito do Rio de Janeiro está sendo questionado pelo PSOL por fazer proselitismo político-eleitoral nos contracheques do mês de julho dos servidores municipais, com a seguinte mensagem: – Só essa prefeitura podia começar o ano com notícias tão boas para você! Primeiro, a prefeitura antecipou o pagamento do Acordo de Resultados, superando as metas que você ajudou a conquistar. Um reconhecimento que pode chegar ao 14º ou 15º salário...
O que disse o alcaide, que ilegalmente já desfilou com Dilma, com Lula e com o boleiro Seedorf?
– A mensagem citada refere-se à “comunicação institucional” enviada ao contracheque referente a janeiro de 2012, portanto, anterior à campanha e ao período sob a égide da legislação eleitoral.
Comunicação Institucional? Que bonitinho! Eduardo Paes, agora é, também, relações-públicas. O prefeito do Rio alegar em sua defesa que o abuso de poder político foi cometido a titulo de “comunicação institucional”...
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Relações entre Política e a Sociedade dos Sonhos que precisam ser reais
Muitas vezes, em um mundo tão globalizado (ainda que com sua limitações), muitos são os produtos/serviços/ (até mesmo) pessoas que não se distinguem pura e simplesmente por sua composição, mas que necessitam de um diferencial para conquistar o público e, consequentemente, maior lucro para sua empresa. E por que não definir o emocional e a capacidade de se produzir sonhos como um diferencial?
Rolf Jensen, em 1999, lançou um livro chamado The Dream Society (em tradução livre para o português, A Sociedade dos Sonhos) que mostra exatamente esta situação, da valorização do emocional para se promover a imagem de marcas, empresas e - por quê não? - pessoas. Renata Barreto Malta, na dissetação de mestrado O Espetáculo Midiático: da era da Informação à Sociedade dos Sonhos pelos caminhos do Fantástico, mostra algumas ideias desse autor (2009, págs. 79-80):
"Na Sociedade dos Sonhos, proposta pelo autor [Jensen], nossas necessidades materiais não tendem a ser reduzidas, no entanto, o aspecto material receberá menos atenção. Passaremos, assim, a nos definir através de histórias e sentimentos. De alguma forma, esse processo seria uma redescoberta do passado e da força que os mitos e as histórias possuem junto às comunidades, ou seja, de como elas podem persuadir e modificar comportamentos dentro dos grupos sociais."
A chamada padronização do material começa também a atingir muitas pessoas públicas. No caso deste post, é necessário enfatizar a figura dos políticos como também participantes deste mecanismo, pois o que muito se vê nas propagandas políticas, principalmente nas últimas décadas, são tópicos voltados muito mais para o emocional das pessoas - desencadeando sentimentos - do que mostrando o que se realmente irá fazer, caso o(a) candidato(a) seja eleito(a).
Por isso, muitas vezes o discurso político se confunde com o discurso publicitário justamente por conta desta carga emocional, como mostra o artigo O marketing político e a importância da imagem-marca em campanhas eleitorais majoritárias, de Ada Kesea Guedes Bezerra e Fábio Ronaldo da Silva (2002, p. 04):
"Neste sentido, o eleitor assume um lugar de consumidor de imagens que por meio da subjetividade seduzem, provocam, emocionam. O discurso político segue a tendência do discurso publicitário impetrando o elo de identificação com o eleitor através do apelo emocional. Entra em declínio a atividade política tradicional, o engajamento direto através de partidos e entra em cena as “personalidades”, as “estrelas” do show da política de imagem."
Portanto, um dos cuidados que se deve ter em relação ao uso de técnicas do Marketing Político é justamente balancear o condicionamento à Sociedade dos Sonhos com as descrições dos projetos de governo, das propostas de transformação de realidades, para que a campanha não se torne nem muito emotiva ou racional.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Comunicação no incentivo à juventude na política - Projeto Jovem Senador
Um ditado antigo dizia que, em muitos casos, "religião, futebol e política não se discutia". Focando-se neste último tópico, muitos jovens ainda não gostam de discutir sobre os assuntos da política, além de não pensar mais profundamente em como elaborar ideias e fazer projetos de lei para melhorar a situação da sociedade em que se vive.
O projeto Jovem Senador, segundo o site oficial, foi criado pela Resolução nº 42, assinada pelo Presidente do Senado José Sarney em 11 de agosto de 2010, e é realizado no mês de novembro, em conjunto com a premiação do Concurso de Redação do Senado Federal. No caso de 2011, o projeto ocorreu dos dias 15 a 18 de novembro.
Os 27 finalistas do Concurso de Redação (cada um representando um estado, inclusive o Distrito Federal) ganham, como prêmios, notebooks, medalhas, certificados e a publicação da redação em um livreto produzido pelo Senado Federal, além de computadores, livros e DVDs para o acervo das escolas dos três primeiros lugares.
Além dos prêmios materiais, os jovens compõem o plenário do Senado por três dias, numa simulação de exercício de um mandato, formando Comissões Parlamentares, elaborando Projetos de Lei e discursos que são apresentados em sessões no Plenário, dirigidas por uma Mesa eleita pelos jovens senadores e composta por um Presidente, um Vice-Presidente, Primeiro-Secretário e Segundo-Secretário.
Para esclarecer maiores dúvidas acerca deste projeto, o perfil do Blog do Senado no Youtube disponibilizou uma entrevista com o Consultor-Geral da Consultoria Legislativa do Senado Federal, Paulo Mohn, que auxiliou os jovens senadores em seus curtos e intensos mandatos.
Algo interessante a ser notado é a participação do profissional de Relações Públicas no processo de acompanhamento dos trabalhos do projeto Jovem Senador, segundo o que diz a própria Resolução criadora do projeto:
"Art. 17º- No início de cada sessão legislativa ordinária, o Presidente do Senado Federal designará, ouvidos os Líderes, comissão composta por 1 (um) Senador de cada partido político com representação no Senado Federal para acompanhar os procedimentos necessários à realização da edição anual do Projeto Jovem Senador.
O projeto Jovem Senador, segundo o site oficial, foi criado pela Resolução nº 42, assinada pelo Presidente do Senado José Sarney em 11 de agosto de 2010, e é realizado no mês de novembro, em conjunto com a premiação do Concurso de Redação do Senado Federal. No caso de 2011, o projeto ocorreu dos dias 15 a 18 de novembro.
Os 27 finalistas do Concurso de Redação (cada um representando um estado, inclusive o Distrito Federal) ganham, como prêmios, notebooks, medalhas, certificados e a publicação da redação em um livreto produzido pelo Senado Federal, além de computadores, livros e DVDs para o acervo das escolas dos três primeiros lugares.
Além dos prêmios materiais, os jovens compõem o plenário do Senado por três dias, numa simulação de exercício de um mandato, formando Comissões Parlamentares, elaborando Projetos de Lei e discursos que são apresentados em sessões no Plenário, dirigidas por uma Mesa eleita pelos jovens senadores e composta por um Presidente, um Vice-Presidente, Primeiro-Secretário e Segundo-Secretário.
Para esclarecer maiores dúvidas acerca deste projeto, o perfil do Blog do Senado no Youtube disponibilizou uma entrevista com o Consultor-Geral da Consultoria Legislativa do Senado Federal, Paulo Mohn, que auxiliou os jovens senadores em seus curtos e intensos mandatos.
Algo interessante a ser notado é a participação do profissional de Relações Públicas no processo de acompanhamento dos trabalhos do projeto Jovem Senador, segundo o que diz a própria Resolução criadora do projeto:
"Art. 17º- No início de cada sessão legislativa ordinária, o Presidente do Senado Federal designará, ouvidos os Líderes, comissão composta por 1 (um) Senador de cada partido político com representação no Senado Federal para acompanhar os procedimentos necessários à realização da edição anual do Projeto Jovem Senador.
Parágrafo único - A comissão de que trata o caput contará com a assessoria de 2 (dois) servidores da Secretaria-Geral da Mesa, 2 (dois) servidores da Diretoria-Geral, 2 (dois) servidores da Consultoria Legislativa e 2 (dois) servidores da Secretaria de Comunicação Social, devendo, neste último caso, 1 (um) deles provir necessariamente da Secretaria de Relações Públicas."
Portanto, as práticas de comunicação podem contribuir para que haja uma conscientização acerca da importância da política e, nesse caso, das esferas legislativas na vida das pessoas. Logicamente, esta comunicação precisa ser transparente e condizente com os princípios, valores e missão das instituições públicas.
Portanto, as práticas de comunicação podem contribuir para que haja uma conscientização acerca da importância da política e, nesse caso, das esferas legislativas na vida das pessoas. Logicamente, esta comunicação precisa ser transparente e condizente com os princípios, valores e missão das instituições públicas.
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